Skeleton e bobsled realizam últimos treinos antes da competir em Lausanne 2020

Os Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno entram na segunda semana de competições. Seguindo o conceito de sustentabilidade, a Vila terá a despedida de quem competiu na primeira semana e a chegada dos novos atletas. Mas o Time Brasil tem uma turma que só competirá nos dias 19 e 20 e já está desde o dia 06 na Suíça, treinando. São os atletas Gustavo Ferreira, do bobsled, Lucas Oliveira e Larissa Cândido, do skeleton. Os três fizeram o reconhecimento da lendária Olympia Bob Run, local onde a modalidade surgiu, em St Moritz. E local também onde começou a história dos três atletas nos esportes no gelo.

 

“Ficamos feliz de saber que os Jogos poderiam ser em qualquer outra pista do mundo, mas foram justamente aqui onde a gente começou. É legal ver a nossa evolução dos primeiros treinos para o que estamos fazendo agora. Vamos fechar o ciclo do Jogos Olímpicos da Juventude exatamente onde começamos”, disse Lucas.

 

Os treinamentos começaram nos dias 07 e 08, antes mesmo da liberação oficial da pista. Foram feitas descidas com os equipamentos e também andando, ao lado dos treinadores, conversando sobre cada uma das curvas e dos movimentos que precisam fazer para concluir o trajeto no menor tempo possível. Com mais dois treinos oficiais antes das provas, o Time Brasil fecha o ciclo de preparação. Os últimos treinamentos servirão como uma forma de tentar fazer os ajustes necessários, já que Gustavo, Lucas e Larissa já tiveram a oportunidade de ver o que estão errando e no que precisam trabalhar.

 

“O bobsled e o skeleton são relativamente parecidos com corridas de carros ou motos. Cada pista tem suas características, exigem habilidades específicas e tem tempos diferentes. Faz muita diferença para os atletas conhecer melhor a pista. A possibilidade deles terem um desempenho melhor, é maior”, disse Gabriel Karnas, chefe da equipe.

 

“Eu já fiz três treinos oficiais. Tive uma evolução boa do primeiro dia até ontem (quarta, 15). Estou gostando bastante dessa experiência de estar nos Jogos. Está sendo diferente de tudo que vivi até hoje, nos meus 16 anos. Estou muito feliz com tudo que está acontecendo”, disse Larissa.

 

“Estou gostando muito dos treinos. Posso dizer que aprendi muita coisa nessa semana. Sabemos que temos muita coisa ainda para desfrutar desses Jogos, até porque faltam poucos dias para acabar. Espero que a gente possa dar nosso máximo na competição porque é um sonho estar representando o Brasil nesses Jogos”, contou Lucas.

 

Nos dias sem treinos, os atletas foram incentivados a participar das atividades propostas pelo Comitê Organizador de Lausanne 2020. Como St Moritz é uma subsede em que estão sendo disputadas quatro modalidades – além do bobsled e do skeleton, também tem luge e patinação de velocidade -, a convivência entre os atletas de todos os países tem sido uma marca. A troca entre todos os participantes dos Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno tem sido grande e deixará uma marca nos competidores.

 

“Nesta quarta tivemos uma palestra sobre o doping. Antes, eles conversaram com a gente sobre comunicação, planejamento esportivo, dentre outras. Tivemos a caminhada com a tocha, as esculturas de gelo. Os atletas convivendo junto, hospedados no mesmo espaço, também é muito legal. Quando chega na competição, não são estranhos, não os tratamos como adversários, tem um clima de amizade. A troca de pins também é parte do espírito esportivo. Obrigado ao COB, à CBDG e a todo mundo que está acompanhando a gente”, completou Lucas.

 

Fonte: COB

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