{"id":97479,"date":"2018-04-20T06:00:26","date_gmt":"2018-04-20T09:00:26","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/?p=97479"},"modified":"2018-04-19T19:10:45","modified_gmt":"2018-04-19T22:10:45","slug":"idosos-sao-vitimas-potenciais-no-transito-de-jf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=97479","title":{"rendered":"Idosos s\u00e3o v\u00edtimas potenciais no tr\u00e2nsito de JF"},"content":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o idosa de Juiz de Fora \u00e9 uma das que mais sofre atropelamentos no tr\u00e2nsito. Essa triste estat\u00edstica pode ser percebida, conforme dados da Pol\u00edcia Militar (PM). Dos 860 atropelamentos registrados pela corpora\u00e7\u00e3o entre janeiro de 2016 e mar\u00e7o de 2018, 226 estavam relacionados \u00e0s pessoas com mais de 60 anos. Isso corresponde a 26,27% dos casos. O resultado \u00e9 as mais de 10 mortes de idosos que ocorreram no per\u00edodo.<\/p>\n<p>De acordo com o Comandante do Pelot\u00e3o de Policiamento de Tr\u00e2nsito da PM (PPTran), tenente\u00a0Decio\u00a0Vernay, n\u00e3o existe uma explica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que justifique o fato de os idosos serem acometidos com tanta frequ\u00eancia, mas a falta de aten\u00e7\u00e3o ao cruzar uma via pode ser a principal respons\u00e1vel. \u201cAs pessoas com mais idade precisam tomar um cuidado maior, principalmente, por conta da dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o. Um problema muito grave que vejo, enquanto observador do tr\u00e2nsito, \u00e9 que em uma situa\u00e7\u00e3o em que uma senhora e outra pessoa est\u00e3o prestes a atravessar a rua no momento que o sem\u00e1foro est\u00e1 fechado para o pedestre, por\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 vindo carro e, por acaso, esse pedestre resolve avan\u00e7ar, aquela idosa, de maneira racional ou impulsiva, ao ver algu\u00e9m tentando cruzar a via, decide agir da mesma forma. No entanto, pode acontecer de o outro pedestre conseguir concluir a tempo de evitar um atropelamento e a senhora n\u00e3o. Isso tamb\u00e9m pode ser visto de maneira geral, com pessoas de todas as idades. \u00c9 o comportamento errado de uma pessoa que pode influenciar outras, que talvez n\u00e3o tenham a mesma mobilidade\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo o\u00a0chefe\u00a0do Departamento de Fiscaliza\u00e7\u00e3o da Secretaria de Transporte e Tr\u00e2nsito (Settra),\u00a0Paulo Peron\u00a0J\u00fanior, a pasta tem intensificado os trabalhos de engenharia de tr\u00e2nsito, bem como os de fiscaliza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito, especialmente, quando as situa\u00e7\u00f5es de acidentes envolvem idosos. \u201cDesde os primeiros casos envolvendo idosos que a Settra j\u00e1 levantou possibilidade de verificar melhorias na sinaliza\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito ou tempo de sem\u00e1foro, mas tamb\u00e9m das pr\u00f3prias interven\u00e7\u00f5es, acessibilidade e mobilidade urbana. \u00c9 um trabalho conjunto, que n\u00e3o conseguimos alcan\u00e7ar da noite para o dia. Sobretudo com os idosos, sabemos que \u00e9 um assunto mais delicado. Ele j\u00e1 perde um pouco da mobilidade e aten\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito e todo o cuidado precisa ser redobrado. Todo mundo tem o papel de contribuir para a seguran\u00e7a deles ao atravessar a via\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p>Peron tamb\u00e9m afirma que a\u00a0Settra\u00a0j\u00e1 est\u00e1 nas ruas reavaliando o tempo das travessias, atrav\u00e9s da equipe de t\u00e9cnicos e das observa\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3prios agentes de tr\u00e2nsito que est\u00e3o em campo, mas ressalta que os motoristas\u00a0necessitam\u00a0de se adequar a essa circunst\u00e2ncia. \u201cPensa em um cruzamento mais longo. O tempo de travessia \u00e9 muito enxuto e exato para uma pessoa com condi\u00e7\u00f5es normais de atravessar. Um idoso ou o deficiente f\u00edsico vai ter ainda mais dificuldade e n\u00e3o vai concluir o trajeto no tempo destinado a ele. Por\u00e9m, o comportamento do condutor \u00e9 primordial. Ali\u00e1s, o C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito (CTB) prev\u00ea que mesmo que o sem\u00e1foro que permite o seguimento do autom\u00f3vel se torne verde e o pedestre que iniciou a travessia ainda n\u00e3o a conclui, ele tem a prefer\u00eancia de seguir e isso deve ser respeitado. Essa \u00e9 a dica de mudan\u00e7a de comportamento para evitar esse tipo de acidente\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o s\u00e3o somente os idosos que est\u00e3o envolvidos em acidentes no tr\u00e2nsito. Como o pr\u00f3prio tenente\u00a0Decio\u00a0Vernay\u00a0afirmou, \u201cessa \u00e9 uma estat\u00edstica que n\u00e3o escolhe classe social, idade ou cor para atingir\u201d. Dos 860 registros feitos pela PM nos tr\u00eas anos, 28 s\u00e3o de v\u00edtimas fatais. Cinco, somente nos tr\u00eas primeiros meses de 2018, ano com a maior quantidade no per\u00edodo, se comparado a 2016 (uma morte) e 2017 (tr\u00eas mortes). Cerca de 280 atropelamentos aconteceram com pessoas na faixa et\u00e1ria de 35 a 59 anos.\u00a0Vernay tamb\u00e9m compartilha a ideia de que o que precisa \u00e9 a mudan\u00e7a comportamental da sociedade. \u201cA maioria dos atropelamentos, eu atribuo a uma falta de respeito e aten\u00e7\u00e3o \u00e0s normas de tr\u00e2nsito. \u00c9 uma cultura que n\u00e3o temos de preserva\u00e7\u00e3o da vida. Hoje, percebemos uma melhoria na quest\u00e3o da tecnologia dos carros, eles possuem freios mais r\u00e1pidos, as leis s\u00e3o mais r\u00edgidas, a pol\u00edcia tem refor\u00e7ado as fiscaliza\u00e7\u00f5es,\u00a0mas\u00a0ainda assim, o que falta \u00e9 o respeito e aten\u00e7\u00e3o por parte dos envolvidos. Se tiv\u00e9ssemos pedestres mais atentos e motoristas mais respons\u00e1veis, ver\u00edamos uma diminui\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel. Chegar a zero \u00e9 uma utopia, mas haveria redu\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o idosa de Juiz de Fora \u00e9 uma das que mais sofre atropelamentos no tr\u00e2nsito. Essa triste estat\u00edstica pode ser percebida, conforme dados da Pol\u00edcia Militar (PM). Dos 860 atropelamentos registrados pela corpora\u00e7\u00e3o entre janeiro de 2016 e mar\u00e7o de 2018, 226 estavam relacionados \u00e0s pessoas com mais de 60 anos. 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