{"id":94048,"date":"2018-03-16T21:40:29","date_gmt":"2018-03-17T00:40:29","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2018\/03\/16\/conheca-roteiros-especiais-para-curtir-um-passeio-de-trem-ou-bonde\/"},"modified":"2018-03-16T21:40:29","modified_gmt":"2018-03-17T00:40:29","slug":"conheca-roteiros-especiais-para-curtir-um-passeio-de-trem-ou-bonde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=94048","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a roteiros especiais para curtir um passeio de trem ou bonde"},"content":{"rendered":"<h4>TREM DA VALE \u2013 OURO PRETO\/MARIANA<\/h4>\n<p>A ferrovia por esses lados de Minas Gerais s\u00f3 chegou dois s\u00e9culos depois da funda\u00e7\u00e3o de Ouro Preto, em 1914. Os vag\u00f5es, hoje, s\u00e3o puxados por uma locomotiva a diesel de 1956. As viagens saem tanto de Ouro Preto quanto de Mariana. Pelo caminho, o cen\u00e1rio \u00e9 de pura natureza. A maioria dos 18 quil\u00f4metros da ferrovia rasga uma encosta, passando por quatro t\u00faneis e antigas esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>H\u00e1 duas categorias de vag\u00e3o: O Convencional \u00e9 todo de madeira; j\u00e1 o Panor\u00e2mico \u00e9 composto de amplos janel\u00f5es envidra\u00e7ados. O ar-condicionado \u00e9 levado a s\u00e9rio \u2013 tenha um agasalho \u00e0 m\u00e3o.<\/p>\n<p>Saindo de Ouro Preto, quem se senta nos bancos da direita v\u00ea melhor os abismos, as montanhas e duas cachoeiras; no vag\u00e3o Panor\u00e2mico, qualquer assento \u00e9 bom. Para chegar \u00e0s esta\u00e7\u00f5es, basta uma pernada de uns dez minutos a partir dos centros hist\u00f3ricos. Vale visita os vag\u00f5es museogr\u00e1ficos e tem\u00e1ticos nas esta\u00e7\u00f5es de ambas as cidades.<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4>TREM DA SERRA DA MANTIQUEIRA \u2013 PASSA QUATRO<\/h4>\n<p>Na tranquila Passa Quatro, a Minas and Rio Railway Company reserva um circuito bacana sobre trilhos pela chamada Terras Altas da Mantiqueira. Uma locomotiva 332, fabricada nos Estados Unidos, conduz dois vag\u00f5es por um tour de 10 quil\u00f4metros s\u00f3 de ida. A primeira parte do percurso \u00e9 plana, ladeando vales, fazendas de gado e as eleva\u00e7\u00f5es da Mantiqueira ao fundo.<\/p>\n<p>Petiscos s\u00e3o servi\u00e7os aos passageiros e um violeiro embala hits sertanejos. H\u00e1 uma parada na Esta\u00e7\u00e3o Manac\u00e1 para comprar artesanatos e doces e, na sequ\u00eancia, a locomotiva sobe a serra lentamente at\u00e9 chegar \u00e0 Esta\u00e7\u00e3o Coronel Fulg\u00eancio. Enquanto o trem faz a volta, h\u00e1 tempo suficiente para ver o pequeno museu, com fotos da Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista de 1932, que teve uma batalha travada l\u00e1, e das grava\u00e7\u00f5es das miniss\u00e9ries globais Mad Maria e JK, filmadas na ferrovia. Tamb\u00e9m h\u00e1 tempo para caminhar at\u00e9 o Grande T\u00fanel, de 997 metros de extens\u00e3o, que divide os estados de Minas Gerais e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4>TREM DAS \u00c1GUAS \u2013 S\u00c3O LOUREN\u00c7O<\/h4>\n<p>\u00c9 daqueles destinos superfam\u00edlia, que agrada crian\u00e7as da faixa et\u00e1ria da Galinha Pintadinha a do Pok\u00e9mon Go e, claro, os av\u00f3s. Muito do apelo \u00e9 em virtude do Parque das \u00c1guas, com v\u00e1rias fontes medicinais, pistas de caminhada pelo bosque, laguinho com pedalinho e um balne\u00e1rios municipal. Depois de se esbaldar no parque, um passeio de Maria-fuma\u00e7a \u00e9 mais que bem vindo.<\/p>\n<p>Um trecho plano de 10 quil\u00f4metros da Minas and Rio Railway Company margeando o Rio Verde comp\u00f5e o passeio entre S\u00e3o Louren\u00e7o e Soledade de Minas. Duas locomotivas da d\u00e9cada de 1920 se encarregam de puxar os oito vag\u00f5es, divididos em duas classes: a Especial, com assento estofado e degusta\u00e7\u00e3o de queijos, doces e cacha\u00e7a; e a Tur\u00edstica, com bando de madeira, mas voc\u00ea vai de bico seco. Sorte que as ferromo\u00e7as passam vendendo bebidas e suvenires. \u00c9 comum que os trabalhos gastron\u00f4micos comecem no Bar da Esta\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Louren\u00e7o, com muitos doces e queijos mineiros.<\/p>\n<p>A viagem \u00e9 dividia em tr\u00eas partes iguais: 40 minutos de ida, 40 minutos em Soledade e 40 minutos para o retorno. Para quebrar a monotonia de alguns trechos, um grupo de violeiros n\u00e3o deixa apete\u00e7a cair. Soledade de Minas \u00e9 um tico de cidade, sem qualquer apelo. Resta aos passageiros explorar a feirinha de artesanato dentro da esta\u00e7\u00e3o, com algumas iguarias bem cal\u00f3ricas \u00e0 venda.<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4>TIRADENTES &#8211; S\u00c3O JO\u00c3O DEL REI<\/h4>\n<p>Se havia uma coisa que D.Pedro II gostava de fazer era inaugurar ferrovias. Com a Estrada de Ferro Oeste, n\u00e3o foi diferente. Saindo de Barbacena, os trilhos rasgavam as entranhas de Minas Gerais por 602 quil\u00f4metros. Um trecho plano de 12 quil\u00f4metros \u00e9 usado no passeio de Maria-fuma\u00e7a entre Tiradentes e S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rei.<\/p>\n<p>Puxado por uma locomotiva inglesa do in\u00edcio do s\u00e9culo 20, o trem margeia o Rio das Velhas e tem como pano de fundo a imponente Serra de S\u00e3o Jos\u00e9. Para ter as melhores panor\u00e2micas, quem fizer a rota Tiradentes-S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rei deve sentar-se \u00e0 direita \u2013 no sentido inverso, \u00e0 esquerda.<\/p>\n<p>Faz falta a bordo um guia para contar hist\u00f3rias sobre a ferrovia e a composi\u00e7\u00e3o, fato em parte amenizado pelo Museu Ferrovi\u00e1rio de S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rei. Uma atra\u00e7\u00e3o \u00e0 parte \u00e9 a rotunda girat\u00f3ria na Esta\u00e7\u00e3o Tiradentes. Nem precisa fazer o passeio para assistir ao mecanismo da locomotiva inglesa sendo girado no muque por funcion\u00e1rios da ferrovia. As duas cidades merecem algumas horas para explorar seus centros hist\u00f3ricos, principalmente Tiradentes \u2013 por isso, considere retornar de t\u00e1xi.<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4>TREM DO CORCOVADO<\/h4>\n<p>Inaugurado por D.Pedro II, em 1894, o Trem do Corcovado \u00e9 anterior \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Cristo Redentor, que s\u00f3 foi terminado em 1931. Foi atrav\u00e9s dos trilhos, ali\u00e1s, que subiu grande parte do material usado na obra. Se, por muito tempo, as filas quilom\u00e9tricas para embarcar come\u00e7avam muito cedo na esta\u00e7\u00e3o do Cosme Velho, desde julho de 2016 a coisa melhorou: s\u00f3 embarca quem tiver em m\u00e3os o t\u00edquete com hora marcada _ \u00e0 venda na internet, em casas lot\u00e9ricas ou nos quiosques da Riotur. A ferrovia corta 3,8 quil\u00f4metros da Floresta da Tijuca em trechos de mata fechada, mas, por vezes \u00e9 poss\u00edvel entrever a singular vista do Rio de Janeiro, funcionando como uma esp\u00e9cie de avant-premi\u00e8re do Cristo Redentor.<\/p>\n<p>No final de semana passado levei um grupo que se deslumbrou com o passeio, porque realmente \u00e9 muito lindo e buc\u00f3lico.<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4>BELO HORIZONTE-VIT\u00d3RIA<\/h4>\n<p>A malha ferrovi\u00e1ria brasileira \u00e9 t\u00e3o \u00ednfima que uma das \u00fanicas viagens regulares de passageiros acaba ganhando um certo cunho r\u00fastico. Com 664 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, a Estrada de Ferro Vit\u00f3ria a Minas foi concebida para o escoamento do caf\u00e9 proveniente do Vale do Rio Doce e, posteriormente, usada para transportar min\u00e9rio de ferro da regi\u00e3o de Itabira. O transporte de passageiros, ainda que secund\u00e1rio, sempre foi recorrente.<\/p>\n<p>Com sa\u00eddas di\u00e1rias de Belo Horizonte e Cariacica, regi\u00e3o metropolitana de Vit\u00f3ria, montanhas marcam a paisagem de quase todo o percurso, cidades hist\u00f3ricas mineiras v\u00e3o ficando para tr\u00e1s e os rios Piracicaba e Doce acompanham a via f\u00e9rrea em v\u00e1rios momentos. Devido ao terreno acidentado, h\u00e1 uma profus\u00e3o de t\u00faneis e viadutos. Quem faz a viagem completa nota que os rostos v\u00e3o mudando ao longo do caminho, devido ao sobe e desce de passageiros em suas 27 esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na frente da composi\u00e7\u00e3o fica a Classe Econ\u00f4mica, com ar-condicionado, wi-fi e tomadas. A executiva tem luz de leitura, canais de \u00e1udio, tomadas individuais e est\u00e1 mais pr\u00f3xima dos vag\u00f5es restaurante e lanchonete.<\/p>\n<p>O servi\u00e7o de bordo pago passa durante toda a viagem, al\u00e9m disso, quem n\u00e3o quiser se deslocar at\u00e9 o vag\u00e3o restaurante pode encomendar a marmita.<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4>BONDES \u2013 SANTA TEREZA<\/h4>\n<p>No Rio de Janeiro, \u00e9 quase impens\u00e1vel n\u00e3o associar Santa Teresa a seu bondinho, de longe o mais famoso do Brasil, que acaba remetendo a cidade a um cen\u00e1rio meio lisboeta. Em 2011, um tr\u00e1gico acidente, que causou a morte de seis pessoas, interrompeu a linha, que come\u00e7ou a operar em 1896. Em agosto de 2015, os bondinhos voltaram mais modernos, seguros e com o limite de 32 passageiros por viagem e todos v\u00e3o sentados.<\/p>\n<p>O trajeto em opera\u00e7\u00e3o tem 1,5 quil\u00f4metro desde o Centro, atravessando os Arcos da Lapa, subindo as ruas Joaquim Murtinho e Almirante Alexandrino at\u00e9 chegar ao Largo dos Guimar\u00e3es, cora\u00e7\u00e3o do bairro. Nos arredores do largo, h\u00e1 algumas lojas de artesanato e bares, como o do Mineiro, que serve uma famosa feijoada aos s\u00e1bados. Do outro lado da rua, quase em frente, o bar Cultivar tira do forno, a cada hora, por\u00e7\u00f5es de p\u00e3o de queijo viciantes. O Parque das Ru\u00ednas tamb\u00e9m merece uma visita, muito por causa do seu mirante. Na sequ\u00eancia, um bom programa \u00e9 andar at\u00e9 a Lapa, pegando a Ladeira de Santa Teresa e, na sequ\u00eancia descendo a colorid\u00edssima Escadaria Selar\u00f3n.<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4>CAMPOS DO JORD\u00c3O<\/h4>\n<p>Os bondinhos vermelhos e amarelos s\u00e3o trademarks de Campos do Jord\u00e3o. O trilho por onde eles correm corta o canteiro central de avenidas ao longo de 8 quil\u00f4metros desde o p\u00f3rtico de entrada at\u00e9 Capivari,o bairro mais agitado. Esbarrar em um deles \u00e9 quest\u00e3o de tempo. A paisagem \u00e9 a mesma para quem est\u00e1 de carro, mas, com caminho livre pela frente, o visitante poder\u00e1 relaxar e curtir o passeio. Adicionar um guia \u00e1 rota talvez tornasse o percurso mais interessante, principalmente para situar historicamente algumas constru\u00e7\u00f5es. Para quem estiver com crian\u00e7as a divers\u00e3o \u00e9 garantida. As sa\u00eddas ocorrem da Esta\u00e7\u00e3o Em\u00edlio Ribas, que passam pela bela Esta\u00e7\u00e3o Abern\u00e9ssia e v\u00e3o at\u00e9 o Portal de Campos do Jord\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra possibilidade de passeio \u00e9 pegar o trem que sai de Campos do Jord\u00e3o e vai at\u00e9 Santo Antonio do Pinhal, em uma hora, vencendo as curvas da Mantiqueira.<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4>DICAS DE VIAGEM<\/h4>\n<p>Mais uma vez volto a falar sobre o Certificado Internacional da Febre Amarela. A Anvisa informa que o Certificado para viagem s\u00f3 ser\u00e1 emitido com dose padr\u00e3o de vacina da febre amarela &#8211; No ato da vacina\u00e7\u00e3o, viajantes devem apresentar comprovante de viagem para receber dose de 0,5 ml.<\/p>\n<p>Pessoas que v\u00e3o viajar para \u00e1reas que exigem o Certificado Internacional de Vacina\u00e7\u00e3o ou Profilaxia (CIVP) devem tomar a dose inteira da Vacina da Febre Amarela (0,5 ml) e n\u00e3o a dose fracionada, de 0,1 ml que ser\u00e1 aplicada em algumas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>A consulta dos pa\u00edses que exigem a vacina da&nbsp;Febre Amarela, poder\u00e1 ser realizada no endere\u00e7o, (www.anvisa.gov.br\/viajante).<\/p>\n<p>Clique no link \u201cVerifique as orienta\u00e7\u00f5es para o pa\u00eds de destino\u201d, e ser\u00e3o apresentadas recomenda\u00e7\u00f5es para sua viagem e a indica\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia ou n\u00e3o de exig\u00eancias sanit\u00e1rias. Se houver exig\u00eancia sanit\u00e1ria, ser\u00e1 necess\u00e1ria a apresenta\u00e7\u00e3o do certificado CIVP.<\/p>\n<p>Fique ligado e confira sempre a documenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para sua viagem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TREM DA VALE \u2013 OURO PRETO\/MARIANA A ferrovia por esses lados de Minas Gerais s\u00f3 chegou dois s\u00e9culos depois da funda\u00e7\u00e3o de Ouro Preto, em 1914. Os vag\u00f5es, hoje, s\u00e3o puxados por uma locomotiva a diesel de 1956. As viagens saem tanto de Ouro Preto quanto de Mariana. 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