{"id":98108,"date":"2018-04-25T12:20:49","date_gmt":"2018-04-25T15:20:49","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/?p=98108"},"modified":"2018-04-25T12:20:49","modified_gmt":"2018-04-25T15:20:49","slug":"dia-da-liberdade-portugal-comemora-44-anos-da-revolucao-dos-cravos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=98108","title":{"rendered":"Dia da Liberdade: Portugal comemora 44 anos da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos"},"content":{"rendered":"<p>Portugal comemora nesta quarta-feira, 25, os 44 anos da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, como ficou conhecida a revolta que marcou o fim da ditadura do Estado Novo. Apesar de abalar as estruturas pol\u00edticas e econ\u00f4micas do pa\u00eds, a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos transcorreu sem manifesta\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia. A popula\u00e7\u00e3o saiu \u00e0s ruas e distribuiu cravos vermelhos aos soldados rebeldes, que colocaram as flores nos canos dos fuzis. A data se tornou o Dia da Liberdade.<\/p>\n<p><strong>Comemora\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Como parte das tradicionais comemora\u00e7\u00f5es, o dia come\u00e7ou com uma sess\u00e3o solene na Assembleia da Rep\u00fablica. Antes das 9h (hor\u00e1rio local), os pol\u00edticos j\u00e1 come\u00e7avam a chegar ao Parlamento portugu\u00eas.<\/p>\n<p>O presidente da Assembleia, Ferro Rodrigues, fez o discurso de abertura e o presidente do pa\u00eds, Marcelo Rebelo de Sousa, falou no encerramento. \u00c0 tarde, a partir das 15h, o Parlamento abrir\u00e1 as portas ao p\u00fablico para visitas livres e atividades culturais. Pela primeira vez, os visitantes poder\u00e3o circular entre o edif\u00edcio da Assembleia da Rep\u00fablica e a resid\u00eancia oficial do primeiro-ministro, espa\u00e7os ligados por jardins comuns.<\/p>\n<p>Lisboa ter\u00e1 ainda uma extensa programa\u00e7\u00e3o ao longo de todo o dia. \u00c0s 13h, ser\u00e1 inaugurado o Jardim M\u00e1rio Soares, na zona do Campo Grande, em homenagem \u00e0quele que \u00e9 considerado um dos grandes nomes da democracia portuguesa. M\u00e1rio Soares lutou contra a ditadura na d\u00e9cada de 70, foi preso e exilou-se na Fran\u00e7a. Voltou a Portugal, onde construiu uma respeit\u00e1vel trajet\u00f3ria pol\u00edtica, tendo sido ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, presidente da Rep\u00fablica e primeiro-ministro. Soares morreu em janeiro do ano passado.<\/p>\n<p>Haver\u00e1 tamb\u00e9m o tradicional o desfile na Avenida da Liberdade, previsto para come\u00e7ar \u00e0s 15h, partindo da est\u00e1tua de Marqu\u00eas de Pombal. Sob o lema &#8220;Abril de novo, com a for\u00e7a do povo&#8221;, o desfile seguir\u00e1 at\u00e9 o Rossio. S\u00e3o esperadas milhares de pessoas para o desfile, que \u00e9 sempre enfeitado por cravos vermelhos, o s\u00edmbolo da Revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O desfile pode ficar ainda mais atrativo para quem conseguir pegar carona em um dos 50 tuk-tuks (pequenos ve\u00edculos usados em passeios tur\u00edsticos) que estar\u00e3o dispon\u00edveis, a partir das 16h, para passeios gratuitos. O ponto de encontro \u00e9 no Marqu\u00eas de Pombal. As viagens duram cerca de 40 minutos e passam por locais importantes que marcaram a Revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Museu do Aljube, dedicado \u00e0 mem\u00f3ria do combate \u00e0 ditadura e da resist\u00eancia em prol da liberdade e da democracia, haver\u00e1, durante todo o dia de hoje, a coleta de testemunhos e objetos de ex-prisioneiros e resistentes da ditadura que estejam dispostos a partilhar suas mem\u00f3rias. No museu funcionou a pris\u00e3o \u00e0 \u00e9poca do regime.<\/p>\n<p>Outras cidades, como Porto e Vila Nova de Gaia, tamb\u00e9m ter\u00e3o programa\u00e7\u00f5es especiais, com museus abertos ao p\u00fablico, desfiles e espet\u00e1culos musicais e de fogos de artif\u00edcios.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos foi o desfecho de uma situa\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou muitos anos antes, com movimentos de independ\u00eancia das col\u00f4nias portuguesas. Depois da Segunda Guerra Mundial, a coloniza\u00e7\u00e3o passou a ser vista como um atentado \u00e0 liberdade dos povos, e esfor\u00e7os internacionais passaram a ser feitos no sentido de for\u00e7ar Portugal a conceder independ\u00eancia aos seus &#8220;territ\u00f3rios ultramarinos&#8221;.<\/p>\n<p>Com a entrada de Portugal na Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas em 1955, a situa\u00e7\u00e3o complicou-se ainda mais, dando in\u00edcio a uma pol\u00eamica diplom\u00e1tica que seguiria at\u00e9 o ano de 1974.<\/p>\n<p>A partir de 1961, o que era uma batalha diplom\u00e1tica se transformou em guerrilhas separatistas nos territ\u00f3rios coloniais, com in\u00fameras revoltas e atos de terrorismo. Em Angola, a guerrilha come\u00e7ou em 1961; na Guin\u00e9, em 1963; e em Mo\u00e7ambique, em 1964.<\/p>\n<p>Mesmo com grande esfor\u00e7o militar, as baixas portuguesas durante as Guerras Coloniais foram enormes, considerando-se a popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds (menos de 9 milh\u00f5es de habitantes \u00e0 \u00e9poca). Foram cerca de 10 mil soldados mortos e 20 mil feridos com sequelas, sem contar mais de 100 mil homens com estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico.<\/p>\n<p>Com tantas baixas e uma popula\u00e7\u00e3o insatisfeita, os efeitos das Guerras Coloniais tiveram rela\u00e7\u00e3o direta com o fim da ditadura em Portugal. As press\u00f5es n\u00e3o eram mais apenas internacionais. Internamente, o pa\u00eds enfrentava uma popula\u00e7\u00e3o hostil diante da guerra e do militarismo.<\/p>\n<p>Mas foi do Ex\u00e9rcito que partiu o movimento que acabaria definitivamente com a ditadura. \u00c0 meia-noite do dia 25 de abril de 1974, os soldados sa\u00edram dos quart\u00e9is, tomaram as ruas de Lisboa e exigiram a deposi\u00e7\u00e3o de Marcello Caetano, ent\u00e3o presidente do Conselho do Estado Novo.<\/p>\n<p>Naquela noite, a popula\u00e7\u00e3o distribuiu cravos em forma de agradecimento aos soldados rebeldes. A imagem dos militares com cravos nas armas ficou na mem\u00f3ria dos portugueses como o s\u00edmbolo de uma revolu\u00e7\u00e3o sem viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Os rebeldes institu\u00edram uma Junta de Salva\u00e7\u00e3o, respons\u00e1vel por fazer a transi\u00e7\u00e3o do regime e dar fim \u00e0s institui\u00e7\u00f5es ditatoriais, como a Pol\u00edcia Internacional e de Defesa do Estado (Pide) e a censura.<\/p>\n<p>Dias ap\u00f3s a revolta, l\u00edderes dos partidos de oposi\u00e7\u00e3o, como M\u00e1rio Soares (Partido Socialista) e \u00c1lvaro Cunhal (Partido Comunista), voltaram do ex\u00edlio.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Portugal comemora nesta quarta-feira, 25, os 44 anos da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, como ficou conhecida a revolta que marcou o fim da ditadura do Estado Novo. 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