{"id":93080,"date":"2018-03-03T00:46:39","date_gmt":"2018-03-03T03:46:39","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2018\/03\/03\/a-luta-da-mulher-ao-longos-dos-seculos\/"},"modified":"2018-03-03T00:46:39","modified_gmt":"2018-03-03T03:46:39","slug":"a-luta-da-mulher-ao-longos-dos-seculos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=93080","title":{"rendered":"A LUTA DA MULHER AO LONGOS DOS S\u00c9CULOS"},"content":{"rendered":"<p>\u201cFeminismo \u00e9 uma outra palavra para igualdade\u201d. \u00c9 com essa frase da vencedora do Nobel da Paz em 2014, a ativista paquistanesa Malala Yousafza, que come\u00e7amos a s\u00e9rie de reportagens do Di\u00e1rio Regional em celebra\u00e7\u00e3o ao Dia Internacional da Mulher. Nessa primeira mat\u00e9ria vamos relatar as lutas das mulheres em busca de seus direitos e, principalmente, por reconhecimento como integrantes da sociedade, que precisam ser ouvidas.<\/p>\n<p>Conforme a professora de antropologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Marcella Beraldo, o primeiro passo das mulheres foi a conquista do espa\u00e7o p\u00fablico. \u201cA luta sempre foi sair desse ambiente privado e conquistar o espa\u00e7o p\u00fabico. Ao mesmo tempo que ela ingressa na esfera p\u00fablica e no mercado de trabalho, a mulher passa a ter uma dupla jornada: continuar com os afazeres dom\u00e9sticos e o trabalho fora. O ponto chave dessa conquista \u00e9 a dificuldade de compartilhar as atividades dom\u00e9sticas com o parceiro\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do ingresso ao mercado de trabalho, outro fator relacionado \u00e0 conquista do espa\u00e7o p\u00fablico pela mulher \u00e9 o voto. \u201cA sociedade n\u00e3o reconhecia que a mulher poderia participar das discuss\u00f5es p\u00fablica e pol\u00edticas\u201d afirmou a professora. No final do s\u00e9culo 18, as mulheres come\u00e7aram a buscar o direito a voto na Inglaterra e, com a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial no s\u00e9culo seguinte, aumentou significativamente o n\u00famero de mulheres empregadas.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Brasil, foi somente em 1932 que as mulheres tiveram garantido o voto, com a promulga\u00e7\u00e3o do novo C\u00f3digo Eleitoral pelo presidente Get\u00falio Vargas, por\u00e9m ele passou a ser obrigat\u00f3rio para elas somente em 1946.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>DIREITO \u00c0 EDUCA\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<p>Em 1827 surge a primeira lei sobre educa\u00e7\u00e3o das mulheres no Brasil, permitindo que frequentassem as escolas elementares; as institui\u00e7\u00f5es de ensino mais adiantado eram proibidas a elas. Ap\u00f3s 52 anos, as mulheres t\u00eam autoriza\u00e7\u00e3o do governo para estudar em institui\u00e7\u00f5es de ensino superior, mas as que seguiam este caminho eram criticadas pela sociedade.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente, temos cada vez mais mulheres entrando na universidade, conquistando espa\u00e7o no meio acad\u00eamico e sendo l\u00edderes em grupos de pesquisa. Isso \u00e9 fruto de muita luta e conscientiza\u00e7\u00e3o\u201d, destacou Marcella.<\/p>\n<p>Vale lembrar que a primeira edi\u00e7\u00e3o de 2018 do Sistema de Sele\u00e7\u00e3o Unificada (Sisu) teve 2,11 milh\u00f5es de estudantes inscritos. Deste total, 58,2% s\u00e3o do sexo feminino e, 41,8%, do masculino. Por\u00e9m a realidade \u00e9 diferente em outros pa\u00edses, onde uma parcela da sociedade ainda acredita que as jovens n\u00e3o devem estudar e t\u00eam que aprender a ser uma boa esposa. Um dos fatos que mais chocaram o mundo \u00e9 justamente a hist\u00f3ria da paquistanesa Malala.<\/p>\n<p>A jovem se tornou conhecida ap\u00f3s ser baleada na cabe\u00e7a por talib\u00e3s ao sair da escola, quando tinha 15 anos. Malala seguia em um \u00f4nibus escolar e foi alvejada por lutar pela educa\u00e7\u00e3o das meninas e adolescentes no Paquist\u00e3o, um pa\u00eds dominado pelos talib\u00e3s, que s\u00e3o contr\u00e1rios \u00e0 educa\u00e7\u00e3o feminina.<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4>LUTAS ATUAIS<\/h4>\n<p>Apesar da passagem de tempo, as mulheres ainda encontram resist\u00eancia na divis\u00e3o das tarefas dom\u00e9sticas. \u201cPode parecer banal, mas os afazeres dom\u00e9sticos, que v\u00e3o al\u00e9m dos cuidados da casa, impedem a entrada dessa mulher no mercado de trabalho e que ela tenha independ\u00eancia financeira\u201d, disse Marcella.<\/p>\n<p>Outro fator destacado pela especialista como uma luta atual \u00e9 a abrang\u00eancia do significado de mulher. \u201cO nosso entendimento sobre \u2018mulher\u2019 deve ser ampliado porque \u00e9 preciso incluir as travestis e as transexuais. Quando estamos falando de luta de mulher, tem uma especificidade e temos que pensar na amplia\u00e7\u00e3o dessa discuss\u00e3o para uma luta de g\u00eanero\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Apesar das conquistas das medidas protetivas das mulheres, a viol\u00eancia dom\u00e9stica ainda \u00e9 uma bandeira de luta. \u201cAntigamente, tinha aquele discurso de que em briga de marido e mulher n\u00e3o se mete a colher. Ent\u00e3o, n\u00e3o havia o reconhecimento de que a mulher que apanhava no \u00e2mbito dom\u00e9stico era v\u00edtima de um crime e, como estamos falando de um crime, estamos falando de uma quest\u00e3o social, sendo necess\u00e1rio pol\u00edticas p\u00fablicas que protejam essa mulher\u201d, salientou. Na d\u00e9cada de 80, surge a primeira Delegacia de Atendimento Especializado \u00e0 Mulher (DEAM), em S\u00e3o Paulo, e muitas s\u00e3o implantadas em outros estados brasileiros.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia atrelada \u00e0 pobreza \u00e9 uma das bandeiras levantadas pelo coletivo Maria Maria. A organiza\u00e7\u00e3o surgiu em 2006 com professoras e estudantes da UFJF que se reuniam em grupos de estudos para discutir quest\u00f5es relacionadas \u00e0 mulher. \u201cUm ano depois, nos integramos e viramos um n\u00facleo da Marcha Mundial das Mulheres, movimento que h\u00e1 em todos os continentes, e, com isso, vamos al\u00e9m da universidade\u201d, disse a integrante do coletivo, Laiz Perrut.<\/p>\n<p>Ao longos desses 12 anos, o grupo, al\u00e9m de rodas de conversa, realizou diversas marchas na cidade, como em 2015. \u201cN\u00f3s fizemos v\u00e1rias passeatas contra o Eduardo Cunha [ex-presidente da C\u00e2mara dos Deputados]. Al\u00e9m dos esquemas de corrup\u00e7\u00e3o nos quais estava envolvido, ele tentou pautar e ir contra alguns direitos das mulheres, como a p\u00edlula e os casos de aborto, j\u00e1 garantidos por lei\u201d, relembrou Laiz. \u201cNo ano passado, tamb\u00e9m fomos as ruas contra a PEC 181, que tamb\u00e9m revogava os direitos das mulheres em rela\u00e7\u00e3o ao aborto, e aprova\u00e7\u00e3o das reformas trabalhista e da previd\u00eancia\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Esta semana, o coletivo Maria Maria ir\u00e1 realizar palestras e rodas de conversas em empresas da cidade e em uma institui\u00e7\u00e3o de ensino.<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4>A LUTA DA MULHER NEGRA<\/h4>\n<p>O coletivo Candaces \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o de mulheres negras que nasceu h\u00e1 tr\u00eas anos e atualmente \u00e9 composto por onze mulheres. \u201cO feminismo negro surgiu devido \u00e0s pautas do feminismo branco n\u00e3o abra\u00e7arem as especificidades das mulheres negras. \u00c9 dentro dessa vertente que nasceu o coletivo\u201d, afirmou Giovana Castro, coordenadora de forma\u00e7\u00e3o do Candaces.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o realiza dois eventos de grande alcance ao longo do ano. \u201cO &#8216;Roda com Elas&#8217; \u00e9 promovido no m\u00eas de novembro devido ao dia da Consci\u00eancia Negra e todos os anos ocorre em bairros diferentes. O outro tamb\u00e9m h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o com o processo de informar a popula\u00e7\u00e3o e \u00e9 um evento bimestral e acontece na regi\u00e3o central da cidade. Nele, trazemos discuss\u00f5es de ra\u00e7a e g\u00eanero dentro de uma pauta que permite a participa\u00e7\u00e3o de todas as mulheres que quiserem\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A principal pauta do Candaces \u00e9 a vulnerabilidade da popula\u00e7\u00e3o negra. \u201c\u00c9 n\u00edtido nas estat\u00edsticas o exterm\u00ednio dos nossos meninos negros e que as mulheres negras s\u00e3o as maiores v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica e sexual, e que elas encontram dificuldade de ter ajuda do poder P\u00fablico e de ter Justi\u00e7a\u201d, frisou Giovana. \u201c\u00c9 de extrema import\u00e2ncia a exist\u00eancia do Candaces. Atualmente, somos uma das organiza\u00e7\u00f5es de mulheres negras mais ativas na cidade e na regi\u00e3o. Temos percebido cada vez mais que se a mulher negra n\u00e3o levar a pr\u00f3pria pauta, ela ser\u00e1 invisibilizada. Nosso lugar de fala precisa ser garantido e nossas bandeiras precisam ser visibilizadas\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>LINHA DO TEMPO<\/h4>\n<p><strong>&#8211; 1911<\/strong><br \/>O Dia Internacional da Mulher surgiu em mar\u00e7o de 1911, quando mais de 100 oper\u00e1rias morreram em um inc\u00eandio que ocorreu em uma f\u00e1brica t\u00eaxtil em Nova York. Pelas faltas de condi\u00e7\u00f5es de trabalho e precariedade do local, elas n\u00e3o conseguiram evacuar a \u00e1rea.<\/p>\n<p><strong>&#8211; 1945<\/strong><br \/>A igualdade de direitos entre homens e mulheres \u00e9 reconhecida em documento internacional, atrav\u00e9s da Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p><strong>&#8211; 1951<\/strong><br \/>Aprovada pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho a igualdade de remunera\u00e7\u00e3o entre trabalho masculino e feminino para fun\u00e7\u00e3o igual.<\/p>\n<p><strong>&#8211; 1960<\/strong><br \/>A primeira p\u00edlula anticoncepcional come\u00e7ou a ser comercializada e causou uma revolu\u00e7\u00e3o de costumes e liberdade sexual.<\/p>\n<p><strong>&#8211; 1968<\/strong><br \/>Mulheres se reuniram em frente ao teatro onde acontecia o concurso de Miss Am\u00e9rica, em Atlantic City, para protestar contra a ditadura da beleza. Al\u00e9m dos suti\u00e3s, outros apetrechos que simbolizavam a feminilidade, como saltos altos, maquiagem e revistas femininas foram reunidos no protesto. Mas a queima n\u00e3o foi autorizada pela prefeitura.<\/p>\n<p><strong>&#8211; 1988<\/strong><br \/>No Brasil, atrav\u00e9s do lobby do batom, liderado por feministas e pelas 26 deputadas federais constituintes, as mulheres obtiveram importantes avan\u00e7os na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, garantindo igualdade de direitos e obriga\u00e7\u00f5es entre homens e mulheres perante a lei.<\/p>\n<p><strong>&#8211; 1993<\/strong><br \/>Ocorreu, em Viena, a Confer\u00eancia Mundial de Direitos Humanos. Os direitos das mulheres e a quest\u00e3o da viol\u00eancia contra o g\u00eanero receberam destaque, gerando assim a Declara\u00e7\u00e3o sobre a elimina\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra a mulher.<\/p>\n<p><strong>&#8211; 2006<\/strong><br \/>Foi sancionada a Lei Maria da Penha, que visa proteger as mulheres v\u00edtimas de abuso e agress\u00e3o. A lei brasileira recebeu este nome por causa da farmac\u00eautica Maria da Penha. Nos anos 80, ela levou um tiro do marido enquanto dormia e por isso perdeu o movimento das pernas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>PROGRAMA\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<p>Os Coletivos de mulheres de Juiz de Fora se reuniram em um f\u00f3rum para organizar atividades de luta para o Dia Internacional das Mulheres na cidade. S\u00e3o esses eventos:<\/p>\n<p><strong>Medalha Rosa Cabina<\/strong><br \/>Data: 07\/03 &#8211; quarta-feira<br \/>Hor\u00e1rio: 19h<br \/>Local: C\u00e2mara Municipal de Juiz de Fora<br \/>O que \u00e9: A homenagem surgiu visando valorizar a contribui\u00e7\u00e3o das mulheres para Juiz de Fora e regi\u00e3o, uma vez que a participa\u00e7\u00e3o feminina foi e \u00e9 fundamental para a constru\u00e7\u00e3o da cidade que temos hoje.<br \/>O nome escolhido para a medalha \u00e9 simb\u00f3lico e, por isso, contaremos a hist\u00f3ria. Rosa Cabinda foi escrava do Comendador Henrique Halfeld. Com a Lei Rio Branco em 1871, ela passou a ter direito de comprar sua pr\u00f3pria alforria. No entanto, o comendador n\u00e3o lhe concedeu, alegando que a oferta da escrava era inferior ao seu pr\u00f3prio valor. Cabinda, 44 anos e aleijada de uma m\u00e3o, recorreu \u00e0 justi\u00e7a e conseguiu ser alforriada.<br \/>A luta de Rosa precisa ser mais reconhecida, como a de tantas mulheres. As homenageadas nesse dia foram indicadas no F\u00f3rum que reuniu mais de 30 grupos, movimentos de mulheres e sindicatos.<\/p>\n<p><strong>Ato Pol\u00edtico e Cultural &#8211; 8 DE MAR\u00c7O &#8211; JUNTAS NA RESIST\u00caNCIA: Greve internacional de Mulheres<\/strong><br \/>Data: 08\/03, quinta-feira<br \/>Hor\u00e1rio: A partir das 17h<br \/>Local: Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o<br \/>O que \u00e9: Marcha pelas ruas do centro da cidade. A concentra\u00e7\u00e3o ser\u00e1 na Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o a partir das 17h, em seguida subir\u00e3o a Rua Halfeld at\u00e9 a Pra\u00e7a Jo\u00e3o Pessoa, em frente ao Cine Theatro Central, onde ter\u00e3o diversas atividades art\u00edsticas e culturais como circo, fotografia, capoeira, m\u00fasica, dan\u00e7a, poesia, entre outros, tudo isso apresentado por mulheres. Ser\u00e3o mais de 20 apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cFeminismo \u00e9 uma outra palavra para igualdade\u201d. \u00c9 com essa frase da vencedora do Nobel da Paz em 2014, a ativista paquistanesa Malala Yousafza, que come\u00e7amos a s\u00e9rie de reportagens do Di\u00e1rio Regional em celebra\u00e7\u00e3o ao Dia Internacional da Mulher. 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