Atribuição de identidade falsa por aplicativo de relacionamento

A Polícia Civil de Minas Gerais,  após apuração pela equipe das 5ª e 6ª Delegacias, identificou o suspeito de ter utilizado, sem autorização, fotos de uma mulher no aplicativo Tinder, comumente usado para encontros. A vítima, 32, esteve na unidade policial e relatou ter descoberto por meio de amigos que suas fotos publicadas em seu Instagram pessoal estariam em um perfil do Tinder.

Inicialmente, várias possibilidades foram analisadas, principalmente a vantagem econômica por meio da identidade da vítima, golpe que tem se tornado comum ultimamente pela ilusão de segurança e anonimato oferecida por redes sociais. De acordo com a autoridade policial, Márcio Roberto Savino Lopes, esse tipo de crime tem se tornado presente no cotidiano policial. A Polícia Civil sempre orienta que crimes praticados virtualmente sempre deixam rastros para identificar a pessoa por trás do crime. 

Nesse caso específico, após entrevistas e cruzamento de dados com sistemas policiais, foi possível apontar o suspeito de ter copiado as imagens. Após os trâmites legais, foi lavrado o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e o suspeito indiciado pelo crime de atribuição de falsa identidade, previsto no Art. 307 do Código Penal Brasileiro.

Em decorrência dessa prática que tem se tornado comum, Márcio Savino orienta as pessoas que, por ventura, sejam vítimas de algo semelhante, a registrar um boletim de ocorrência, “printar” as mensagens ou imagens e anotar o nome do perfil para que as investigações possam ser iniciadas.

Fonte: Assessoria

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