Turismo exótico do Pará – Saiba o que conhecer na Ilha do Marajó

Ilha do Marajó – o arquipélago do Marajó fica na foz do rio Amazonas, no Estado do Pará, norte do Brasil. É fronteira da Amazônia com o Oceano Atlântico. A maior ilha do arquipélago é a de Marajó, onde em Soure, a principal cidade. Pode-se chegar à ilha de barco ou de avião, e sempre a partir de Belém.

Razões nunca explicadas do clima dão à ilha uma feição peculiar: durante seis meses, as águas inundam os campos que constituem a maior parte dela. Nos outros seis meses, a água desaparece. Assim, barcos e carros usam os mesmos caminhos, conforme a época do ano. E o mesmo caminho percorrido tem paisagens diferentes, segundo o mês em que se esteja.

Cercada pelos rios Amazonas e Tocantins, e ainda pelo Oceano Atlântico, a Ilha do Marajó possui cerca de 50.000 km², formados por florestas, savanas, praias e um rico ecossistema. Possuindo o maior rebanho de búfalos do Brasil, os campos marajoaras tornam-se imensos alagados entre os meses de janeiro e julho.

A Ilha possui 13 municípios, sendo o principal deles o de “Soure”, cidade que também é conhecida como a “capital” da ilha, onde estão localizados os principais hotéis do Marajó. Além disso, a partir de Soure, pode-se chegar às principais Fazendas da Ilha, que também oferecem hospedagem e passeios ecológicos para os visitantes.

A Ilha é um dos mais importantes destinos turísticos do Pará, possui diversas praias de água doce, uma rica história que começa com a chegada dos portugueses no Brasil, sem falar da excêntrica culinária marajoara, uma essência de sabores que despertam o imaginário dos visitantes.

Maior ilha do mundo banhada ao mesmo tempo por mar e rio, localizada no delta do Amazonas, o Marajó é um santuário ecológico digno de ser preservado e visitado.

A Ilha é dividida em 12 municípios: Santa Cruz do Arari, Afuá, Anajás, Breves (a capital da Ilha de Marajó), Cachoeira do Arari, Chaves, Curralinho, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, São Sebastião da Boa Vista e Soure

O coração da ilha é de campos naturais, pastagens no verão, imensos lagos de deslumbrantes jardins flutuantes na época das chuvas, onde as aves, os búfalos, os peixes e as borboletas convivem harmoniosamente com as embarcações que substituem, nessa época, os cavalos e charretes. Os guarás pescam, os búfalos tomam banho, os jacarés espreitam. Nas inúmeras fazendas que recebem visitantes, a vida pantaneira pode ser apreciada inclusive no lombo de cavalo marajoara, raça desenvolvida na região.

Marajó também é praia de água salobra, mistura do Atlântico e do Amazonas, como em Salvaterra e Soure, as duas cidades mais importantes da ilha. O carimbó e o siriá, as mais características manifestações do povo, animam as festas. O artesanato marajoara, basicamente cerâmica, já é reconhecido fora do Pará como uma das expressões mais interessantes da cultura popular.

O Marajó também é conhecido pela grande produção de açaí, que é nativo da ilha e hoje tem a sua produção incentivada.

Uma fazenda marajoara é diferente de tudo o que o turista já viu. Nela se cria gado zebu e é só nisso que se parece com outras fazendas brasileiras.

Porque, numa fazenda marajoara, pode-se topar com jacarés e capivaras, macacos e garças, e isso faz parte do cotidiano. Pode-se encontrar lotes de cavalos pastando nos campos inundados, entre barcos tocados a varejão. Pode-se encontrar cerâmica marajoara milenar, retirada de aterros indígenas. Pode-se contemplar a imensidão do mar, e a imensidão dos campos, e não há barreiras para o olhar.

Durante séculos, estas fazendas marajoaras só podiam ser desfrutadas pelos filhos da terra. Hoje estão disponíveis, para quem quiser conhecê-las, e, por causa do isolamento, mantiveram costumes antigos e usos muito especiais.

Brancos nelores e negros búfalos alternam-se nos campos. São 500 mil búfalos e outro tanto de zebus, pastoreados por vaqueiros em seus cavalos da raça marajoara – uma das raças genuinamente brasileiras -, capazes de suportar o alagado e a estiagem com igual fôlego.

A balsa é o meio de transporte mais comum entre Belém até a Ilha de Marajó

Entre as boiadas, a vida selvagem encontrou respeito e espaço : uma das mais ricas coleções de aves amazônicas está no Marajó, convivendo diariamente com o gado.  São aves de rapina, como gaviões, carcarás e urubus-rei; aves canoras, como o uirapuru e o curió; pernaltas, como jaburus, garças e guarás; aquáticas como marrecas e mergulhões.

Nas fazendas marajoaras o turista pode desfrutar da natureza, viver uma aventura selvagem, focar jacarés durante a noite, cavalgar búfalos e cavalos marajoaras, percorrer trilhas ecológicas, conhecer o artesanato marajoara, disputar peixes com as piranhas, nadar em praias selvagens e, depois, entregar-se ao conforto de um prazeroso banho, uma refeição internacional, e estar entre amigos. Hotéis e hotéis-fazendas, totalmente aparelhados, permitem isso. Se o visitante quiser, pode provar a exótica e saborosa cozinha marajoara, com séculos de tradição: doces de frutas que nunca se ouviu falar, carnes que não conheceram refrigeradores, delicados peixes que não podem ser congelados…

Aromático e saboroso, o banquete começa no desjejum, com leite de búfala em forma de queijo, manteiga e coalho. As frutas desabam aos montes e podem ser utilizadas no preparo de doces, sucos e geleias. Sem menosprezo ao trigo, mingaus e tapioquinhas de mandioca não se encabulam frente aos mais refinados pães.

Com a hora do almoço, chegam também algumas delícias como o “filé de búfalo com cupuaçu”, “abafadinho de arraia” e a inexplicável “calderada marajoara”, com peixe, tucupi e jambu. A mesa não fica completa sem o “frito do vaqueiro”, feito com carne de búfalo frita e cozida na gordura do bubalino, e acompanhada só de farinha. A sobremesa tipicamente marajoara é a união entre o queijo de búfala e o doce de cupuaçu, além de cremes de frutas regionais e outras doçuras.

O Marajó também é conhecido pela grande produção de açaí, que é nativo da ilha e hoje tem a sua produção incentivada

Após a “boca da noite”, o cheiro da pratiqueira assada na folha da bananeira e do camarão grelhado atordoa os sentidos. Não tem jeito de resistir ao aroma do avuado: peixe fresquinho saído da maré, assado na brasa da fogueira. Além de afrodisíaca, a culinária do Marajó deixa um gosto de “quero mais”.

Se o visitante não gosta de aventura, também no Marajó vai encontrar a sua praia. Há praias oceânicas, praias de água doce, praias que não são praias – são igarapés entre árvores frondosas. Há praias selvagens e praias civilizadas. No interior dos campos, sossego e silêncio para quem quiser. E festas típicas para quem gostar delas: o rodopio do carimbó vai embalar o visitante com certeza.

Cenários de tirar o fôlego, passeios em lombo de búfalos domesticados, sítios arqueológicos, fazendas seculares, revoadas de guarás, praias de água doce e salgada. O Marajó é um destino inadiável.




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