{"id":91664,"date":"2018-02-09T18:04:35","date_gmt":"2018-02-09T20:04:35","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2018\/02\/09\/um-pouco-sobre-as-tres-geracoes\/"},"modified":"2018-02-09T18:04:35","modified_gmt":"2018-02-09T20:04:35","slug":"um-pouco-sobre-as-tres-geracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=91664","title":{"rendered":"Um pouco sobre as tr\u00eas Gera\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Gera\u00e7\u00e3o X \u2013 esse termo foi criado por Robert Capa, em 1950 e \u00e9 utilizado para rotular as pessoas nascidas ap\u00f3s o chamado \u201cBaby Boom\u201d (d\u00e9cada de 20 a d\u00e9cada de 40), que foi um aumento importante na taxa de natalidade dos Estados Unidos ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial. Essa gera\u00e7\u00e3o inclui aqueles que nasceram no in\u00edcio de 1960 at\u00e9 o final dos anos 70. Por vezes s\u00e3o inclu\u00eddos tamb\u00e9m os nascidos at\u00e9 1982.<\/p>\n<p>Nas palavras do escritor norte-americano John Ulrich, contempor\u00e2neo dos Baby Boomers e da gera\u00e7\u00e3o X, este \u00faltimo grupo sempre foi considerado como um grupo de pessoas jovens, sem identidade aparente, que enfrentariam um mal incerto, sem defini\u00e7\u00e3o, um futuro hostil. Um futuro p\u00f3s-guerra, um tempo de incertezas e de Guerra Fria, de polariza\u00e7\u00e3o entre o bem e o mal, entre Estados Unidos da Am\u00e9rica e Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>Acontece que a gera\u00e7\u00e3o X cresceu, passou pela fase hippie, mas foi fazer carreira no mercado convencional. Viu surgir computador pessoal, a internet, o celular, a impressora, o e-mail&#8230; Viu seu mundo mudar muito. Grande parte da Gera\u00e7\u00e3o X chegou aos 30, 40 anos e descobriu que para juntar meio milh\u00e3o e dar entrada, com sorte, num apartamento modesto que ir\u00e1 pagar at\u00e9 seus 60 anos, o caminho \u00e9 longo e o pre\u00e7o \u00e9 alto, bem alto, \u00e0s vezes impag\u00e1vel. \u00c0 sua volta os filhos crescem, os pais morrem, os sonhos envelhecem e as f\u00e9rias ex\u00f3ticas para a Finl\u00e2ndia, Marrocos ou Jamaica nunca s\u00e3o tiradas.<\/p>\n<p>Gera\u00e7\u00e3o Y &#8211; aqueles que nasceram em fins dos anos 70 e in\u00edcio dos anos 90, a gera\u00e7\u00e3o Y, representava, em 2012, cerca de 20% da popula\u00e7\u00e3o global, segundo Afonso Borges, em seu livro \u201cSocial Target\u201d.<\/p>\n<p>Foi a gera\u00e7\u00e3o que desenvolveu-se em uma \u00e9poca de grandes avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e prosperidade econ\u00f4mica. As crian\u00e7as da gera\u00e7\u00e3o Y cresceram tendo o que muitos de seus pais n\u00e3o tiveram, como TV a cabo, videogames, computadores, v\u00e1rios tipos de jogos e muito mais.<\/p>\n<p>Ela cresceu rodeada de facilidades oferecidas por seus pais, que obviamente queriam dar para seus filhos uma vida melhor do que aquela que tiveram. Eles cresceram vivendo em a\u00e7\u00e3o, estimulados por atividades, fazendo tarefas m\u00faltiplas. Acostumados a conseguir o que querem, n\u00e3o se sujeitam \u00e0s tarefas subalternas de in\u00edcio de carreira e por isso lutam por sal\u00e1rios ambiciosos desde cedo. \u00c9 comum que os jovens dessa gera\u00e7\u00e3o troquem de emprego com frequ\u00eancia em busca de oportunidades que ofere\u00e7am maiores desafios e crescimento profissional. Essa \u00e9 a primeira gera\u00e7\u00e3o verdadeiramente globalizada, que cresceu com a tecnologia e a usa desde a primeira inf\u00e2ncia. A Internet tem uma necessidade essencial.<\/p>\n<p>Gera\u00e7\u00e3o Z &#8211; compreende os nascidos entre o fim de 1992 a 2010, est\u00e1 ligada intimamente \u00e0 expans\u00e3o exponencial da internet e dos aparelhos tecnol\u00f3gicos. S\u00e3o conhecidas por serem \u201cnativas digitais\u201d, estando muito familiarizadas com a World Wide Web, com o compartilhamento de arquivos, com os smartphones, tablets, e o melhor de tudo: sempre conectadas.<\/p>\n<p>Se pensarmos um pouco, vamos perceber que integrantes desta gera\u00e7\u00e3o nunca viram o mundo sem computador. Outra caracter\u00edstica essencial dessa gera\u00e7\u00e3o \u00e9 o conceito de mundo que possui, desapegado das fronteiras geogr\u00e1ficas. Para eles, a globaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi um valor adquirido no meio da vida a um custo elevado. Aprenderam a conviver com ela j\u00e1 na inf\u00e2ncia. Como informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o lhes falta, est\u00e3o um passo \u00e0 frente dos mais velhos, concentrados em adaptar-se aos novos tempos.<\/p>\n<p>Os maiores problemas dessa gera\u00e7\u00e3o s\u00e3o relacionados \u00e0 intera\u00e7\u00e3o social. Paradoxalmente, por estarem t\u00e3o conectados virtualmente, muitos deles sofrem com a falta de intimidade com a comunica\u00e7\u00e3o verbal, o que acaba por causar diversos problemas com as outras gera\u00e7\u00f5es. Segundo alguns analistas, essa Gera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 marcada pela aus\u00eancia da capacidade de ser ouvinte.<\/p>\n<p>A Gera\u00e7\u00e3o Z \u00e9 um tanto quanto desconfiada quando o assunto \u00e9 carreira de sucesso e estudos formais, a maioria j\u00e1 n\u00e3o acredita mais em fazer uma s\u00f3 coisa para o resto da vida ou passar sua vida profissional inteira em uma s\u00f3 empresa. Muitos da gera\u00e7\u00e3o Z, inclusive, trabalham de casa, \u00e9 o chamado Home Office, seja em um emprego formal em uma empresa liberal ou informalmente, ganhando dinheiro com blogs, m\u00eddia, venda de an\u00fancios YouTube, publicidade, etc. Segundo especialistas, poder\u00e1 haver uma \u201cescassez\u201d de m\u00e9dicos e cientistas no mundo p\u00f3s-2020 justamente por isso.<\/p>\n<p>Voc\u00ea est\u00e1 preparado para a mudan\u00e7a?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Professor Leonardo Barreto Vargas &#8211; Psic\u00f3logo, P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Psicopedagogia institucional<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-91663\" src=\"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/diario-int-24058-1.jpeg\" alt=\"Leonardo Barreto - C\u00f3pia.jpeg\" width=\"170\" height=\"262\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" srcset=\"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/diario-int-24058-1.jpeg 292w, https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/diario-int-24058-1-195x300.jpeg 195w\" sizes=\"auto, (max-width: 170px) 100vw, 170px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gera\u00e7\u00e3o X \u2013 esse termo foi criado por Robert Capa, em 1950 e \u00e9 utilizado para rotular as pessoas nascidas ap\u00f3s o chamado \u201cBaby Boom\u201d (d\u00e9cada de 20 a d\u00e9cada de 40), que foi um aumento importante na taxa de natalidade dos Estados Unidos ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial. 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