Presidente da Confederação Brasileira de Canoagem, João Tomasini Schwertner morre aos 61 anos, vítima da Covid-19

Morreu na manhã de domingo (17), aos 61 anos de idade, o presidente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), João Tomasini Schwertner, vítima do Coronavírus. O dirigente estava internado na UTI do Hospital Marcelino Champagnat em Curitiba e não resistiu às complicações decorrentes da doença. 

Tomasini fundou a CBCa e ficou na presidência desde o ano de 1989. Durante este período, alçou a canoagem brasileira a outro patamar a nível internacional. Além disso, o Time Brasil conquistou três medalhas nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016, e seis títulos mundiais, com a dupla Isaquias Queiroz e Erlon Souza, além de 11 medalhas pan-americanas e primeira final olímpica da história com Sebastián Cuattrin.Já na canoagem slalom, sediou o Campeonato Mundial de 2018, no Rio de Janeiro, e teve atuação fundamental para que Ana Sátila e Pepê Gonçalves se consolidassem como expoentes da modalidade.

Além disso, Tomasini presidiu também a Confederação Pan-americana de Canoagem (COPAC) desde 2017 e ocupou o posto de terceiro vice-presidente da Federação Internacional de Canoagem, entre os anos de 2010 e 2014. Foi integrante do primeiro Conselho de Administração do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), e ganhou destaque com o trabalho na aprovação da Lei 14.073, na qual prevê ações  emergenciais destinadas ao setor esportivo, como o pagamento de dívidas das Entidades Nacionais de Administração do Desporto (ENADs) junto ao Governo Federal por meio de recursos provenientes da Lei das Loterias.  

O presidente do COB, Paulo Wanderley, lamentou a morte de Tomasini e que após o anúncio de sua morte, recebeu  inúmeras mensagens de condolências de entidades internacionais como ODESUR e PanAm Sports:

“Dizer que é uma grande perda para o esporte brasileiro é redundância. João Tomasini foi um dos mais leais companheiro e amigo que tive em minha trajetória no Comitê Olímpico do Brasil. Aguerrido, incansável e, porque não dizer, briguento pelas causas que defendia, foi um dos grandes articuladores da Lei 14.073, que trará uma contribuição inestimável para o esporte olímpico do Brasil. É seu grande e valioso legado”.

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