{"id":87400,"date":"2017-12-13T19:34:59","date_gmt":"2017-12-13T21:34:59","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/12\/13\/numero-de-imigrantes-com-contrato-de-trabalho-formal-caiu-13-no-brasil-em-2016\/"},"modified":"2017-12-13T19:34:59","modified_gmt":"2017-12-13T21:34:59","slug":"numero-de-imigrantes-com-contrato-de-trabalho-formal-caiu-13-no-brasil-em-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=87400","title":{"rendered":"N\u00famero de imigrantes com contrato de trabalho formal caiu 13% no Brasil em 2016"},"content":{"rendered":"<p>Dados divulgados pelo Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es Internacionais (ObMigra), com o apoio do Conselho Nacional da Imigra\u00e7\u00e3o (Cnig) e do Minist\u00e9rio do Trabalho, revelam que no ano passado o n\u00famero de estrangeiros que alcan\u00e7aram postos de trabalho formal no Brasil foi 13% menor que o registrado ao longo de 2015.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de afetar milh\u00f5es de brasileiros que, em algum momento dos \u00faltimos anos, se viram sem emprego, a crise que o Brasil atravessa desde 2014 atingiu tamb\u00e9m a inser\u00e7\u00e3o dos estrangeiros no mercado, interrompendo, em 2016, a tend\u00eancia positiva quanto \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de imigrantes, verificada entre 2010 e 2015.<\/p>\n<p>O coordenador da pesquisa, Leonardo Cavalcanti, disse que os efeitos da crise demoraram mais a atingir os trabalhadores estrangeiros do que o conjunto dos brasileiros, devido \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o dos imigrantes em setores cujos reflexos do desaquecimento da atividade econ\u00f4mica tardaram mais a ocorrer.<\/p>\n<p>\u201cEm 2015, enquanto os brasileiros sentiam os efeitos da forte crise econ\u00f4mica, os imigrantes continuaram com um saldo positivo de contrata\u00e7\u00f5es. J\u00e1 em 2016, eles passaram a ser mais afetados pela crise\u201d, afirmou Cavalcanti, destacando que os dados relativos ao primeiro semestre deste ano apontam para uma poss\u00edvel melhora do quadro geral.<\/p>\n<p>\u201cOs dados do Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados] do primeiro semestre apontam para uma pequena recupera\u00e7\u00e3o, para mais admiss\u00f5es do que demiss\u00f5es de imigrantes. Resta fecharmos o ano para ver se a tend\u00eancia vai se confirmar ou n\u00e3o\u201d, ressaltou. Ele acrescentou que n\u00e3o h\u00e1 porque o brasileiro se preocupar com o fluxo imigrat\u00f3rio. \u201cOs imigrantes n\u00e3o v\u00eam ao Brasil roubar empregos. Eles representam menos de 1% da popula\u00e7\u00e3o presente em todo o territ\u00f3rio brasileiro.\u201d<\/p>\n<p><strong>Predomin\u00e2ncia masculina<\/strong><\/p>\n<p>Proporcionalmente, a maior redu\u00e7\u00e3o verificada no ano passado ocorreu entre os homens, que s\u00e3o a maioria a vir de outros pa\u00edses em busca de trabalho. Enquanto, em 2015, 93.256 dos 127.166 imigrantes contratados formalmente pertenciam ao sexo masculino e 33.910 ao sexo feminino, em 2016, do total de 112.681 imigrantes contratados, 80.804 eram homens e 31.877 mulheres. Comparados os dois anos, a empregabilidade masculina variou -15,4%, enquanto a feminina, -6,3%.<\/p>\n<p>Ainda assim, a pesquisadora do ObMigra, D\u00e9lia Dutra, destaca que a predomin\u00e2ncia masculina chega a representar 72% da m\u00e3o de obra estrangeira com v\u00ednculos formais de emprego no Brasil, enquanto imigrantes e refugiadas t\u00eam maior dificuldade de obter uma coloca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de masculina, a maioria (59%) dos imigrantes absorvidos pelo mercado formal, em 2016, tinha entre 20 e 40 anos, \u00e9 branca (42%) e havia completado apenas o ensino m\u00e9dio (34%), sendo seguida de perto pela parcela de imigrantes com ensino superior completo (30%).<\/p>\n<p>No entanto, quando comparados os dados de 2016 e de 2010, chama a aten\u00e7\u00e3o o crescente n\u00famero de pretos e pardos vindos para o Brasil em busca de trabalho, que subiu de 12%, em 2010, para 40% em 2015, caindo para 38% em 2016.<\/p>\n<p>Considerado o mesmo per\u00edodo, tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o a mudan\u00e7a quanto ao grau de instru\u00e7\u00e3o: em 2010, a m\u00e3o de obra estrangeira no Brasil era composta por 54% de pessoas com n\u00edvel superior de ensino. Em 2015, esse grupo j\u00e1 tinha baixado para 32% do total. E, em 2016, caiu a 30%.<\/p>\n<p>Os dados, segundo os pesquisadores do ObMigra, sugerem que a partir de 2010 novo fluxo de imigrantes passou a procurar o Brasil. O que se reflete tamb\u00e9m nos postos de trabalho ocupados: em 2010, 41% da for\u00e7a de trabalho estrangeira formal se concentrava nos postos hier\u00e1rquicos mais altos, como, por exemplo, diretores, gerentes e profissionais com n\u00edvel superior. J\u00e1 em 2016, 30% dos estrangeiros conseguiram trabalho em cargos mais simples, na produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os industriais.<\/p>\n<p><strong>Haitianos<\/strong><\/p>\n<p>Desde 2013, os haitianos ocupam o primeiro lugar entre os estrangeiros inseridos no mercado de trabalho formal brasileiro. No entanto, em 2016, a presen\u00e7a proporcional dos haitianos no setor formal caiu 30% em compara\u00e7\u00e3o a 2015.<\/p>\n<p>No total, 25. 782 haitianos conseguiram um emprego com carteira assinada no ano passado. Em 2015, os haitianos contratados chegou a 33.507. A varia\u00e7\u00e3o negativa de quase 30% entre os dois anos foi a maior registrada entre as 21 nacionalidades com maior presen\u00e7a no mercado formal brasileiro.<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, a lista das dez nacionalidades mais comumente encontrada no setor formal em 2016 \u00e9 completada pelos portugueses (8.844); paraguaios (7.737); argentinos (7.120); bolivianos (5.975); uruguaios (3.947); chilenos (3.565); bengalis (3.433); peruanos (3.195); chineses (2.983) e italianos (2.631).<\/p>\n<p>Os venezuelanos, cujo recente aumento do fluxo migrat\u00f3rio despertou a aten\u00e7\u00e3o, ocupam um modesto 19 lugar, atr\u00e1s, por exemplo, de franceses, norte-americanos e alem\u00e3es.<\/p>\n<p>Contudo, em 2016, foram justamente os imigrantes venezuelanos o grupo cuja representa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho brasileiro mais cresceu proporcionalmente, aumentando 32% em compara\u00e7\u00e3o a 2015 e ficando atr\u00e1s apenas do aumento proporcional, no per\u00edodo, da presen\u00e7a de angolanos (que cresceu 43%) e de senegaleses (42%).<\/p>\n<p>Mesmo tendo contratado menos no ano passado do que em 2015, o estado de S\u00e3o Paulo continua sendo o maior empregador de estrangeiros formalizados, respondendo por 37% de todas as contrata\u00e7\u00f5es do ano passado. Na sequ\u00eancia, vem Santa Catarina, Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados divulgados pelo Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es Internacionais (ObMigra), com o apoio do Conselho Nacional da Imigra\u00e7\u00e3o (Cnig) e do Minist\u00e9rio do Trabalho, revelam que no ano passado o n\u00famero de estrangeiros que alcan\u00e7aram postos de trabalho formal no Brasil foi 13% menor que o registrado ao longo de 2015. 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