{"id":96917,"date":"2018-04-17T06:14:47","date_gmt":"2018-04-17T09:14:47","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/?p=96917"},"modified":"2018-04-17T07:25:33","modified_gmt":"2018-04-17T10:25:33","slug":"projetos-sociais-em-jf-acolhem-imigrantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=96917","title":{"rendered":"Projetos sociais em JF acolhem imigrantes"},"content":{"rendered":"<p>Sergio Maur\u00edcio Gon\u00e7alves saiu de Portugal em 2015, para morar com a fam\u00edlia na Venezuela, tamb\u00e9m, em busca de mais qualidade de vida. Dois anos depois, foi com o mesmo pensamento que ele desembarcou no Brasil. O portugu\u00eas \u00e9 uma das 24 pessoas j\u00e1 acolhidas pelo projeto \u201cGruta de Bel\u00e9m\u201d, desenvolvido pela Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos (Aban) na cidade, que recebe pessoas que vieram do pa\u00eds vizinho e adentraram o Brasil por Roraima, dando suporte e o necess\u00e1rio para eles reconstru\u00edrem suas vidas.<\/p>\n<p>De acordo com Gon\u00e7alves, a situa\u00e7\u00e3o \u201chumanit\u00e1ria e econ\u00f4mica\u201d, vivenciada na Venezuela o fez buscar alternativas. \u201cCheguei ao Brasil em outubro, na primeira fase do projeto. A minha adapta\u00e7\u00e3o foi r\u00e1pida. O fato de falar portugu\u00eas facilitou muito. Por\u00e9m, a principal dificuldade foi arrumar emprego\u201d, conta.<\/p>\n<p>O restante da fam\u00edlia do portugu\u00eas, que havia ficado na Venezuela, veio na segunda etapa do projeto. Atualmente, ele \u00e9 motorista da Uber e mora em uma casa alugada. O \u201crecome\u00e7ar\u201d, como ele classifica a sua vinda para o Brasil, tamb\u00e9m o motivou a ajudar outras pessoas, que passaram ou est\u00e3o passando por situa\u00e7\u00e3o semelhante. \u201cMe tornei volunt\u00e1rio, por conta de uma frase que me marcou que \u00e9: \u2018dar com amor, aquilo que recebestes\u2019, relatou. \u201cA\u00a0Aban\u00a0teve grande impacto em minha vida, me deu a oportunidade de reconstruir tudo, dando suporte e tudo que precisava inicialmente. Poder transmitir para os outros que chegam da mesma forma que eu vim, sobre o que \u00e9 a\u00a0Aban, o trabalho que \u00e9 feito por pessoas que abrem m\u00e3o de muitas coisas para ajudar, n\u00e3o tem pre\u00e7o.Juiz de Fora \u00e9 uma cidade acolhedora, com pessoas jovens, universit\u00e1rias e com oportunidades para quem quer agarrar. Sou feliz em fazer parte desse projeto\u201d, contou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u201cPROMOVER INDEPEND\u00caNCIA PARA QUE O SER HUMANO VEN\u00c7A AQUELA ETAPA E SIGA SOZINHO\u201d<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 mais de 20 anos, a\u00a0Aban\u00a0atua na cidade com o objetivo principal de combater a pobreza. A equipe \u00e9 composta por volunt\u00e1rios, que realizam trabalhos em diversos bairros. Os imigrantes s\u00e3o acolhidos na Casa Benjamin, no bairro Dom Bosco, zona Sul, que j\u00e1 recebia pessoas em tratamento de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cMais de um bilh\u00e3o de pessoas est\u00e3o refugiadas no mundo todo. Tem gente morrendo de fome na Venezuela e isso nos sensibilizou. H\u00e1 dois anos, a casa passou por reformas, j\u00e1 pensando no acolhimento dos refugiados. Em abril do ano passado, o projeto ainda estava sendo estruturado. Est\u00e1vamos tentando parcerias para trazer as pessoas, mas era dif\u00edcil concretizar.O Renato, que \u00e9 o nosso presidente, realiza uma a\u00e7\u00e3o social no Amazonas. Ele conheceu o padre\u00a0Ronilson, que atua com os imigrantes venezuelanos em Roraima. Fechamos a parceria e trouxemos o pessoal para c\u00e1\u201d, explicou a coordenadora do projeto dos imigrantes na Associa\u00e7\u00e3o, Camila de Paiva\u00a0Riani.<\/p>\n<p>A casa tem a capacidade de acolher 10 pessoas a cada etapa. Os refugiados permanecem por tr\u00eas meses. O problema \u00e9 que a associa\u00e7\u00e3o n\u00e3o recebe incentivos financeiros para manter o programa, ela conta com volunt\u00e1rios e doa\u00e7\u00f5es, o que torna o acolhimento ainda mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>\u201cTudo no projeto \u00e9 feito via doa\u00e7\u00e3o. A gente n\u00e3o tem outra maneira de fazer. N\u00e3o temos uma fonte de renda e todo o trabalho \u00e9 volunt\u00e1rio. A gente tem que arcar com as passagens dessas pessoas, com as contas de luz, \u00e1gua, internet e alimenta\u00e7\u00e3o\u201d, revela \u00e0 coordenadora.<\/p>\n<p>De acordo com ela, a ideia do projeto n\u00e3o \u00e9 ser assistencialista, mas promover independ\u00eancia para que o ser humano ven\u00e7a aquela etapa da vida e siga sozinho. \u201cO projeto fornece suporte para eles se adaptarem \u00e0 l\u00edngua, cultura, entender como funciona o mercado, conseguir emprego e superar traumas antigos, para se reerguer e que outros possam vir para seu lugar. Mas, para isso, precisamos de doa\u00e7\u00f5es fixas, empresas ou pessoas comprometidas com a causa. Roupas, n\u00f3s temos bastante. O que necessitamos mais s\u00e3o carnes, ovos, leite e materiais de higiene pessoal\u201d, afirmou Camila.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JUNTOS COM A ABAN<\/strong><\/p>\n<p>Recentemente, a\u00a0Aban\u00a0ganhou um importante aliado para a manuten\u00e7\u00e3o do projeto. A Arquidiocese de Juiz de Fora, lan\u00e7ou a \u201cPastoral Arquidiocesana do Migrante\u201d, que vai auxiliar nos trabalhos. \u201cO arcebispo Dom Gil Ant\u00f4nio foi procurado e ficou sabendo da situa\u00e7\u00e3o dos venezuelanos que estariam chegando. Nisso, ele decidiu organizar a Pastoral para que pud\u00e9ssemos acolher essas pessoas\u201d, explicou o padre Luiz Eduardo de \u00c1vila, nomeado como assessor da Pastoral.<\/p>\n<p>Segundo ele, em pouco tempo, a iniciativa j\u00e1 alcan\u00e7ou papel importante. \u201cJ\u00e1 fornecemos roupas, alimenta\u00e7\u00e3o, dicas de trabalho para os imigrantes. A igreja assumiu esse papel e trouxe ainda mais seriedade para um trabalho que j\u00e1 tinha enorme credibilidade, realizado pela\u00a0Aban\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p>\u00c1vila acrescentou ainda, que \u00e9 preciso uma mudan\u00e7a comportamental para que projetos como esses evoluam e atenda a mais pessoas. \u201cSempre tem aquelas que acreditam que a vinda de imigrantes \u00e9 algo negativo. Por\u00e9m, somos todos irm\u00e3os. Essas pessoas chegam para somar. Elas trabalham, produzem, consomem coisas aqui, movimentam a economia e n\u00e3o podem ser consideradas um \u2018peso\u2019, como muitos acham. Al\u00e9m disso, elas trazem uma cultura diferente, que precisa ser\u00a0respeitada\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>SERVI\u00c7OS DA PJF TAMB\u00c9M EST\u00c3O \u00c0 DISPOSI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) se manifestou e informou que, atrav\u00e9s dos Centros de Refer\u00eancia em Assist\u00eancia Social (Cras), realiza os encaminhamentos no \u00e2mbito da assist\u00eancia social a fam\u00edlias em vulnerabilidade. A PJF tamb\u00e9m afirmou que disponibiliza o Portal \u201cSeu Emprego JF\u201d, para auxiliar a coloca\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Ainda segundo o Executivo, dentre os servi\u00e7os da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS), em 2018, somente o Departamento de Pol\u00edticas para a Pessoa com Defici\u00eancia (DPCDH) atendeu uma fam\u00edlia venezuelana com uma integrante com defici\u00eancia. \u201cOs outros servi\u00e7os n\u00e3o receberam, este ano, demandas relativas a essas fam\u00edlias, mas se encontram \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para realizar os atendimentos que forem necess\u00e1rios. A\u00a0PJF\u00a0est\u00e1\u00a0\u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para auxiliar na busca por alternativas e solu\u00e7\u00f5es que visem assegurar a dignidade, os direitos humanos e a empregabilidade destes imigrantes.\u201d<\/p>\n<p>Quem quiser ajudar a\u00a0Aban\u00a0pode entrar em contato por meio do\u00a0WhatsApp (32) 98852-2440. A Pastoral tamb\u00e9m busca volunt\u00e1rios. Basta procurar o padre Luiz Eduardo na Catedral Metropolitana, no turno da tarde, ou ligar para telefone (32) 3250-0700.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sergio Maur\u00edcio Gon\u00e7alves saiu de Portugal em 2015, para morar com a fam\u00edlia na Venezuela, tamb\u00e9m, em busca de mais qualidade de vida. Dois anos depois, foi com o mesmo pensamento que ele desembarcou no Brasil. 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