{"id":86444,"date":"2017-11-30T16:08:00","date_gmt":"2017-11-30T18:08:00","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/11\/30\/advogado-diz-que-odebrecht-fraudou-provas-usadas-contra-temer\/"},"modified":"2017-11-30T16:08:00","modified_gmt":"2017-11-30T18:08:00","slug":"advogado-diz-que-odebrecht-fraudou-provas-usadas-contra-temer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=86444","title":{"rendered":"Advogado diz que Odebrecht fraudou provas usadas contra Temer"},"content":{"rendered":"<p>Em depoimento por videoconfer\u00eancia \u00e0 Comiss\u00e3o Parlamentar Mista de Inqu\u00e9rito (CPMI) da JBS nessa quinta-feira, 30, o ex-consultor do Grupo Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran, disse que documentos apresentados nas acusa\u00e7\u00f5es que resultaram na segunda den\u00fancia contra o presidente da Rep\u00fablica, Michel Temer foram fraudados pela Odebrecht.<\/p>\n<p>Duran afirmou que uma per\u00edcia feita a pedido dele por profissionais juramentados na Espanha mostra que o sistema Droysus, utilizado pela empreiteira para pagar propina, foi manipulado e que, por isso, as provas estariam viciadas. O advogado explicou que o sistema foi bloqueado pela Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato em 2016 e que as provas juntadas teriam data de 2017, quando o sistema n\u00e3o estava mais funcionando. As mesmas provas, segundo ele, tamb\u00e9m foram apresentadas no inqu\u00e9rito contra o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. &#8220;Todas as provas que foram obtidas ou utilizadas a partir do Drousys, elas padecem de v\u00edcio, s\u00e3o nulas pela movimenta\u00e7\u00e3o, altera\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00f5es externas antes, durante e depois do bloqueio realizado pelas autoridades su\u00ed\u00e7as&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Rodrigo Tacla Duran, que mora na Espanha, foi convidado a prestar esclarecimentos \u00e0 comiss\u00e3o depois de acusar o advogado Carlos Zucolotto J\u00fanior, amigo do juiz S\u00e9rgio Moro, de oferecer facilidades junto \u00e0 for\u00e7a-tarefa da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato para um acordo de dela\u00e7\u00e3o premiada. &#8220;Eu n\u00e3o aceitei porque me senti constrangido&#8221;, disse o advogado, acrescentando que, no acordo, ele teria de assumir crimes que n\u00e3o teria cometido.<\/p>\n<p>Zucolotto teria pedido, por fora, US$5 milh\u00f5es, em troca, reduziria a multa do acordo de dela\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o chegou a ser fechado. Ainda segundo o depoente, as mensagens entre ele e o advogado do Paran\u00e1, teriam sido trocadas pelo aplicativo Wickr, plataforma que destr\u00f3i automaticamente as mensagens trocadas depois de pouco tempo. Na tentativa de comprovar a veracidade da conversa, Duran fotografou os di\u00e1logos e enviou as imagens \u00e0 comiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Tacla Duran revelou ter recebido um conselho de um consultor da UTC para que contratasse um advogado &#8220;da panela de Curitiba&#8221; para que seu acordo fosse bem sucedido. Aos parlamentares, ele disse ainda ter interpretado esse termo como um advogado com &#8220;bom tr\u00e2nsito e bom acesso \u00e0 for\u00e7a-tarefa&#8221;. Foi ent\u00e3o que ele buscou Zucolotto para tentar firmar o acordo, e posteriormente o advogado Marlus Arns, para quem chegou a pagar honor\u00e1rios de US$1,5 milh\u00e3o, al\u00e9m dos impostos.<\/p>\n<p>Duran foi preso em novembro de 2016 a mando do juiz S\u00e9rgio Moro, mas foi solto em janeiro deste ano.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em depoimento por videoconfer\u00eancia \u00e0 Comiss\u00e3o Parlamentar Mista de Inqu\u00e9rito (CPMI) da JBS nessa quinta-feira, 30, o ex-consultor do Grupo Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran, disse que documentos apresentados nas acusa\u00e7\u00f5es que resultaram na segunda den\u00fancia contra o presidente da Rep\u00fablica, Michel Temer foram fraudados pela Odebrecht. 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