PJF assina contrato para requalificação do Espaço Mascarenhas

O primeiro passo para revitalização do Centro Histórico de Juiz de Fora foi consolidado nesta quarta-feira, 16, com o anúncio e a premiação dos vencedores do concurso “Fábrica Mascarenhas”, e assinatura do contrato, pelo prefeito Antônio Almas, com a equipe ganhadora, para elaboração dos projetos executivo e complementares de requalificação do Espaço Mascarenhas e da Rua Dr. Paulo de Frontin. O evento de premiação online contou com a participação de representantes da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), da comissão julgadora e dos três primeiros colocados.

Antônio Almas falou do compromisso de sua gestão com a participação social e o turismo na cidade, e parabenizou as equipes vencedoras e menções honrosas. Foram recebidas mais de 130 inscrições e 35 propostas. “O número de participantes no processo demonstra o acerto da escolha. Podemos garantir que isso foi busca incessante nesta Administração, de ter uma relação democrática e transparente com a população de Juiz de Fora. E também do resgate do turismo e da requalificação dos nossos equipamentos históricos, principalmente do Centro da cidade. Para mim, o que fazemos hoje é o cumprimento das linhas mestras’ que direcionei para construirmos à frente da administração”.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Agropecuária (Sedeta), Jackson Moreira, a contratação do IAB pela Prefeitura, para realização do concurso, “garante a transparência e legitimidade do resultado”. Ele acrescentou que, “não é simplesmente a requalificação do Espaço Mascarenhas, mas do Centro de Juiz de Fora. O espaço marca o processo do início da urbanização do Município e construção da base econômica da cidade. Agora, esse movimento de requalificação também cria novo ciclo e análise do espaço, um novo momento, onde a principal diretriz é a valorização do cidadão”.

A diretora da Fundação Cultural “Alfredo Ferreira Lage” (Funalfa), Tamires Fortuna, lembrou o movimento “Mascarenhas meu Amor”, da década de 80, quando intelectuais reivindicaram que o Espaço Mascarenhas fosse transformado em local de cultura, trazendo vida à antiga fábrica têxtil: “Ali aconteceram muitos eventos culturais importantes para a cidade. É uma região que tem a cultura na sua natureza”, avaliou. “Acredito que os projetos conseguiram se conectar com a ideia inicial do concurso, de promover no espaço formas de convívio social, retirando a correria que o Centro já traz, e trazendo um espaço de aprendizado, cultura, de conhecer mais a história e o patrimônio da cidade”.

Representando a direção nacional do IAB, seu diretor sociocultural, Luiz Sarmento, falou da escolha da modalidade de “concurso público” para requalificação de espaços do cidadão: “O IAB, que faz cem anos em janeiro, desde a fundação luta pelos concursos públicos de projeto, forma mais democrática e eficaz de qualificar obras públicas. Diferente das licitações tradicionais, a modalidade permite que a população analise o projeto antes de ser executado, colocando-o mais próximo do cidadão. Talvez o mais fantástico seja a quantidade de pessoas participando. Neste, foram mais de cem propostas recebidas. Pessoas de todo o Brasil trabalhando para trazer a proposta mais qualificada para Juiz de Fora”.

Foram premiados, em primeiro lugar, a Equipe Austral Studio, de Curitiba (PR); em segundo, Pagus Arquitetura, também da capital do Paraná; e, em terceiro, Estúdio+1, de São Paulo. Os escritórios receberam, simbolicamente, cheques de R$ 40 mil, R$ 20 mil e R$ 10 mil, respectivamente. Representando a Austral Estúdio, o arquiteto Henrique Zulian apresentou a proposta ganhadora. Segundo ele, a concepção do anteprojeto considerou “a relação dos espaços externos – da praça, do desenho da rua – com o patrimônio – um edifício com centro cultural, com uma biblioteca pública e um mercado público. É um apanhado de programas importantes para a cidade e muito bonitos em si, que geralmente contam muito da identidade, da história e da cultura de um local”, ressaltou.

“A intenção foi de fortalecer o protagonismo de quem realmente é o protagonista, o patrimônio material e imaterial, trabalhando com questões culturais”, explicou ele. “Dentro das edificações, as intervenções buscaram trabalhar de forma mais cirúrgica com a parte interna, além de tentar se adaptar a programas que pudessem ajudar no uso desses espaços no entorno das edificações, principalmente no período mais noturno, trazendo mais segurança, e o uso de diversas formas ao longo do dia”.

Em razão da pandemia de covid-19, a exposição física dos projetos finalistas e menções honrosas do “Concurso Fábrica Mascarenhas” foi adiada.

Fonte: Assessoria

 

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