{"id":88995,"date":"2018-01-08T18:08:22","date_gmt":"2018-01-08T20:08:22","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2018\/01\/08\/confianca-da-micro-e-pequena-empresa-cresce-em-2017-mostra-indicador-da-cndl\/"},"modified":"2018-01-08T18:08:22","modified_gmt":"2018-01-08T20:08:22","slug":"confianca-da-micro-e-pequena-empresa-cresce-em-2017-mostra-indicador-da-cndl","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=88995","title":{"rendered":"Confian\u00e7a da micro e pequena empresa cresce em 2017, mostra indicador da CNDL"},"content":{"rendered":"<p>O Indicador de Confian\u00e7a da Micro e Pequena Empresa (MPE) atingiu 51,1 pontos em dezembro de 2017, uma alta de 2,2 pontos na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2016, segundo dados do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) divulgado hoje, 8. Em novembro, o indicador marcou 51,5 pontos, ligeiramente acima do dado de dezembro.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, \u00e9 a primeira vez desde 2015, in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, que o indicador de confian\u00e7a dos micro e pequenos empres\u00e1rios termina o ano acima do n\u00edvel neutro de 50 pontos, \u201co que sinaliza um predom\u00ednio do sentimento positivo entre esses empres\u00e1rios\u201d, considera as institui\u00e7\u00f5es. Em dezembro de 2015, o indicador se encontrava na casa dos 40,0 pontos. Pela metodologia, o indicador varia de zero a 100, sendo que, acima de 50 pontos, reflete confian\u00e7a desses empres\u00e1rios e, abaixo dos 50 pontos, reflete desconfian\u00e7a com os neg\u00f3cios e com a economia.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 consenso que a atividade econ\u00f4mica avan\u00e7ou em 2017, apesar desse movimento ser lento e gradual. Espera-se que em 2018, a economia siga avan\u00e7ando e d\u00ea mostras mais consistentes de que estamos no rumo da recupera\u00e7\u00e3o, com gera\u00e7\u00e3o de emprego e retomada das vendas\u201d, disse a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.<\/p>\n<p>O Indicador de Confian\u00e7a \u00e9 composto pelo Indicador de Condi\u00e7\u00f5es Gerais e pelo Indicador de Expectativas. Por meio da avalia\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es gerais, busca-se medir a percep\u00e7\u00e3o dos micro e pequenos varejistas e empres\u00e1rios de servi\u00e7os sobre os \u00faltimos seis meses. J\u00e1 atrav\u00e9s das expectativas, busca-se medir o que se espera para os pr\u00f3ximos seis meses.<\/p>\n<p>Retrospectiva<\/p>\n<p>O Indicador de Condi\u00e7\u00f5es Gerais, que avalia o retrospecto do micro e pequeno empres\u00e1rio sobre o desempenho de suas empresas e da economia nos \u00faltimos seis meses, subiu de 32,8 pontos em dezembro de 2016 para 40,5 pontos em dezembro de 2017. No m\u00eas anterior, novembro, o indicador se encontrava em 39,4 pontos. \u201cComo o \u00edndice continua abaixo do n\u00edvel neutro de 50 pontos, significa que os empres\u00e1rios ainda n\u00e3o enxergam os \u00faltimos seis meses de forma favor\u00e1vel, embora o crescimento do \u00edndice aponte uma interrup\u00e7\u00e3o na trajet\u00f3ria de piora\u201d, avalia as institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em termos percentuais, 50% dos micro e pequenos empres\u00e1rios sondados consideram que as condi\u00e7\u00f5es da economia brasileira pioraram nos \u00faltimos seis meses. \u201cEsse n\u00famero, embora elevado, vem caindo e j\u00e1 esteve na casa dos 90% em meados de 2015 e 2016\u201d, relembra as institui\u00e7\u00f5es. J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o dos que notaram melhora da economia marcou 16% em dezembro. Quando restrita somente ao desempenho de seus pr\u00f3prios neg\u00f3cios, 35% disseram ter notado piora, enquanto 21% relatam ter notado alguns sinais de melhora, percentual que tamb\u00e9m esbo\u00e7ou crescimento.<\/p>\n<p>Expectativas<\/p>\n<p>O Indicador de Expectativas, que serve de par\u00e2metro para avaliar o que os empres\u00e1rios aguardam para o futuro, oscilou para baixo nas duas bases de compara\u00e7\u00e3o. No \u00faltimo m\u00eas de dezembro de 2017, o \u00edndice ficou em 59,0 pontos contra 60,9 observados em dezembro de 2016 e dos 60,6 pontos que marcou em novembro de 2017.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, quatro em cada dez (37%) micro e pequenos empres\u00e1rios est\u00e3o em algum grau confiantes com o futuro da economia do pa\u00eds contra 22% de pessimistas. Quando essa an\u00e1lise se restringe a realidade da sua pr\u00f3pria empresa, o \u00edndice cresce e atinge 52% dos empres\u00e1rios consultados contra um percentual de 11% que manifestaram pessimismo com o futuro de seus neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Apesar da confian\u00e7a dos empres\u00e1rios no desempenho da economia, na maior parte dos casos, os entrevistados n\u00e3o sabem explicar as raz\u00f5es: 44% desses empres\u00e1rios admitiram n\u00e3o saber qual a raz\u00e3o de seu otimismo, apenas acreditam que coisas boas devem acontecer. A mesma raz\u00e3o \u00e9 citada por 33% dos micro e pequenos empres\u00e1rios que est\u00e3o otimistas com seus neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Entre os que est\u00e3o otimistas com a economia, h\u00e1 tamb\u00e9m 25% que j\u00e1 notam a melhora de alguns indicadores econ\u00f4micos e 16% que nutrem esperan\u00e7as de que a crise pol\u00edtica ser\u00e1 resolvida em breve. J\u00e1 entre os que imaginam que suas empresas ter\u00e3o um horizonte positivo nos pr\u00f3ximos seis meses, h\u00e1 ainda 24% que confiam na boa gest\u00e3o que fazem do neg\u00f3cio, medida que os fazem se distanciar dos efeitos da crise, na opini\u00e3o desses entrevistados. Apenas 7% de micro e pequenos empres\u00e1rios disseram n\u00e3o ser afetados pela atual crise.<\/p>\n<p>Entre os pessimistas com a economia, a quest\u00e3o pol\u00edtica tamb\u00e9m ganha protagonismo, revelando que a incerteza no campo pol\u00edtico afeta as perspectivas econ\u00f4micas de ao menos 32% dos desses entrevistados. Al\u00e9m disso, 19% n\u00e3o acreditam que as reformas ser\u00e3o aprovadas. Dentre os pessimistas com o pr\u00f3prio neg\u00f3cio, 53% atribuem esse sentimento a possibilidade de a crise econ\u00f4mica persistir.<\/p>\n<p>Outro dado investigado pelo levantamento foi o faturamento das empresas. A maior parte (46%) dos micro e pequenos empres\u00e1rios acredita que ele n\u00e3o se alterar\u00e1 ao longo deste primeiro semestre do ano. Outros 38% acreditam que o faturamento poder\u00e1 crescer, contra apenas 7% dos que esperam queda das receitas, percentual que mostra queda frente a m\u00e9dia hist\u00f3rica dos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>\u201cO ano de 2017 trouxe surpresas no campo pol\u00edtico que abalaram o ritmo de recupera\u00e7\u00e3o da economia, mas apesar de alguns epis\u00f3dios adversos, o clima de confian\u00e7a esbo\u00e7ou melhora ao fim do ano, proporcionando um ambiente mais favor\u00e1vel para 2018. Para dar continuidade a esse processo de evolu\u00e7\u00e3o, a agenda das reformas estruturais na economia precisa ser agilizada, acompanhada da queda do desemprego, que exerce forte influ\u00eancia sobre o consumo e produ\u00e7\u00e3o\u201d, analisa a economista Marcela Kawauti.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;Fonte: Ag\u00eancia Brasil&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Indicador de Confian\u00e7a da Micro e Pequena Empresa (MPE) atingiu 51,1 pontos em dezembro de 2017, uma alta de 2,2 pontos na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2016, segundo dados do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) divulgado hoje, 8. 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