{"id":88561,"date":"2018-01-02T22:24:02","date_gmt":"2018-01-03T00:24:02","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2018\/01\/02\/ministerio-estima-em-us-50-bilhoes-superavit-da-balanca-comercial-em-2018\/"},"modified":"2018-01-02T22:24:02","modified_gmt":"2018-01-03T00:24:02","slug":"ministerio-estima-em-us-50-bilhoes-superavit-da-balanca-comercial-em-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=88561","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio estima em US$50 bilh\u00f5es super\u00e1vit da balan\u00e7a comercial em 2018"},"content":{"rendered":"<p>Depois de registrar o super\u00e1vit recorde de US$67 bilh\u00f5es em 2017, a balan\u00e7a comercial (diferen\u00e7a entre exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es) dever\u00e1 fechar 2018 com resultado positivo em torno de US$50 bilh\u00f5es, disse o secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Exterior do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os (MDIC), Abr\u00e3o Neto. Ele ressaltou que esse saldo garantiria o segundo maior super\u00e1vit da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>De acordo com Abr\u00e3o Neto, tanto as exporta\u00e7\u00f5es como as importa\u00e7\u00f5es tendem a crescer neste ano. Ele n\u00e3o forneceu valores, mas disse que as vendas e as compras do exterior dever\u00e3o encerrar 2018 no maior valor desde 2015. O super\u00e1vit comercial, no entanto, diminuir\u00e1 porque as compras do exterior tendem a crescer em ritmo maior que as vendas, por causa da recupera\u00e7\u00e3o do consumo das fam\u00edlias e dos investimentos das empresas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es, o secret\u00e1rio citou o crescimento previsto de 11,5% na produ\u00e7\u00e3o nacional de petr\u00f3leo e de 10,6% na fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos como fatores que impulsionar\u00e3o a balan\u00e7a comercial brasileira em 2018. Apesar da queda esperada de 5% na safra de gr\u00e3os este ano, os embarques de produtos agr\u00edcolas para o exterior dever\u00e3o manter-se porque o estoque de gr\u00e3os no pa\u00eds est\u00e1 no maior n\u00edvel em cinco anos, suficiente para atender \u00e0 demanda.<\/p>\n<p>Em 2017, os pre\u00e7os m\u00e9dios das exporta\u00e7\u00f5es subiram 10,6%; e os volumes, 7,6%. Para este ano, Abr\u00e3o Neto disse que as proje\u00e7\u00f5es para os pre\u00e7os das commodities (bens agr\u00edcolas com cota\u00e7\u00e3o internacional) est\u00e3o mistas. Em rela\u00e7\u00e3o aos produtos minerais, ele disse que a estimativa para a cota\u00e7\u00e3o internacional do petr\u00f3leo \u00e9 de estabilidade por causa da prorroga\u00e7\u00e3o do acordo da Organiza\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo (Opep). Ele, no entanto, espera uma retra\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o do min\u00e9rio de ferro, cujo pre\u00e7o subiu 40,9% no ano passado.<\/p>\n<p>Sobre as commodities agr\u00edcolas, o secret\u00e1rio disse que o MDIC projeta manuten\u00e7\u00e3o do volume de gr\u00e3os exportado por causa dos estoques reguladores. Em rela\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os, ele disse que n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o de varia\u00e7\u00f5es significativas nos pre\u00e7os internacionais este ano.<\/p>\n<p><strong>Mercados<\/strong><\/p>\n<p>Em 2017, o desempenho de diversos mercados estrangeiros contribuiu para o super\u00e1vit recorde da balan\u00e7a comercial. As exporta\u00e7\u00f5es aumentaram 35,3% para a China, principal parceiro comercial do Brasil; 12,3% para os Estados Unidos, segundo maior parceiro, e 32,4% para a Argentina, puxada pela venda de ve\u00edculos. Para este ano, Abr\u00e3o Neto disse que o desempenho da economia internacional favorece o crescimento das exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cO FMI [Fundo Monet\u00e1rio Internacional] prev\u00ea crescimento de 3,7% para a economia mundial este ano. A China crescer\u00e1 6,5%; os Estados Unidos, 2,3%; a Argentina, 2,5%; a zona do euro, 1,9%, e a Am\u00e9rica Latina e o Caribe, tamb\u00e9m 1,9%. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio projeta alta de 3,2% no volume de com\u00e9rcio internacional.\u201d<\/p>\n<p><strong>Acordos<\/strong><\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Exterior ressaltou que a entrada em vigor de acordos comerciais tamb\u00e9m impulsionar\u00e1 as vendas externas do pa\u00eds em 2018. Ele mencionou o acordo automotivo com a Col\u00f4mbia, que permite o embarque de at\u00e9 25 mil ve\u00edculos brasileiros por ano sem cobran\u00e7a de tarifas, e o acordo de livre com\u00e9rcio com o Egito. Em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e2mbio, ele lembrou que o boletim Focus \u2013 pesquisa do Banco Central com institui\u00e7\u00f5es financeiras \u2013 projeta cota\u00e7\u00e3o m\u00e9dia do d\u00f3lar de R$3,31 para este ano, pr\u00f3ximo da estabilidade.<\/p>\n<p>Abr\u00e3o Neto citou ainda a desburocratiza\u00e7\u00e3o como fator que facilitar\u00e1 o com\u00e9rcio do Brasil com outros pa\u00edses este ano. A partir de julho, todas as exporta\u00e7\u00f5es ser\u00e3o feitas por meio do Portal \u00danico de Com\u00e9rcio Exterior, que requer menos documentos e procedimentos formais. Ao longo de 2018, ser\u00e1 adotado um novo sistema de importa\u00e7\u00f5es, com menos burocracia. \u201cEsperamos ganhos na corrente de com\u00e9rcio [soma das exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es] com esse novo modelo\u201d, declarou.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de registrar o super\u00e1vit recorde de US$67 bilh\u00f5es em 2017, a balan\u00e7a comercial (diferen\u00e7a entre exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es) dever\u00e1 fechar 2018 com resultado positivo em torno de US$50 bilh\u00f5es, disse o secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Exterior do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os (MDIC), Abr\u00e3o Neto. 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