A probabilidade contra a abiogênese

 

Quando confrontada ao ferramental da probabilidade, a teoria da origem espontânea da

vida encontra uma barreira intransponível. Pois a complexidade dos seres vivos cria um

impasse estatístico irreversível ao pensamento abiogênico.

A teoria probabilística formulada por Borel traz um princípio matemático (chamado Princípio

de Borel) que afirma que probabilidades muitíssimo pequenas devem ser consideradas

impossibilidades. Para estabelecer o limite, o teórico determinou a linha divisória entre o

que é extremamente improvável e o que é impossível. Segundo ele, a linha é delimitada

pela proporção 1 chance em 10 seguido de 50 zeros. Ou seja, dizemos que um evento é

considerado “impossível” quando sua probabilidade é de 1 para 10 50

.

Consequentemente, para verificar se a origem espontânea da vida é uma possibilidade

lógica, a probabilidade de sua ocorrência não pode ser igual ou superior à relação de 1 para

10 50

.

Trazendo à tona o artigo de Tassios Lycurgo ”A Teoria dos Universos Paralelos aponta para

a inexistência de Deus?”

, o astrônomo Hugh Ross afirma que a chance de que a vida tenha

surgido no Planeta Terra por acaso, ou seja, resultando de um processo natural não guiado

que transformou espontaneamente matéria não viva em vida, é de 1 em 10 elevado a 138

zeros (1 para 10 138). Portanto, segundo o princípio de Borel a origem espontânea é

impossível. Eis a prova de que, estatisticamente, a hipótese abiogênica é impossível!

Para ilustrar, pensemos apenas em um dos componentes elementares da vida que é a

proteína. Mesmo o organismo unicelular mais simples, suas proteínas contam com um nível

extremamente elevado de sofisticação. A formação de uma única proteína depende, dentre

inúmeras outras condições, de uma sequência correta de aminoácidos e um ajuste

extremamente preciso do ambiente no qual se desenvolve. A chance de todas as condições

ocorrerem ao mesmo tempo em um ambiente aleatório é estatisticamente impossivel.

Portanto, observando o que é mais simples, percebe-se que a probabilidade de que o ajuste

aleatório das variáveis necessárias para a vida é tão ínfima que se torna nula. Isso faz da

estatística a primeira “ coveira” da abiogênese, que só por um milagre continua estampada

nos livros como teoria dominante.




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