{"id":94532,"date":"2018-03-23T22:19:07","date_gmt":"2018-03-24T01:19:07","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2018\/03\/23\/pais-e-entidades-se-reunem-para-debater-educacao-para-pessoas-com-sindrome-de-down\/"},"modified":"2018-03-23T22:19:07","modified_gmt":"2018-03-24T01:19:07","slug":"pais-e-entidades-se-reunem-para-debater-educacao-para-pessoas-com-sindrome-de-down","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=94532","title":{"rendered":"Pais e entidades se re\u00fanem para debater educa\u00e7\u00e3o para pessoas com s\u00edndrome de Down"},"content":{"rendered":"<p>O Dia Mundial da S\u00edndrome de Down foi celebrado na \u00faltima quarta-feira, 21, em todo o planeta. Neste ano, a data, que \u00e9 comemorado pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas desde 2012, teve como discuss\u00e3o principal a contribui\u00e7\u00e3o desse grupo de pessoas nas escolas, no trabalho e nas suas comunidades.<\/p>\n<p>Em Juiz de Fora, o debate ocorreu nessa sexta-feira, 23, na Casa dos Conselhos entre pais, entidades e profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o e mediado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Defici\u00eancia. \u201cEsse encontro nasceu de um grupo de pais que vem refletindo sobre quest\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o ao longo da vida, especialmente para pessoas com defici\u00eancia intelectual e s\u00edndrome de Down. Portanto, em comemora\u00e7\u00e3o a data, o Conselho foi convidado para mediar essa discuss\u00e3o sobre educa\u00e7\u00e3o inclusiva que preocupa muito esses pais\u201d, esclareceu a presidente do Conselho, Val\u00e9ria Andrade.<\/p>\n<p>Conforme Val\u00e9ria, a preocupa\u00e7\u00e3o destes familiares surgiu devido a n\u00e3o efetiva\u00e7\u00e3o plena das quest\u00f5es referente \u00e0 inclus\u00e3o no \u00e2mbito da Educa\u00e7\u00e3o. \u201cA educa\u00e7\u00e3o formal se esgota em um determinado per\u00edodo e o que fazer depois?\u201d, questionou a presidente do Conselho. \u201cA educa\u00e7\u00e3o tem que ser realizada ao longo da vida, pois perpassa por toda a nossa exist\u00eancia e n\u00e3o pode ser diferente com as pessoas com s\u00edndrome de Down\u201d, acrescentou. Portanto, o grupo discutiu quais s\u00e3o as pr\u00e1ticas inclusivas que podem ser efetivadas ao longo da vida para esses indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>\u201cAlgumas leis e decretos da pol\u00edtica educacional s\u00e3o burocr\u00e1ticos e precisam ser revistos. Por exemplo, o acr\u00e9scimo de 20% no sal\u00e1rio dos professores que atendem alunos com defici\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 sendo um benef\u00edcio, mas sim, um obst\u00e1culo. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso a efetiva capacita\u00e7\u00e3o desses profissionais e mudan\u00e7a comportamental e na mentalidade em rela\u00e7\u00e3o a essas pessoas, pois elas s\u00e3o cidad\u00e3s e t\u00eam direito a escola\u201d, ponderou Val\u00e9ria sobre os primeiros passos para alcan\u00e7ar a melhoria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>A REALIDADE DE UM FAMILIAR <\/strong><\/h4>\n<p>Patr\u00edcia Pogianelo Mendes \u00e9 fonoaudi\u00f3loga e integrante do Conselho e do Grupo Abra\u00e7o Down. E al\u00e9m da experi\u00eancia como profissional, ela conhece a realidade do outro lado. Patr\u00edcia \u00e9 m\u00e3e de um adolescente com s\u00edndrome de Down, Luiz Eduardus, 15 anos.<\/p>\n<p>O filho \u00e9 matriculado em uma institui\u00e7\u00e3o de ensino particular regular por op\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia. \u201cTanto na escola p\u00fablica quanto na particular, a gente enfrenta problemas. As pessoas acreditam que a demanda de problemas s\u00f3 existe na p\u00fablica e na particular \u00e9 uma maravilha, mas n\u00e3o \u00e9\u201d, disse.<\/p>\n<p>Atualmente, Luiz Eduardus cursa o 9\u00ba ano do Ensino Fundamental e a m\u00e3e j\u00e1 se preocupa com o futuro do filho no ano que vem, quando ele for ingressar no ensino m\u00e9dio. \u201cEle est\u00e1 na mesma s\u00e9rie que adolescentes da mesma idade. O curr\u00edculo dele \u00e9 diferente e precisa de adapta\u00e7\u00e3o, por\u00e9m ele participa de todas as atividades mais com estrat\u00e9gias que fa\u00e7am que ele aprenda\u201d, esclareceu Patr\u00edcia. \u201cEu estou um pouco angustiada porque n\u00e3o sei qual escola vai nos receber. O Ensino M\u00e9dio \u00e9 compet\u00eancia do Estado ou particular e estamos conversando com algumas institui\u00e7\u00f5es para saber qual quer nos receber. Olha que absurdo\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Para tornar a educa\u00e7\u00e3o mais inclusiva, Patr\u00edcia afirmou que \u00e9 preciso que a sociedade veja as pessoas com defici\u00eancia al\u00e9m da suas limita\u00e7\u00f5es.&nbsp; \u201cEsse \u00e9 o desafio porque a sociedade n\u00e3o est\u00e1 acostumada a olhar para habilidade e sim para o problema acarretado pela s\u00edndrome. Como a escola \u00e9 um reflexo da sociedade, ela acaba reproduzindo isso. A gente n\u00e3o est\u00e1 negando a defici\u00eancia, mas sim sobrepondo a habilidade\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Ela espera que eventos como este fortale\u00e7am o grupo e o torna mais unido para cobrar o poder p\u00fablico. \u201cN\u00e3o cobramos porque n\u00f3s, a sociedade, estamos acomodados e a partir do momento que a gente come\u00e7a a refletir e buscar os nossos direitos, as coisas come\u00e7am a melhorar\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>DADOS<\/strong><\/h4>\n<p>A ONU calcula que entre tr\u00eas mil a cinco mil crian\u00e7as nas\u00e7am por ano com Down, sendo que a incid\u00eancia de um beb\u00ea ter a s\u00edndrome \u00e9 de uma a cada mil nascimentos. A qualidade de vida das pessoas com Down pode melhorar com assist\u00eancia de sa\u00fade que inclui exames regulares para monitorar a sa\u00fade f\u00edsica e mental, terapia ocupacional e da fala e aconselhamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dia Mundial da S\u00edndrome de Down foi celebrado na \u00faltima quarta-feira, 21, em todo o planeta. Neste ano, a data, que \u00e9 comemorado pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas desde 2012, teve como discuss\u00e3o principal a contribui\u00e7\u00e3o desse grupo de pessoas nas escolas, no trabalho e nas suas comunidades. 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