{"id":88194,"date":"2017-12-26T21:37:42","date_gmt":"2017-12-26T23:37:42","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/12\/26\/reitor-define-2017-como-ano-de-ataques-e-de-resistencia-das-universidades-publicas\/"},"modified":"2017-12-26T21:37:42","modified_gmt":"2017-12-26T23:37:42","slug":"reitor-define-2017-como-ano-de-ataques-e-de-resistencia-das-universidades-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=88194","title":{"rendered":"Reitor define 2017 como ano de ataques e de resist\u00eancia das universidades p\u00fablicas"},"content":{"rendered":"<p>O Di\u00e1rio Regional lan\u00e7ou na edi\u00e7\u00e3o anterior uma s\u00e9rie de reportagens que traz um balan\u00e7o de 2017 e as expectativas de v\u00e1rios segmentos da cidade para o pr\u00f3ximo ano. Na primeira mat\u00e9ria, conversamos com o superintendente da Funda\u00e7\u00e3o Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), R\u00f4mulo Veiga, que este m\u00eas completa um ano de gest\u00e3o. Dando continuidade \u00e0 s\u00e9rie, fizemos uma an\u00e1lise de 2017 e previs\u00f5es para o pr\u00f3ximo ano com o reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Marcus David.<\/p>\n<p>O reitor afirmou que o maior desafio deste ano foi defender a universidade p\u00fablica pela import\u00e2ncia que ela tem para o Brasil. \u201cEste ano foi de resist\u00eancia para as institui\u00e7\u00f5es de ensino superior pois foi um ano de muitos ataques \u00e0s universidades. Houve questionamentos de autoridades governamentais sobre a racionalidade de se manter esse investimento que nos mantemos com a universidade p\u00fablica. O Banco Mundial publicou um relat\u00f3rio questionando a justi\u00e7a do sistema de ensino superior federal brasileiro. Al\u00e9m desses ataques, tivemos a pris\u00e3o de dois reitores, que foram comprovadas como equivocadas, e teve esse desfecho tr\u00e1gico do reitor da UFSC\u201d, afirmou David.<\/p>\n<p>O chefe da administra\u00e7\u00e3o da UFJF relembrou a morte do reitor afastado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier. Ele e outras seis pessoas eram investigados por desvio de recursos em cursos de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia (EaD). O reitor afastado negava as acusa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cA defesa da universidade \u00e9 a defesa do futuro do pa\u00eds. O sistema de universidades federais \u00e9 fundamental para garantir o desenvolvimento econ\u00f4mico, pois \u00e9 justamente a pesquisa e tecnologia desenvolvidas nas institui\u00e7\u00f5es de ensino superior que podem dar capacidade de competitividade para as nossas empresas e o Brasil passar a ter algum protagonismo no cen\u00e1rio internacional\u201d, ponderou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, segundo o reitor, as universidades tamb\u00e9m s\u00e3o fundamentais para o desenvolvimento social do Brasil. \u201cAs universidades democratizaram o acesso. N\u00f3s conseguimos que um perfil de estudantes de segmentos da sociedade, que n\u00e3o tinham acesso, ingressem nas institui\u00e7\u00f5es\u201d, ressaltou. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior (Andifes), contou o reitor, mais de 60% dos estudantes das universidades federais s\u00e3o provenientes de um segmento social cuja renda per capita familiar \u00e9 inferior a 1,5 sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>OR\u00c7AMENTO<\/h4>\n<p>Conforme o reitor, a conten\u00e7\u00e3o de recursos tamb\u00e9m tornou o ano dif\u00edcil para as institui\u00e7\u00f5es de ensino superior. \u201cO total do or\u00e7amento que foi distribu\u00eddo entre as universidades em 2017 \u00e9 o mesmo valor que o de 2014. Portanto, toda infla\u00e7\u00e3o que teve nesse per\u00edodo significa uma perda efetiva para gente, pois os nossos gastos s\u00e3o corrigidos, por isso, as despesas sobem e or\u00e7amento foi mantido\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Portanto, mediante a crise or\u00e7ament\u00e1ria, o desafio da UFJF foi garantir a sua sustenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. \u201cNo caso da UFJF, a gente conseguiu compensar essa perda com gera\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de receita, mas n\u00e3o \u00e9 o modelo ideal. N\u00f3s estamos encerrando o ano com equil\u00edbrio e com a absoluta pontualidade de pagamentos das nossas contas\u201d, afirmou David.<\/p>\n<p>J\u00e1 o or\u00e7amento para o ano que vem ainda n\u00e3o foi fechado, por isso, o reitor viaja \u00e0 Bras\u00edlia nesta quarta-feira, 27, e permanece at\u00e9 amanh\u00e3, 28, para negociar a libera\u00e7\u00e3o das \u00faltimas parcelas de recurso para a universidade. \u201cEstamos dependendo desses valores [para concluir]. O governo repassa R$67 milh\u00f5es para custeio, mas os nossos gastos de manuten\u00e7\u00e3o s\u00e3o na ordem de R$100 milh\u00f5es. Ou seja, o governo tem financiado 2\/3 e n\u00f3s temos que garantir o restante. Algumas universidades n\u00e3o conseguem, diferente de n\u00f3s que temos financiado com a gera\u00e7\u00e3o de recursos pr\u00f3prios de alguns projetos. Se estes projetos acabarem, a Universidade vai ter que encolher e caber nos 2\/3\u201d, frisou.<\/p>\n<p>A UFJF adquire verba de recursos pr\u00f3prios com, por exemplo, aluguel dos espa\u00e7os cedidos para os bancos, de cantina, inscri\u00e7\u00e3o do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) e tamb\u00e9m atrav\u00e9s dos trabalhos realizados pelo Centro de Pol\u00edticas P\u00fablicas e Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd\/UFJF). \u201cO ideal seria que toda a manuten\u00e7\u00e3o fosse garantida pelo Governo federal e que esse recurso fosse investido em novos projetos, ao inv\u00e9s de pagar uma conta de luz, seguran\u00e7a, por exemplo\u201d, afirmou o reitor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>OBRAS<\/h4>\n<p>A gest\u00e3o de Marcus David herdou 19 novas obras paralisadas e inacabadas. Este ano, inaugurou duas delas: o Centro de Ci\u00eancias e a Moradia Estudantil. Para o in\u00edcio do per\u00edodo acad\u00eamico, h\u00e1 previs\u00e3o de completar mais tr\u00eas obras para serem inauguradas: o pr\u00e9dio da Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o, o gin\u00e1sio da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e o centro de monitoramento. Al\u00e9m disso tamb\u00e9m ser\u00e3o inaugurados o Jardim Bot\u00e2nico, o Museu da Engenharia e o Memorial do Movimento Estudantil.<\/p>\n<p>Por\u00e9m a administra\u00e7\u00e3o possui casos complexos, como a constru\u00e7\u00e3o do campus avan\u00e7ado da institui\u00e7\u00e3o na cidade de Governador Valadares, obras do Hospital Universit\u00e1rio (HU) e do telef\u00e9rico do Jardim Bot\u00e2nico. \u201cAs tr\u00eas obras enfrentam quest\u00f5es judiciais. No caso do campus em Governador Valadares, h\u00e1 den\u00fancia de irregularidades na obra por parte do Minist\u00e9rio P\u00fablico, por isso, ela est\u00e1 parada. Al\u00e9m disso, esta obra e a do HU s\u00e3o casos complexos at\u00e9 mesmo pelo montante que estas obras exigem\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para avan\u00e7ar com os projetos, a administra\u00e7\u00e3o readequou os projetos do HU e do campus. \u201cDa nossa parte, estamos fazendo de tudo que \u00e9 poss\u00edvel. Readequamos os projetos para que eles sejam mais modestos e dentro da realidade econ\u00f4mica do pa\u00eds. J\u00e1 contratamos uma empresa pra fazer estes projetos para que, assim que a justi\u00e7a liberar, tudo estar pronto para licitar\u201d, afirmou o reitor.<\/p>\n<p>David espera que as licita\u00e7\u00f5es ocorram at\u00e9 junho de 2018. \u201cEsta etapa de trabalho vai at\u00e9 o meio do ano que vem e se at\u00e9 l\u00e1 a gente tiver a libera\u00e7\u00e3o do poder Judici\u00e1rio, n\u00f3s ter\u00edamos condi\u00e7\u00f5es de abrir os processos licitat\u00f3rios\u201d, ponderou.<\/p>\n<p>Outro projeto que deve ser licitado no meio do ano, mas que vive outro cen\u00e1rio, \u00e9 o Parque Tecnol\u00f3gico. A UFJF j\u00e1 possui o terreno, por\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 recurso. \u201cO probelma do Parque Tecnol\u00f3gico n\u00e3o \u00e9 judici\u00e1rio e sim, de recursos. N\u00f3s tamb\u00e9m fizemos a reformula\u00e7\u00e3o dele e agora estamos aguardando o Mist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) autorizar o uso da verba\u201d, disse.<\/p>\n<p>As demais obras internas da UFJF tamb\u00e9m passaram por readequa\u00e7\u00e3o e aguardam a libera\u00e7\u00e3o de recurso, como a constru\u00e7\u00e3o de um anexo de salas de aula nas faculdades de Odontologia e Farm\u00e1cia, amplia\u00e7\u00e3o do setor de transporte e expans\u00e3o das faculdades de Administra\u00e7\u00e3o e Servi\u00e7o Social.<\/p>\n<p>Conforme o reitor, a constru\u00e7\u00e3o do telef\u00e9rico, al\u00e9m de estar embargada na Justi\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 prioridade no MEC.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>SEGURAN\u00c7A<\/h4>\n<p>Em 2017, a institui\u00e7\u00e3o retomou a instala\u00e7\u00e3o das c\u00e2meras de seguran\u00e7a, implementou o F\u00f3rum de Seguran\u00e7a e ampliou o n\u00famero de vigilantes, por\u00e9m enfrentou problemas nesta \u00e1rea. \u201cNaturalmente, o processo de crise econ\u00f4mica agrava a situa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a urbana. Apesar desse impasse, nos negamos a fechar o campus, pois a Universidade tem que ser aberta\u201d, afirmou o reitor, relembrando um dos nortes de sua gest\u00e3o.<\/p>\n<p>Os casos mais recentes de inseguran\u00e7a no campus ocorreu na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Som Aberto, na qual sete pessoas foram assaltadas depois do evento. \u201cViaturas da Pol\u00edcia Militar circularam pelo campus, e, inclusive, a PM se mostrou receptiva e comprometida a nos ajudar. Al\u00e9m disso, refor\u00e7amos a nossa seguran\u00e7a, mas foi imposs\u00edvel evitar que esse crimes ocorressem\u201d, falou.<\/p>\n<p>Para o pr\u00f3ximo ano, o reitor reiterou que o evento ser\u00e1 repensado. \u201cDe ponto de vista cultural, o evento \u00e9 um sucesso, mas lamentavelmente em fun\u00e7\u00e3o dessas quest\u00f5es que fogem nosso controle, vamos discutir outros modelos para n\u00e3o perder esse ganho cultural, mas garantir a seguran\u00e7a de quem estiver aqui dentro\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>METAS PARA 2018<\/h4>\n<p>\u2022 Continuar pol\u00edtica de melhoria da excel\u00eancia da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o;<br \/>\u2022 Ampliar os projetos de extens\u00e3o, principalmente vinculando com a pesquisa e com a gradua\u00e7\u00e3o;<br \/>\u2022 Buscar alternativa para financiamento de eventos como o Festival de M\u00fasica Colonial;<br \/>\u2022 Aumentar os conv\u00eanios e parcerias internacionais;<br \/>\u2022 Ampliar as condi\u00e7\u00f5es de perman\u00eancia estudantil, que vai al\u00e9m do auxilio financeiro, com assist\u00eancia pedag\u00f3gica e psicol\u00f3gica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Di\u00e1rio Regional lan\u00e7ou na edi\u00e7\u00e3o anterior uma s\u00e9rie de reportagens que traz um balan\u00e7o de 2017 e as expectativas de v\u00e1rios segmentos da cidade para o pr\u00f3ximo ano. Na primeira mat\u00e9ria, conversamos com o superintendente da Funda\u00e7\u00e3o Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), R\u00f4mulo Veiga, que este m\u00eas completa um ano de gest\u00e3o. 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