{"id":89372,"date":"2018-01-11T22:34:08","date_gmt":"2018-01-12T00:34:08","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2018\/01\/11\/seis-pessoas-ja-morreram-em-minas-por-conta-da-febre-amarela\/"},"modified":"2018-01-11T22:34:08","modified_gmt":"2018-01-12T00:34:08","slug":"seis-pessoas-ja-morreram-em-minas-por-conta-da-febre-amarela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=89372","title":{"rendered":"Nove pessoas j\u00e1 morreram em Minas por conta da febre amarela"},"content":{"rendered":"<p>Em 2017, o Brasil passou por um dos piores surtos de febre amarela dos \u00faltimos anos. O estado de Minas Gerais teve grande contribui\u00e7\u00e3o para que o pa\u00eds constatasse a epidemia. Ao todo, foram 162 mortes e 475 pacientes infectados entre julho de 2016 e o mesmo m\u00eas de 2017. Por mais que estejamos apenas no in\u00edcio de 2018, o avan\u00e7o da febre amarela silvestre (transmitida em \u00e1reas de mata) no pa\u00eds voltou a causar preocupa\u00e7\u00f5es nas autoridades de sa\u00fade. Conforme o boletim epidemiol\u00f3gico da Secretaria de Estado de Sa\u00fade (SES), divulgado nessa quinta-feira, 11, foram confirmados 11 casos da doen\u00e7a no estado, desde julho, per\u00edodo em que se iniciou a segunda fase do monitoramento. Nove pessoas acabaram morrendo, sendo que um dos casos se trata de um homem de 40 anos, que morreu no dia 4 de janeiro ap\u00f3s ter contra\u00eddo a doen\u00e7a em Mar de Espanha, a quase 60 km de Juiz de Fora. Os outros registros foram feitos nos munic\u00edpios de Brumadinho, Nova Lima, Carmo da Mata, Barra Longa e Mariana. Outros ainda est\u00e3o sendo investigados, segundo a SES. Nesta sexta-feira, 12, a Secretaria Regional de Sa\u00fade realiza coletiva de imprensa para informar o cronograma de a\u00e7\u00f5es de enfrentamento da febre amarela.<\/p>\n<p>Apesar de a Secretaria de Sa\u00fade (SS) ainda n\u00e3o ter registrado suspeita ou confirma\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a em Juiz de Fora, corpos de seis macacos mortos j\u00e1 foram encontrados no munic\u00edpio este ano. O \u00faltimo foi detectado durante a manh\u00e3 de quarta-feira, nas proximidades da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica (Faefid) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Por telefone, a Diretoria de Imagem Institucional informou que as c\u00e2meras de seguran\u00e7a do Campus captaram o momento em que o primata foi atropelado por um ve\u00edculo, por volta das 10h. Os outros animais foram encontrados na regi\u00e3o rural, um em Palmital e dois Ros\u00e1rio de Minas, e na Urbana, um no Museu Mariano Proc\u00f3pio e outro no Bairro Vitorino Braga, zona Leste.<\/p>\n<p>De acordo com a gerente do Departamento de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica da SS, Michele Freitas, em apenas tr\u00eas dos seis animais foi poss\u00edvel a coleta do material a ser encaminhado para Funda\u00e7\u00e3o Ezequiel Dias (Funed), institui\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pela avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. \u201cOs macacos encontrados em Palmital, no Museu e na UFJF ter\u00e3o amostra dos seus corpos analisados. J\u00e1 os primatas dos demais locais n\u00e3o foram poss\u00edveis, j\u00e1 que os corpos estavam em decomposi\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>REABERTURA DO MUSEU DEPENDE DA AN\u00c1LISE DOS PRIMATAS<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio da situa\u00e7\u00e3o da UFJF, que n\u00e3o precisou ter \u00e1rea isolada pela Vigil\u00e2ncia, a reabertura do Museu Mariano Proc\u00f3pio est\u00e1 condicionada ao resultado da an\u00e1lise do material do macaco encontrado morto nas depend\u00eancias do Parque, que levar\u00e1 cerca de 30 dias. Como medida preventiva, o p\u00e1tio do Bahamas Manoel Hon\u00f3rio, do Bretas Santa Terezinha e na Igreja Quadrangular do Bairro Democrata, que fica na Rua Rafael Zacarias, 65, localizados na mesma regi\u00e3o do Museu, receberam postos extras de vacina\u00e7\u00e3o. O atendimento ser\u00e1 prestado at\u00e9 esta sexta-feira, das 8h30 \u00e0s 16h.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>VACINA\u00c7\u00c3O \u00c9 A \u00daNICA MEDIDA PREVENTIVA<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com o boletim da Secretaria de Estado de Sa\u00fade, todos os infectados pelos n\u00e3o haviam recebido a vacina contra a doen\u00e7a. O n\u00famero de pessoas vacinadas no estado entre 2007 e 2017 chega a 81%, sendo que o \u00edndice considerado ideal \u00e9 de 95%. A SES estima que cerca de 3,7 milh\u00f5es de pessoas n\u00e3o tenham sido vacinadas no territ\u00f3rio mineiro, em especial, residentes de 15 a 59 anos, faixa et\u00e1ria mais acometida pelo surto.<\/p>\n<p>Tal informa\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a necessidade da vacina. Apenas uma dose \u00e9 suficiente para proteger em toda vida. Ela \u00e9 indicada para crian\u00e7as a partir de nove meses de idade e adultos de at\u00e9 59 anos. Gestantes e idosos com mais de 60 anos devem procurar um m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Segundo a PJF, est\u00e3o dispon\u00edveis 18 mil vacinas em todas as Unidades B\u00e1sica de Sa\u00fade (UBSs), no PAM Marechal, Departamento de Sa\u00fade da Crian\u00e7a e do Adolescente e no Departamento de Sa\u00fade do Idoso.<\/p>\n<p>Neste s\u00e1bado, 13, a popula\u00e7\u00e3o poder\u00e1 se vacinar contra febre amarela, das 8h \u00e0s 13h, no Espa\u00e7o Cidad\u00e3o (Avenida Bar\u00e3o do Rio Branco, n\u00ba2.234 \u2013 Centro), ao lado do Parque Halfeld. O objetivo \u00e9 favorecer as pessoas que n\u00e3o t\u00eam disponibilidade de hor\u00e1rio durante a semana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>POPULA\u00c7\u00c3O PRECISA ESTAR ATENTA<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os casos de febre amarela em Minas s\u00e3o silvestres. Os mosquitos Haemagogus e Sabethes, que residem na mata, s\u00e3o os principais vetores da doen\u00e7a, podendo transmit\u00ed-la para macacos e humanos. Entretanto, a picada acontece apenas em \u00e1reas rurais. Embora a doen\u00e7a n\u00e3o se manifeste no meio urbano desde 1942, h\u00e1 um alerta para os cuidados que devem ser tomados.<\/p>\n<p>Nestes ambientes, o transmissor da doen\u00e7a \u00e9 o Aedes aegypti, respons\u00e1vel tamb\u00e9m pela transmiss\u00e3o da zika, chikungunya e dengue. Para que a transmiss\u00e3o urbana da febre amarela ocorra, \u00e9 preciso que uma pessoa infectada na \u00e1rea rural circule pelo meio urbano e seja picada por um Aedes. O mosquito, ent\u00e3o, passaria a contaminar todos que n\u00e3o estejam vacinados. \u201cCertamente que isso preocupa. As cidades est\u00e3o cheias do Aedes aegypti. As pessoas devem tirar 10 minutos da semana para vistoriar sua resid\u00eancia e seu quintal, n\u00e3o deixando \u00e1gua parada, para evitar os poss\u00edveis criadouros\u201d, lembra Michele.<\/p>\n<p class=\"paragraph\" style=\"margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; vertical-align: baseline;\"><span class=\"normaltextrun\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2017, o Brasil passou por um dos piores surtos de febre amarela dos \u00faltimos anos. O estado de Minas Gerais teve grande contribui\u00e7\u00e3o para que o pa\u00eds constatasse a epidemia. Ao todo, foram 162 mortes e 475 pacientes infectados entre julho de 2016 e o mesmo m\u00eas de 2017. 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