{"id":92487,"date":"2018-02-23T18:17:54","date_gmt":"2018-02-23T21:17:54","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2018\/02\/23\/pf-prende-presidente-da-fecomercio-do-rio-acusado-de-corrupcao-ativa\/"},"modified":"2018-02-23T18:17:54","modified_gmt":"2018-02-23T21:17:54","slug":"pf-prende-presidente-da-fecomercio-do-rio-acusado-de-corrupcao-ativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=92487","title":{"rendered":"PF prende presidente da Fecom\u00e9rcio do Rio, acusado de corrup\u00e7\u00e3o ativa"},"content":{"rendered":"<p>O principal alvo da Opera\u00e7\u00e3o Jabuti, deflagrada nesta sexta-feira, 23, pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), a Pol\u00edcia Federal e a Receita Federal, dentro da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, \u00e9 o presidente da Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio do Estado do Rio de Janeiro (Fecom\u00e9rcio-RJ), Orlando Santos Diniz. A PF informou que ele j\u00e1 est\u00e1 preso.<\/p>\n<p>Contra ele, havia pedido de pris\u00e3o preventiva pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrup\u00e7\u00e3o ativa e passiva e pertin\u00eancia a organiza\u00e7\u00e3o criminosa. Segundo o MPF, Diniz lavou entre 2007 a 2011 cerca de R$3 milh\u00f5es por meio da empresa de consultoria Thunder Assessoria Empresarial, que pertence a ele, em esquema que seria autorizado pelo ex-governador S\u00e9rgio Cabral, que est\u00e1 preso em Curitiba, e que contou com a atua\u00e7\u00e3o dos seus operadores Carlos Miranda e Ary Filho. Os dois est\u00e3o presos.<\/p>\n<p>O MPF detalha que a lavagem de dinheiro era feita com a assinatura de contratos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de clipping de not\u00edcias e de \u201ccoment\u00e1rio conjuntural com a an\u00e1lise dos fatos mais importantes nos setores empresariais selecionados\u201d, que a Thunder prestaria para empresas dos Grupos Dirija e Rubanil. Miranda e Ary Filho repassavam o dinheiro e era emitida nota fiscal \u201cfria\u201d, sem que o servi\u00e7o tivesse sido prestado.<\/p>\n<p>Diniz tamb\u00e9m teria contratado, a pedido de Cabral, pelo menos seis funcion\u00e1rios, todos parentes pr\u00f3ximos dos operadores do esquema, que n\u00e3o trabalhavam de fato nas entidades ligadas \u00e0 Fecom\u00e9rcio-RJ, al\u00e9m de uma chef de cozinha e de uma governanta que trabalhavam diretamente para o ex-governador do Rio. O total de pagamentos, feitos pelo Sesc e pelo Senac, chegou a R$7.674.379,98.<\/p>\n<p>O MPF investiga tamb\u00e9m a contrata\u00e7\u00e3o irregular pela Fecom\u00e9rcio do escrit\u00f3rio de advocacia de Adriana Ancelmo, esposa de Cabral, j\u00e1 condenada pela 7\u00aa Vara Federal por lavagem de dinheiro. A acusa\u00e7\u00e3o inclui outros escrit\u00f3rios de advogados, num valor total de R$180 milh\u00f5es.<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4>ACESSO A DOCUMENTOS TERIA SIDO DIFICULTADO<\/h4>\n<p>Os procuradores que trabalham na Lava Jato no Rio de Janeiro, Eduardo El Hage, Fabiana Schneider, Felipe Bogado, Jos\u00e9 Augusto Vagos, Leonardo de Freitas, Marisa Ferrari, Rafael dos Santos, Rodrigo Tim\u00f3teo, S\u00e9rgio Pinel e Stanley Valeriano da Silva indicam que Diniz ainda tem inger\u00eancia sobre as entidades e teria sabotado a atual gest\u00e3o para dificultar o acesso dela aos documentos, com o fechamento de sedes, dispensa de funcion\u00e1rios e fazendo com que conselheiros n\u00e3o fossem a reuni\u00f5es.<\/p>\n<p>A Opera\u00e7\u00e3o Jabuti tamb\u00e9m busca cumprir mandados de pris\u00f5es tempor\u00e1rias contra Pl\u00ednio Jos\u00e9 Freitas Travassos Martins, Marcelo Jos\u00e9 Salles de Almeida e Marcelo Fernando Novaes Moreira, todos diretores de confian\u00e7a de Diniz; al\u00e9m de dez ordens de busca e apreens\u00e3o e dez intima\u00e7\u00f5es para investigados prestarem depoimentos.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O principal alvo da Opera\u00e7\u00e3o Jabuti, deflagrada nesta sexta-feira, 23, pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), a Pol\u00edcia Federal e a Receita Federal, dentro da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, \u00e9 o presidente da Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio do Estado do Rio de Janeiro (Fecom\u00e9rcio-RJ), Orlando Santos Diniz. 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