Natália Gaudio tem nova coreografia de fita feita por head coach da Federação do Azerbaijão

A reformulação do calendário esportivo ocasionado pela pandemia de coranavírus no mundo abriu uma janela de tempo que está sendo bem aproveitada por Natália Gaudio e sua treinadora, Monika Queiroz. Elas buscaram assistência para uma nova série de fita com a treinadora búlgara Mariana Vasileva, que desde 2009 é head coach de Ginástica Rítmica na Federação do Azerbaijão. A elogiada coreografia de bola que Natália apresentou na Rio 2016, ao som de “Bandolins”, de Oswaldo Montenegro, foi assinada por Vasileva. 

Vasileva treinava a azeri Marina Durunda, que conquistou a prata na fita nos Jogos Europeus de 2015 e o bronze no Campeonato Europeu, no mesmo ano, em Minsk, a capital de Belarus. No Mundial de Kiev-2013, a ginasta do Azerbaijão fora quinta colocada na final da fita.

“Observo o trabalho da Mariana há muito tempo e sou testemunha do sucesso dela. O mundo passou pra outra dimensão na fita e precisamos acompanhar. Quando procurei a Mariana, para pedir que montasse nossa coreografia, receei que estivesse ocupada. Mas, na metade da conversa, ela já aceitou. Entramos no Zoom para conversar e foi um processo fantástico. É uma série maravilhosa, não só pela beleza. Inclui movimentos muito difíceis e com grau altíssimo de execução”, diz Monika. No final de 2014, Vasileva e Durunda vieram a Santos, onde tomaram parte do II Curso Internacional de Ginástica Rítmica, e a amizade se estreitou.

Natália está empolgada com a direção que o trabalho seguiu. “Procuramos a Mariana porque realmente queríamos algo marcante, diferente, bem bonito. Ela é uma técnica muito criativa. Buscamos um estilo totalmente diferente das últimas coreografias que eu estava fazendo. Elas tinham músicas mais alegres, uma coisa mais descontraída. Desta vez buscamos uma música mais forte e deu super certo. É um estilo que combina muito comigo. Amei a coreografia, tá maravilhosa, assim como a música. Vai ser uma surpresa que todos vão curtir bastante. Tô super-ansiosa pra mostrar”, diz a estrela capixaba.

O trabalho de montagem de uma coreografia é árduo, mas Natália aprecia essa caminhada. “É um período que me acrescenta muito em motivação. Adoro montar coreografia nova porque é um desafio diário. A cada dia você tá ali, tentando fazer uma parte nova da coreografia. Quando a gente monta coisas novas, costumamos dividir em três partes pra poder limpar a execução e realmente poder focar cada detalhe. Gosto desse tipo de treinamento do novo, de estar ali repetindo, repetindo até automatizar o movimento. É um processo um pouquinho demorado, mas muito bom. A cada dia que a gente vê uma evolução, que vê algo melhorando, sente-se melhor ainda, mais animado”.

Mesmo longe das competições, adiadas ou canceladas por causa da pandemia, a ginasta mantém a evolução no treinamento. Após retomar o ritmo das atividades durante a Missão Europa, parceria entre Comitê Olímpico (COB) e Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Natália ressalta a importância da dedicação e do tempo. “Desde que voltamos de Portugal, estamos mantendo um ritmo bem legal e lógico que estou sentindo bastante falta das competições, mas acho que a gente tem que pensar pelo lado positivo. Ganhamos mais tempo pra correr atrás, pra poder trabalhar bastante e chegar na competição melhor ainda. Acho que a gente só ganhou. Procuro pensar dessa forma e quero aproveitar ao máximo todo o tempo que vamos ter pela frente pra poder chegar lá na competição no meu auge. Até lá tem um longo caminho a percorrer”.

Fonte: COB

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