{"id":88855,"date":"2018-01-05T18:28:07","date_gmt":"2018-01-05T20:28:07","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2018\/01\/05\/voce-esta-preparado-a-escrita-e-a-leitura-se-reinventam-o-futuro-e-agora\/"},"modified":"2018-01-05T18:28:07","modified_gmt":"2018-01-05T20:28:07","slug":"voce-esta-preparado-a-escrita-e-a-leitura-se-reinventam-o-futuro-e-agora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=88855","title":{"rendered":"Voc\u00ea est\u00e1 preparado? A Escrita e a leitura se reinventam. O futuro \u00e9 agora&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Inven\u00e7\u00f5es, tais como o telesc\u00f3pio e o rel\u00f3gio de precis\u00e3o. Uma dessas inven\u00e7\u00f5es que provocaram uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o no terreno da escrita e da leitura foi \u00e0 imprensa, isto \u00e9, a m\u00e1quina de impress\u00e3o tipogr\u00e1fica inventada pelo alem\u00e3o Johann Gutenberg no s\u00e9culo XV. O nome imprensa remete, nos dias atuais, quase que automaticamente \u00e0s institui\u00e7\u00f5es de divulga\u00e7\u00e3o de not\u00edcias e opini\u00f5es sobre fatos cotidianos, isto \u00e9: aos jornais e revistas especializados, sejam di\u00e1rios, seman\u00e1rios ou mens\u00e1rios. Esse nome, entretanto, designa, originariamente, um tipo de dispositivo t\u00e9cnico capaz de reproduzir palavras, frases, textos ou mesmo livros inteiros atrav\u00e9s de caracteres ou tipos m\u00f3veis. Esse dispositivo foi inventado por Gutenberg na d\u00e9cada de 1430.<\/p>\n<p>Durante mil\u00eanios a escrita restringia-se a modos de r\u00e9plica muito limitados, como as tabuinhas com escrita cuneiforme dos povos sum\u00e9rios, os papiros eg\u00edpcios, os ideogramas chineses, entre outras variadas formas de reprodu\u00e7\u00e3o, cujo acesso era restrito a pequenos grupos de pessoas, geralmente os \u201cescribas\u201d. Apenas com a inven\u00e7\u00e3o de Gutenberg a propaga\u00e7\u00e3o de livros, como a B\u00edblia \u2013 o primeiro dos livros inteiros publicados pela t\u00e9cnica da imprensa \u2013, passou a ser amplificada. Isso se dava, fundamentalmente, em raz\u00e3o da facilidade que havia na reprodu\u00e7\u00e3o dos textos. Fazia-se um molde com os caracteres m\u00f3veis, colocavam em chapas fixadas por press\u00e3o e, a partir delas, imprimiam-se quantas c\u00f3pias o estoque de tinta \u00e0 base de \u00f3leo suportasse. O nome que passou a ser dado ao conjunto de pap\u00e9is impressos em caracteres m\u00f3veis foi \u201cc\u00f3dice\u201d, do latim \u201ccodex\u201d. Como dito acima, o primeiro livro impresso foi a B\u00edblia, em idioma vern\u00e1culo (em alem\u00e3o). Esse fato foi de fundamental import\u00e2ncia \u00e0 Reforma Protestante, que se desenrolou no s\u00e9culo XVI, haja vista que at\u00e9 ent\u00e3o a B\u00edblia era lida em latim e sua circula\u00e7\u00e3o n\u00e3o era t\u00e3o grande tal como passaria a ser a partir da inven\u00e7\u00e3o da imprensa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>HIP\u00d3TESE + DESENVOLVIMENTO + TESE + ANT\u00cdTESE = S\u00cdNTESE (Loop)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse modelo afirma que tudo \u00e9 fruto da luta de ideias e for\u00e7as, que na sua oposi\u00e7\u00e3o geram a realidade concreta, que, uma vez sendo S\u00cdNTESE da disputa, torna-se novamente TESE, que j\u00e1 carrega consigo o seu oposto, a sua ANT\u00cdTESE, que numa nova luta de um ciclo infinito gerar\u00e1 o novo, a nova.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>S\u00cdNTESE<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os burgueses nesse per\u00edodo n\u00e3o podiam investir todo o seu tempo nem sua dedica\u00e7\u00e3o a esse turbilh\u00e3o cient\u00edfico. Ent\u00e3o, resolveram esse problema, oferecendo oportunidades para \u201ctodos\u201d aqueles que desenvolviam algum trabalho\/atividade nessa \u201cnova ci\u00eancia\u201d. Caso seu trabalho seguisse esse \u201cmodelo cient\u00edfico\u201d e tivesse relev\u00e2ncia para todos, podiam ser registrados nas&nbsp;Enciclop\u00e9dias e adquiridos por aqueles que precisassem. Ai est\u00e1 o grande fator revolucion\u00e1rio da \u00e9poca: o acesso \u00e0s inova\u00e7\u00f5es para todos aqueles que tivessem interesse ou necessidade atrav\u00e9s dessa poderosa ferramenta.<\/p>\n<p><strong>As Enciclop\u00e9dias<\/strong><\/p>\n<p>Os maiores editores da Enciclop\u00e9dia foram: Le Breton, Durand, Briasson e Michel-Antoine David. O historiador franc\u00eas Roger Chartier, um dos grandes estudiosos da hist\u00f3ria do livro e da leitura, destacou que a inven\u00e7\u00e3o de Gutenberg foi t\u00e3o revolucion\u00e1ria que s\u00f3 pode ser comparada \u00e0 inven\u00e7\u00e3o do computador e da reprodu\u00e7\u00e3o digital da escrita, como pode ser verificado no trecho a seguir: \u201cMinha primeira pergunta ser\u00e1 a seguinte: como, na longa hist\u00f3ria do livro e da rela\u00e7\u00e3o ao escrito, situar a revolu\u00e7\u00e3o anunciada, mas, na verdade, j\u00e1 iniciada, que se passa do livro (ou do objeto escrito), tal qual o conhecemos, com seus cadernos, folhetos, p\u00e1ginas, para o texto eletr\u00f4nico e a leitura num monitor? [&#8230;] A primeira revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e9cnica: ela modifica totalmente, nos meados do s\u00e9culo XV, os modos de reprodu\u00e7\u00e3o dos textos e de produ\u00e7\u00e3o dos livros. Com os caracteres m\u00f3veis e a prensa de imprimir, a c\u00f3pia manuscrita deixa de ser o \u00fanico recurso dispon\u00edvel para assegurar a multiplica\u00e7\u00e3o e a circula\u00e7\u00e3o dos textos.\u201d (CHARTIER, Roger. Do c\u00f3dige ao monitor: a trajet\u00f3ria do escrito. Estud. av. 1994, vol.8, n.21, pp. 185-199. ISSN 0103-4014.).&nbsp;<\/p>\n<p>Agora passamos por uma nova reformula\u00e7\u00e3o ainda mais abrangente: Atualmente estamos minimizando o uso do papel por quest\u00f5es de impacto ambiental e levando conhecimento de qualidade, em tempo e condi\u00e7\u00f5es h\u00e1beis para todos aqueles que quiserem atrav\u00e9s da plataforma digital.<\/p>\n<p>E voc\u00ea: o que pensa sobre?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Professor Leonardo Barreto Vargas &#8211; Psic\u00f3logo, P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Psicopedagogia institucional<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-88854\" src=\"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/diario-int-22773-1.jpeg\" alt=\"Leonardo Barreto - C\u00f3pia.jpeg\" width=\"169\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/diario-int-22773-1.jpeg 292w, https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/diario-int-22773-1-195x300.jpeg 195w\" sizes=\"auto, (max-width: 169px) 100vw, 169px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inven\u00e7\u00f5es, tais como o telesc\u00f3pio e o rel\u00f3gio de precis\u00e3o. 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