{"id":91820,"date":"2018-02-15T14:16:54","date_gmt":"2018-02-15T16:16:54","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2018\/02\/15\/brasil-corre-o-risco-de-ser-superado-pela-argentina-no-ranking-da-competitividade\/"},"modified":"2018-02-15T14:16:54","modified_gmt":"2018-02-15T16:16:54","slug":"brasil-corre-o-risco-de-ser-superado-pela-argentina-no-ranking-da-competitividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=91820","title":{"rendered":"Brasil corre o risco de ser superado pela Argentina no ranking da competitividade"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil subiu do 11\u00ba para o quarto lugar no quesito disponibilidade e custo da m\u00e3o de obra em 2017. O pa\u00eds tamb\u00e9m avan\u00e7ou uma posi\u00e7\u00e3o \u2013 passou do 16\u00ba para o 15\u00ba lugar \u2013 no quesito peso dos tributos. Mesmo assim, continua em pen\u00faltimo lugar no ranking Competitividade Brasil 2017-2018, elaborado pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). No primeiro lugar da lista est\u00e1 o Canad\u00e1, seguido por Coreia do Sul, Austr\u00e1lia, China, Espanha e Chile. No \u00faltimo lugar, est\u00e1 a Argentina.<\/p>\n<p>Mas o Brasil corre o risco de ser superado pela Argentina e cair para o \u00faltimo lugar do ranking. O estudo mostra que, em 2017, a Argentina passou \u00e0 frente do Brasil nos fatores ambiente macroecon\u00f4mico e ambiente de neg\u00f3cios. Em outros tr\u00eas fatores &#8211; disponibilidade e custo de capital, infraestrutura e log\u00edstica e educa\u00e7\u00e3o, a Argentina est\u00e1 na frente do Brasil. &#8220;No ranking geral, o Brasil s\u00f3 n\u00e3o perdeu a posi\u00e7\u00e3o para a Argentina, pois, nos fatores em que possui vantagens, o desempenho brasileiro ainda \u00e9 muito superior ao argentino&#8221;, constata a CNI.<\/p>\n<p>&#8220;A Argentina vem melhorando seu ambiente de neg\u00f3cios e reduzindo o desequil\u00edbrio das contas p\u00fablicas&#8221;, afirma o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. Ele lembra que o Brasil fez mudan\u00e7as importantes em 2017, mas os demais pa\u00edses tamb\u00e9m est\u00e3o avan\u00e7ando e conseguem se manter \u00e0 frente na corrida da competitividade. &#8220;Para enfrentar os competidores, o Brasil precisa atacar problemas antigos e fazer as reformas que melhorem o ambiente de neg\u00f3cios e o ambiente macroecon\u00f4mico&#8221;, completa Fonseca.<\/p>\n<p><strong>PA\u00cdSES E FATORES<\/strong> &#8211; O ranking anual compara o Brasil com 17 pa\u00edses de economias similares: \u00c1frica do Sul, Argentina, Austr\u00e1lia, Canad\u00e1, Chile, China, Col\u00f4mbia, Coreia do Sul, Espanha, \u00cdndia, Indon\u00e9sia, M\u00e9xico, Peru, Pol\u00f4nia, R\u00fassia, Tail\u00e2ndia e Turquia, em nove fatores decisivos para a competitividade. Os pa\u00edses s\u00e3o avaliados em nove fatores e 20 subfatores que afetam a efici\u00eancia e o desempenho das empresas na conquista de mercados. Os nove fatores que t\u00eam impacto na competitividade considerados pela CNI s\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; disponibilidade e custo de m\u00e3o de obra, disponibilidade e custo de capital, infraestrutura e log\u00edstica, peso dos tributos, ambiente macroecon\u00f4mico, competi\u00e7\u00e3o e escala do mercado dom\u00e9stico, ambiente de neg\u00f3cios, educa\u00e7\u00e3o e tecnologia e inova\u00e7\u00e3o. Os fatores foram desdobrados em 20 subfatores, aos quais foram associadas 56 vari\u00e1\u00acveis.<\/p>\n<p>Conforme o estudo, o Brasil s\u00f3 fica entre os cinco primeiros colocados no fator disponibilidade e custo da m\u00e3o de obra. O primeiro lugar neste fator \u00e9 da Indon\u00e9sia, seguida pelo Peru e a China. &#8220;Na compara\u00e7\u00e3o com o ranking de 2016, o Brasil avan\u00e7ou sete posi\u00e7\u00f5es no fator disponibilidade e custo da m\u00e3o de obra, o maior avan\u00e7o registrado entre os 16 pa\u00edses considerados, e voltou a ocupar o ter\u00e7o superior do ranking&#8221;, informa a CNI.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 resultado da melhora da posi\u00e7\u00e3o do pa\u00eds nos subfatores custo e disponibilidade de m\u00e3o de obra. &#8220;No subfator custo da m\u00e3o de obra o Brasil subiu da 12\u00aa para a 4\u00aa posi\u00e7\u00e3o devido \u00e0 maior produtividade no trabalho na ind\u00fastria&#8221;, diz o estudo. No subfator disponibilidade da m\u00e3o de obra, o pa\u00eds avan\u00e7ou seis posi\u00e7\u00f5es e subiu do 10\u00ba para o 4\u00ba lugar, por que, depois de um longo per\u00edodo de crise e de desalento com o desemprego, a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa voltou a crescer.<\/p>\n<p><strong>O PESO DOS IMPOSTOS<\/strong> &#8211; O Brasil tamb\u00e9m avan\u00e7ou uma posi\u00e7\u00e3o no fator peso dos tributos e assumiu a 15\u00aa posi\u00e7\u00e3o que, no ranking de 2016, era ocupada pela Pol\u00f4nia. Nesse fator, a Tail\u00e2ndia ocupa o primeiro lugar e a Indon\u00e9sia, o segundo. Em 2017, o Brasil ficou \u00e0 frente de Argentina (18\u00ba lugar), Espanha (17\u00ba lugar) e Pol\u00f4nia (16\u00ba). Mesmo assim, o pa\u00eds se mant\u00e9m em uma posi\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel, especialmente porque o total de impostos recolhidos pelas empresas equivalia, em 2017, a 68,4% do lucro. No Canad\u00e1, que est\u00e1 no 3\u00ba lugar do ranking do peso dos tributos, esse valor equivale a 20,9% do lucro das empresas.<\/p>\n<p>Mas entre 2016 e 2017, o Brasil caiu da 15\u00aa para a 17\u00aa posi\u00e7\u00e3o no fator infraestrutura e log\u00edstica, como resultado da baixa competitividade nos subfatores infraestrutura de transportes, de energia e log\u00edstica internacional. Exemplo da baixa competitividade do Brasil no quesito infraestrutura \u00e9 o elevado custo da energia el\u00e9trica para a ind\u00fastria. Aqui, o kWh custava 0,15 em 2016. No Chile, pa\u00eds com a segunda maior tarifa, o custo do kWh era de US$ 0,12.<\/p>\n<p><strong>NA \u00daLTIMA POSI\u00c7\u00c3O<\/strong> &#8211; O Brasil est\u00e1 em \u00faltimo lugar do ranking nos fatores ambiente macroecon\u00f4mico, ambiente de neg\u00f3cios e disponibilidade e custo de capital. No fator ambiente de neg\u00f3cios, a Argentina passou \u00e0 frente do Brasil, onde a efici\u00eancia do estado, a seguran\u00e7a jur\u00eddica, a burocracia e as rela\u00e7\u00f5es do trabalho t\u00eam a pior avalia\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses que integram o ranking. A avalia\u00e7\u00e3o dos argentinos melhorou nos subfatores efici\u00eancia do estado e em seguran\u00e7a jur\u00eddica, burocracia e rela\u00e7\u00f5es do trabalho.<\/p>\n<p>O Brasil tamb\u00e9m \u00e9 o \u00faltimo do ranking no fator ambiente macroecon\u00f4mico. &#8220;Taxa de infla\u00e7\u00e3o, d\u00edvida bruta e carga de juros elevadas e baixa taxa de investimento contribuem para a falta de competitividade do pa\u00eds&#8221;, diz o estudo. Nesse fator, a China est\u00e1 em primeiro lugar. Em segundo, vem a Indon\u00e9sia e, em terceiro, a Turquia.<\/p>\n<p>Atuando no pior ambiente macroecon\u00f4mico e em um ambiente de neg\u00f3cios desfavor\u00e1vel, a ind\u00fastria brasileira ter\u00e1 dificuldades de se recuperar da crise. &#8220;Se n\u00e3o avan\u00e7armos na agenda de competitividade, a rea\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de curta dura\u00e7\u00e3o&#8221;, observa Renato da Fonseca. Por isso, destaca ele, \u00e9 importante que o Brasil fa\u00e7a as reformas estruturais, como a da Previd\u00eancia e a tribut\u00e1ria, para garantir o equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas no longo prazo e estimular os investimentos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;Fonte: Assessoria&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil subiu do 11\u00ba para o quarto lugar no quesito disponibilidade e custo da m\u00e3o de obra em 2017. O pa\u00eds tamb\u00e9m avan\u00e7ou uma posi\u00e7\u00e3o \u2013 passou do 16\u00ba para o 15\u00ba lugar \u2013 no quesito peso dos tributos. 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