{"id":91721,"date":"2018-02-10T11:59:06","date_gmt":"2018-02-10T13:59:06","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2018\/02\/10\/primeira-noite-de-carnaval-de-sp-tem-homenagem-a-samba-reggae-e-sertanejo\/"},"modified":"2018-02-10T11:59:06","modified_gmt":"2018-02-10T13:59:06","slug":"primeira-noite-de-carnaval-de-sp-tem-homenagem-a-samba-reggae-e-sertanejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=91721","title":{"rendered":"Primeira noite de carnaval de SP tem homenagem a samba, reggae e sertanejo"},"content":{"rendered":"<p>Sete agremia\u00e7\u00f5es abriram o carnaval de avenida na capital paulista na noite dessa sexta-feira, 9, e madrugada de hoje, 10. Os desfiles das escolas de samba no Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo (Samb\u00f3dromo do Anhembi), na zona Norte da cidade, foram marcados pela mistura de ritmos e homenagens ao samba, ao reggae e ao sertanejo.<\/p>\n<p>Destaque da noite, a Acad\u00eamicos do Tatuap\u00e9 homenageou o estado do Maranh\u00e3o, e sua bateria, por vezes, alternou o samba com o reggae. A Mancha Verde celebrou os 40 anos do grupo Fundo de Quintal, e a Unidos do Peruche prestou rever\u00eancia a Martinho da Vila. A Rosas de Ouro levou para a avenida a vida dos caminhoneiros, e a m\u00fasica sertaneja, apreciada pela categoria.<\/p>\n<p>Nesse primeiro dia de desfile das escolas na capital paulista, o samb\u00f3dromo n\u00e3o chegou a lotar e ficou parcialmente ocupado, com espa\u00e7os vagos, principalmente nos lugares mais distantes da avenida, nas arquibancadas mais altas. A participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico foi maior nas passagens da Mancha Verde, quando parte dos espectadores acendeu sinalizadores nas arquibancadas, e da Acad\u00eamicos do Tatuap\u00e9. A plateia ovacionou os membros da Acad\u00eamicos do Tucuruvi &#8211; escola que perdeu praticamente todas as fantasias e alegorias em um inc\u00eandio no in\u00edcio de janeiro e que fez um desfile de supera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>INDEPENDENTE TRICOLOR<\/h4>\n<p>Estreante no Grupo Especial do carnaval de avenida da capital paulista, a escola de samba Independente Tricolor &#8211; ligada \u00e0 torcida organizada do S\u00e3o Paulo &#8211; abriu o desfile no samb\u00f3dromo paulistano, por volta das 23h, animando o p\u00fablico com o samba-enredo sobre o cinema de terror: \u201cEm cartaz: Luz, C\u00e2mera e Terror&#8230; Uma Produ\u00e7\u00e3o Independente!\u201d.<\/p>\n<p>O personagem Z\u00e9 do Caix\u00e3o, do cineasta Jos\u00e9 Mojica, foi a estrela da escola. Outras figuras fict\u00edcias, como Nosferatu, do filme de Friedrich Wilhelm Murnau, e Jason, do filme Sexta-feira 13, criado por Victor Miller, tamb\u00e9m foram celebradas. Com um samba em tom maior, a escola desfilou com muitos zumbis, bruxas e vampiros.<\/p>\n<p>O primeiro carro da escola, o abre-alas, que fazia refer\u00eancia a um est\u00fadio de filmes de terror, enfrentou problemas logo no in\u00edcio do desfile e precisou ser guinchado por uma empilhadeira durante todo o percurso. Devido a isso, a Liga Independente das Escolas de Samba de S\u00e3o Paulo dever\u00e1 penalizar a escola em um ponto e dois d\u00e9cimos.<\/p>\n<h4>UNIDOS DO PERUCHE<\/h4>\n<p>Uma das mais antigas escolas de S\u00e3o Paulo, a Unidos do Peruche levou para avenida uma grande homenagem ao poeta de Vila Isabel, Martinho da Vila. A agremia\u00e7\u00e3o manteve a tradi\u00e7\u00e3o de cantar as origens do samba e de seus personagens no enredo &#8220;Peruche Celebra Martinho, 80 anos do Dikamba da Vila&#8221;.<\/p>\n<p>Para mostrar as facetas do compositor, cantor e pesquisador da cultura afro-brasileira, a agremia\u00e7\u00e3o come\u00e7ou destacando as rela\u00e7\u00f5es do samba com a \u00c1frica, e as influ\u00eancias, como de Noel Rosa, que Martinho recebeu ao chegar em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, procedente de Duas Barras (RJ), onde nasceu h\u00e1 80 anos.<\/p>\n<p>A Unidos do Peruche fez um destaque especial para a atua\u00e7\u00e3o do compositor nos pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa na \u00c1frica, com os quais Martinho desenvolveu di\u00e1logos musicais e tornou-se embaixador da Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa (CPLT). No \u00faltimo carro da agremia\u00e7\u00e3o, o cantor, sambando em todo o percurso, desfilou junto com a fam\u00edlia.<\/p>\n<h4>ACAD\u00caMICOS DO TUCURUVI<\/h4>\n<p>Com uma apresenta\u00e7\u00e3o de supera\u00e7\u00e3o, a escola Acad\u00eamicos do Tucuruvi levou para avenida o enredo &#8220;Uma Noite no Museu&#8221;, com a proposta de contar a hist\u00f3ria dos museus desde a antiguidade, inspirado pelo filme hom\u00f4nimo. Em janeiro, a 50 dias do carnaval, um inc\u00eandio destruiu a maior parte das fantasias e alegorias da escola, que tiveram de ser refeitas \u00e0s pressas.<\/p>\n<p>Apesar da queima de cerca de 2 mil pe\u00e7as, a escola n\u00e3o deixou a desejar na avenida. Representou primorosamente museus de hist\u00f3ria, de artes, de ci\u00eancia, assim como os brasileiros da L\u00edngua Portuguesa, do \u00cdndio, do Amanh\u00e3, do Folclore e do Futebol. Ao final do desfile, a escola foi ovacionada pelo p\u00fablico devido ao esp\u00edrito de supera\u00e7\u00e3o dos seus integrantes.<\/p>\n<p>Por decis\u00e3o da Liga das Escolas de Samba, a agremia\u00e7\u00e3o n\u00e3o participar\u00e1 da competi\u00e7\u00e3o entre as escolas e n\u00e3o poder\u00e1 ser rebaixada em raz\u00e3o do inc\u00eandio.<\/p>\n<h4>MANCHA VERDE<\/h4>\n<p>A escola de samba Mancha Verde &#8211; ligada \u00e0 torcida organizada do Palmeiras &#8211; homenageou o grupo de samba Fundo De Quintal, que em 2018 completa 40 anos. A passagem da agremia\u00e7\u00e3o na avenida contou com forte participa\u00e7\u00e3o das arquibancadas, que cantou o samba-enredo, levantou bandeiras, faixas, bexigas e acendeu sinalizadores nas cores da escola &#8211; verde e branco.<\/p>\n<p>O enredo &#8220;A Amizade, a Mancha Agradece do Fundo do Nosso Quintal&#8221; contou a trajet\u00f3ria desse que \u00e9 um dos principais grupos de samba do Brasil nas \u00faltimas d\u00e9cadas e que revelou nomes como Arlindo Cruz, Jorge Arag\u00e3o, Sombrinha e Almir Guineto.<\/p>\n<p>&#8220;Nesse terreiro de bamba, Quero mais \u00e9 sambar&#8230;, Sou Mancha Verde&#8230; o show vai continuar&#8230;, Sua hist\u00f3ria \u00e9 o meu carnaval, Obrigado do fundo do nosso quintal, Debaixo da tamarineira, Um lindo sonho se torna real, Pandeiro, cavaco, tant\u00e3 e repique, No puro balan\u00e7o, um banjo imortal\u201d, diz parte do samba-enredo.<\/p>\n<h4>ACAD\u00caMICOS DO TATUAP\u00c9<\/h4>\n<p>Em uma das melhores apresenta\u00e7\u00f5es da noite, a atual campe\u00e3 do carnaval paulistano, a Acad\u00eamicos do Tatuap\u00e9, levou para a avenida o enredo &#8220;Maranh\u00e3o, os Tambores v\u00e3o Ecoar na Terra da Encantaria&#8221;, que contou a hist\u00f3ria do estado a partir das particularidades de seu povo, da riqueza cultural, das festas t\u00edpicas, como o Bumba Meu Boi.<\/p>\n<p>Um destaques do desfile foi a altern\u00e2ncia, pela bateria da agremia\u00e7\u00e3o, da batida do samba para a batida do reggae, ritmo muito presente no maranh\u00e3o nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o que levantou o p\u00fablico nas arquibancadas. A riqueza de detalhes das fantasias e as alegorias dos carros chamaram a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNo Mar! Foi no balan\u00e7o do mar, Que o sonho aportou na ilha da magia, L\u00e1 em palmeira onde canta o sabi\u00e1, O sol namora a beleza do lugar, Cen\u00e1rio de poesia, Tantas batalhas nesse torr\u00e3o, Heran\u00e7a de luta, cultura e amor\u201d, diz parte do samba-enredo, que homenageou tamb\u00e9m o poeta maranhense Gon\u00e7alves Dias.<\/p>\n<h4>ROSAS DE OURO<\/h4>\n<p>Os caminhoneiros foram o tema do desfile da Rosas de Ouro, que levou para avenida o enredo &#8220;Pelas Estradas da Vida, Sonhos e Aventuras de um Her\u00f3i Brasileiro&#8221;. As cantoras sertanejas Maiara e Mara\u00edsa participaram do in\u00edcio do desfile como puxadoras do samba &#8211; uma forma de homenagear o estilo musical sertanejo, bastante presente no universo desses profissionais da estrada. A escola ainda utilizou sanfonas &#8211; t\u00edpicas do sertanejo &#8211; em seu corpo instrumental.<\/p>\n<p>A agremia\u00e7\u00e3o mostrou as singularidades das diversas partes do pa\u00eds por onde passam os caminhoneiros &#8211; cen\u00e1rios, costumes, tradi\u00e7\u00f5es e culin\u00e1ria. \u201cCanta o galo ao despertar, chegou a hora, Adeus, j\u00e1 vou me despedir, amor n\u00e3o chora, Cada retrato que carrego no painel, Traz a saudade que deixei pela dist\u00e2ncia, \u00d4 meu S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, suas m\u00e3os v\u00e3o me guiar, \u00d4 Virgem Maria, venha nos aben\u00e7oar\u201d, diz trecho do samba-enredo.<\/p>\n<h4>TOM MAIOR<\/h4>\n<p>A vida da imperatriz Maria Leopoldina, esposa de D. Pedro I, e a escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense foram os temas do samba-enredo da Tom Maior, a \u00faltima escola a entrar na avenida, com o s\u00e1bado j\u00e1 amanhecendo e o samb\u00f3dromo parcialmente esvaziado. O desfile terminou por volta das 7h.<\/p>\n<p>O samba-enredo &#8220;O Brasil de Duas Imperatrizes: De Viena Para o Mundo, Carolina Josefa Leopoldina; de Ramos, Imperatriz Leopoldinense&#8221; contou a trajet\u00f3ria da personagem hist\u00f3rica e da escola de samba carioca.<br \/>Leopoldina morreu aos 29 anos e seu nome foi dado a uma ferrovia, que tem um trecho que corta os sub\u00farbios do Rio de Janeiro. Em um ponto \u00e0s suas margens, no bairro de Ramos, nasceu a escola de samba Imperatriz Leopoldinense.<\/p>\n<p>\u201cAo amor de Pedro me entreguei, me apaixonei, Libertei essa na\u00e7\u00e3o&#8230; Independ\u00eancia, Minha P\u00e1tria m\u00e3e gentil&#8230; Meu Brasil, Chorou, na senzala chorou, E o lamento do negro, ecoou, Nos trilhos de Ramos tornei-me imortal, Not\u00e1veis desfiles do meu Carnaval\u201d, diz o samba-enredo.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sete agremia\u00e7\u00f5es abriram o carnaval de avenida na capital paulista na noite dessa sexta-feira, 9, e madrugada de hoje, 10. 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