{"id":89835,"date":"2018-01-18T00:02:56","date_gmt":"2018-01-18T02:02:56","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2018\/01\/18\/cai-percepcao-de-piora-da-economia-entre-comerciantes\/"},"modified":"2018-01-18T00:02:56","modified_gmt":"2018-01-18T02:02:56","slug":"cai-percepcao-de-piora-da-economia-entre-comerciantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=89835","title":{"rendered":"Cai percep\u00e7\u00e3o de piora da economia entre comerciantes"},"content":{"rendered":"<p>O percentual de comerciantes e empres\u00e1rios de servi\u00e7os que notaram piora na situa\u00e7\u00e3o financeira de seus neg\u00f3cios diminuiu de 48%, em 2016, para 30% em 2017, uma queda expressiva de 18 pontos percentuais em 12 meses. \u00c9 o que revelou uma sondagem realizada pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A sondagem mostrou tamb\u00e9m que aumentou de 15% para 21% o volume de empres\u00e1rios que observaram um desempenho melhor no \u00faltimo ano na compara\u00e7\u00e3o com 2016. A situa\u00e7\u00e3o permaneceu est\u00e1vel para 40% dos entrevistados.<\/p>\n<p>Entre aqueles que melhoraram a performance de suas empresas ao longo do ano passado, 51% presenciaram resultados mais expressivos nas vendas e 27% conseguiram ampliar a clientela. H\u00e1 ainda 9% de varejistas que diversificaram os produtos ofertados.<\/p>\n<p>Considerando aqueles que amargaram um ano pior para as finan\u00e7as da empresa em 2017, mais da metade (51%) argumentam que n\u00e3o tiveram um bom resultado nas vendas, alternativa que em 2016 era ainda maior, 63% da amostra. Tamb\u00e9m s\u00e3o citados a diminui\u00e7\u00e3o da margem de lucro (34%) e aumento a concorr\u00eancia (24%).<\/p>\n<p>Quando a an\u00e1lise se det\u00e9m ao quadro macroecon\u00f4mico do pa\u00eds como um todo, quatro em cada dez (42%) empres\u00e1rios consultados acreditam que as condi\u00e7\u00f5es gerais da economia pioraram em 2017, embora tenha havido uma queda de 20 pontos percentuais na compara\u00e7\u00e3o com a sondagem feita para 2016. Outros 35% n\u00e3o notaram mudan\u00e7a, ao passo que 14% acreditam em melhora, percentual que apresentou alta de cinco pontos percentuais.<\/p>\n<p>\u201cForam quatro anos turbulentos, marcados por retra\u00e7\u00e3o no investimento e no consumo, al\u00e9m de desemprego em disparada, queda nas vendas e um cen\u00e1rio pol\u00edtico inst\u00e1vel, contaminando todo o ambiente de neg\u00f3cios no pa\u00eds. Ao que parece, o empres\u00e1rio brasileiro come\u00e7a a vislumbrar a possibilidade de uma retomada lenta e gradual dos neg\u00f3cios\u201d, analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.<\/p>\n<p>Neg\u00f3cios<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, 56% dos empres\u00e1rios est\u00e3o animados com a possibilidade de melhorar o desempenho de suas empresas nesse ano contra apenas 8% que se dizem desanimados e 27% que est\u00e3o sem expectativa positiva ou negativa. Somente 6% acreditam na necessidade de realizar novas demiss\u00f5es.<\/p>\n<p>A sondagem ainda mostrou que 28% dos empres\u00e1rios pretendem ampliar seus neg\u00f3cios este ano e 16% desejam lan\u00e7ar novos produtos ou servi\u00e7os no mercado.<\/p>\n<p>No que diz respeito a tomada de cr\u00e9dito e realiza\u00e7\u00e3o de investimentos, somente 16% manifestam a inten\u00e7\u00e3o de adquirir equipamentos e s\u00f3 8% pensam em pegar empr\u00e9stimos. Para driblar os efeitos da crise que ainda persiste, 22% dos empres\u00e1rios v\u00e3o priorizar pagamentos \u00e0 vista em 2018 e 20% refor\u00e7ar a propaganda.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que pouco mais de um ter\u00e7o (34%) dos empres\u00e1rios conseguiram realizar ao menos parte daquilo que se propuseram no ano passado. Outros 25% n\u00e3o cumpriram seus objetivos. As principais conquistas foram aumentar as vendas (28%), comprar equipamentos (27%), reformar a empresa (26%) e investir em propaganda (22%).<\/p>\n<p>Em sentido contr\u00e1rio, os planos n\u00e3o realizados foram, principalmente, fazer uma grande reforma (28%), aumentar vendas (24%) e comprar equipamentos (20%). E o principal motivo para aqueles que tiveram de desistir de seus projetos foi a falta de recursos financeiros, mencionada por 26% desses entrevistados.<\/p>\n<p>Ajustes<\/p>\n<p>Apesar do otimismo, 28% dos empres\u00e1rios tem como principal temor a possibilidade de o pa\u00eds n\u00e3o sair da crise, seguido do resultado das elei\u00e7\u00f5es presidenciais (20%) e do risco de fechar a pr\u00f3pria empresa (14%).<\/p>\n<p>De modo geral, 40% dos empres\u00e1rios brasileiros tiveram de fazer ajustes no or\u00e7amento ao longo de 2017, mas esse percentual tamb\u00e9m diminuiu frente a 2016, quando 48% tiveram de adaptar a empresa para tempos mais sombrios. Dentre essa parcela de empres\u00e1rios impactados pela crise, 52% reduziram funcion\u00e1rios, 28% diminu\u00edram o consumo de \u00e1gua e luz e 25% economizaram na conta de telefone.<\/p>\n<p>Entre os que demitiram no ano passado, a m\u00e9dia \u00e9 de dois a tr\u00eas funcion\u00e1rios dispensados por empresa. No caso desses entrevistados, as alternativas encontradas pelos donos das empresas para seguir com a gest\u00e3o do dia a dia foi redistribuir as atividades entre os demais membros da equipe (37%) ou at\u00e9 mesmo assumir pessoalmente as atividades que ficaram sem trabalhador (24%).<\/p>\n<p>Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a capacidade da adapta\u00e7\u00e3o do empres\u00e1rio tem sido fundamental para o pa\u00eds. \u201cO empres\u00e1rio brasileiro tem uma capacidade de resili\u00eancia muito forte. Em tempos dif\u00edceis o empreendedor se v\u00ea obrigado a fazer sacrif\u00edcios, como baixar pre\u00e7os para lidar com a queda no consumo ou at\u00e9 mesmo promovendo cortes de funcion\u00e1rios. No entanto, s\u00e3o medidas paliativas e que n\u00e3o se sustentam no longo prazo. \u00c9 precioso proporcionar um ambiente mais prop\u00edcio para os neg\u00f3cios, em que seja poss\u00edvel baixar custos e investir em inova\u00e7\u00e3o, aumentando a competitividade\u201d, argumenta Pellizzaro Junior.<\/p>\n<p>Inadimpl\u00eancia<\/p>\n<p>A sondagem ainda revela que 15% dos empres\u00e1rios ouvidos admitem que ficaram v\u00e1rios meses ao longo de 2017 com as contas da empresa no vermelho. Em 2016, esse percentual era maior, alcan\u00e7ando 22% dos empres\u00e1rios. Al\u00e9m disso, 14% tiveram de reduzir o mix de produtos e servi\u00e7os que oferecem aos clientes.<\/p>\n<p>\u201cO endividamento \u00e9 um grande obst\u00e1culo para qualquer empreendedor porque diminui a capacidade de contratar cr\u00e9dito e expandir as atividades. Em alguns segmentos, o acesso ao cr\u00e9dito \u00e9 fundamental para a sobreviv\u00eancia da empresa. Para quem est\u00e1 nessa situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso buscar taxas de juros menores e prazos adequados, pois isso coloca em risco a continuidade dos neg\u00f3cios\u201d, alerta a economista Marcela Kawauti.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O percentual de comerciantes e empres\u00e1rios de servi\u00e7os que notaram piora na situa\u00e7\u00e3o financeira de seus neg\u00f3cios diminuiu de 48%, em 2016, para 30% em 2017, uma queda expressiva de 18 pontos percentuais em 12 meses. \u00c9 o que revelou uma sondagem realizada pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":96,"featured_media":89834,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[261],"tags":[],"class_list":["post-89835","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/89835","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/96"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=89835"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/89835\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/89834"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=89835"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=89835"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=89835"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}