Projeto do Museu apresenta painel comemorativo “Independência ou Morte”

Nesta edição especial do projeto “A Peça da Semana”, do Museu “Mariano Procópio”, o item escolhido foi o painel comemorativo “Independência ou Morte”. Ele mede 2,17 metros x 1,51 metro e foi produzido no Ceará, confeccionado em linho, com técnica de bordado crivo, tradicional nas regiões norte e nordeste do País, introduzida com a colonização portuguesa, no século 17. Algumas imagens, com detalhes da peça, serão publicadas nas redes sociais do Museu.

A coleção relativa à Família Imperial no acervo da Reserva Técnica do Museu “Mariano Procópio” envolve diferentes segmentos, como a iconografia da Casa de Bragança, produção artística dos membros da família, objetos pessoais e do cotidiano palaciano e insígnias e itens comemorativos, como o painel apresentado. A imagem nele retratada é conhecida, e possui outras representações, como a estátua equestre de Dom Pedro I (1798-1834), localizada no Rio de Janeiro, inaugurada em 1862, de autoria do escultor francês Louis Rochet (1813-1878), onde se observa o imperador com a mão direita erguida, segurando a Constituição de 1824, a primeira do País no período imperial, com as datas 1822 e 1922 na parte baixa, fazendo alusão ao centenário da Independência do Brasil. O painel esteve exposto pelo Governo do Ceará em 1924, na “6ª Exposition Internationale dia Caoutchouc e dês Austres Produits Tropicaux” ( Exposição Internacional de Borracha e de Outros Produtos Tropicais), realizada em Bruxelas, na Bélgica, onde eram expostos produtos naturais e manufaturados de diversas partes do Brasil.

As comemorações pelo centenário da Independência do Brasil ocorreram no período da Primeira República (1889-1930), no Governo de Epitácio Pessoa (1865-1942, foi presidente da República entre 1919 e 1922). O Rio de Janeiro, então capital do País, sediou a exposição dos cem anos, inspirando-se na tradição das grandes mostras universais do século 19. Que, como “vitrine do progresso”, tinha o objetivo de reforçar a imagem da Nação, como parte integrante do mundo civilizado, a despeito dos problemas econômicos, sociais e políticos pelos quais passava na década de 1920.

Fonte: Assessoria

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