{"id":85163,"date":"2017-11-13T19:09:59","date_gmt":"2017-11-13T21:09:59","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/11\/13\/projeto-de-pesquisadores-da-ufjf-e-premiado-por-entidade-do-setor-da-construcao\/"},"modified":"2017-11-13T19:09:59","modified_gmt":"2017-11-13T21:09:59","slug":"projeto-de-pesquisadores-da-ufjf-e-premiado-por-entidade-do-setor-da-construcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=85163","title":{"rendered":"Projeto de pesquisadores da UFJF \u00e9 premiado por entidade do setor da constru\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Otimizar a amplia\u00e7\u00e3o de linhas f\u00e9rreas sem agredir o meio ambiente \u00e9 o objetivo do projeto Ecodor, que prop\u00f5e a fabrica\u00e7\u00e3o de dormentes de linha &#8211; pe\u00e7as transversais que oferecem sustenta\u00e7\u00e3o aos trilhos &#8211; com o uso de res\u00edduos da constru\u00e7\u00e3o civil. Desenvolvido pelas pesquisadoras da UFJF, Mariana da Fonseca e Teresa Barbosa, da Faculdade de Engenharia, e Z\u00e9lia Ludwig do Departamento de F\u00edsica, o Ecodor ficou em 3\u00ba lugar na 21\u00aa edi\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC) de inova\u00e7\u00e3o e sustentabilidade, na categoria pesquisa acad\u00eamica. Tendo como plano de fundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria Ferrovi\u00e1ria &#8211; Abifer, em 2010 aproximadamente 25% da matriz de transporte de carga do pa\u00eds era feito por trens e estima-se que em 2025 esse n\u00famero atinja 35%. Neste contexto, tamb\u00e9m aumenta a procura por maneiras de expandir a malha ferrovi\u00e1ria de forma sustent\u00e1vel. Por raz\u00f5es econ\u00f4micas e ambientais, os estudos se concentram em achar materiais alternativos \u00e0 madeira utilizada nos dormentes de linha. Al\u00e9m da madeira, podem ser utilizados metais e concreto para a produ\u00e7\u00e3o dos dormentes. Cada tipo de material apresenta caracter\u00edsticas positivas e negativas.<\/p>\n<p>Os dormentes fabricados com concreto podem ser uma sa\u00edda ao uso da madeira, com uma vida \u00fatil tr\u00eas ou quatro vezes maior, bem como uma regularidade geom\u00e9trica que proporciona o rolamento mais suave e seguro dos trens. Al\u00e9m disso, os dormentes de concreto exigem um menor n\u00famero de unidades por quil\u00f4metro, por\u00e9m apresentam como desvantagem a excessiva rigidez e menor resist\u00eancia a impactos. Para minimizar esses pontos negativos, o time de pesquisadoras da UFJF desenvolveu um dormente que agrega em sua composi\u00e7\u00e3o a mistura de concreto (fabricado com cimento Portland); areia artificial (res\u00edduos de m\u00e1rmore triturado) e fibra de vidro (res\u00edduos de fibra \u00f3ptica).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>NOVAS FINALIDADES PARA OS RES\u00cdDUOS DA CONSTRU\u00c7\u00c3O CIVIL<\/h4>\n<p>O que diferencia o Ecodor dos demais dormentes de concreto \u00e9 que sua composi\u00e7\u00e3o garante alguns benef\u00edcios ao produto final. A professora Mariana da Fonseca explica que utilizar res\u00edduos industriais e tamb\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o civil sempre foi a inten\u00e7\u00e3o do projeto, que nasceu durante suas pesquisas no mestrado. \u201cN\u00e3o imagin\u00e1vamos que utilizando esses res\u00edduos seria poss\u00edvel construir os dormentes sem perder qualidade e desempenho, preenchendo os requisitos das normas t\u00e9cnicas da constru\u00e7\u00e3o, como compress\u00e3o e elasticidade\u201d. Nessa nova formula\u00e7\u00e3o da massa o p\u00f3 oriundo do beneficiamento do m\u00e1rmore \u00e9 utilizado como substituto \u00e0 areia. \u201cO uso do m\u00e1rmore torna o concreto menos poroso, o que diminui os riscos de infiltra\u00e7\u00e3o, tornando-o mais dur\u00e1vel. Esse material \u00e9 mal\u00e9fico \u00e0 sa\u00fade, ent\u00e3o dar a ele uma finalidade tamb\u00e9m tem import\u00e2ncia socioambiental,\u201d acrescenta.<\/p>\n<p>Para agregar ao concreto os rejeitos de fibra de vidro foram realizados experimentos a fim de analisar intera\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas entre as subst\u00e2ncias. \u201cO concreto tem calc\u00e1rio que poderia atacar as fibras de vidro comuns, por\u00e9m a que utilizamos tem origem em fibra \u00f3ptica que possui uma prote\u00e7\u00e3o de pol\u00edmeros ao redor, isso evita que os componentes do concreto interfiram em suas propriedades\u201d, explica a pesquisadora Z\u00e9lia Ludwig. \u201cA fibra utilizada vem da sobra de v\u00e1rios vidros, principalmente de carbonato de c\u00e1lcio, sil\u00edcio e fosfato. Essa combina\u00e7\u00e3o confere maior resist\u00eancia e durabilidade. Al\u00e9m disso, o vidro tamb\u00e9m apresenta propriedades t\u00e9rmicas que protegem o material durante a dilata\u00e7\u00e3o, resultado da exposi\u00e7\u00e3o ao sol\u201d. As sobras desse material t\u00eam origem em outro projeto sustent\u00e1vel da professora, que prop\u00f5e a confec\u00e7\u00e3o de fibras \u00f3pticas utilizando vidro de l\u00e2mpadas fluorescentes, que seriam descartadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>DESENVOLVIMENTO SUSTENT\u00c1VEL<\/h4>\n<p>Uma vantagem de usar essa tecnologia na confec\u00e7\u00e3o dos dormentes \u00e9 que cerca de 30% do seu corpo \u00e9 formado por sobras de outros processos da constru\u00e7\u00e3o civil, isso reduz os gastos na produ\u00e7\u00e3o e evita que tais rejeitos sejam lan\u00e7ados no meio ambiente. Mariana explica que para a fabrica\u00e7\u00e3o dos dormentes, com o uso da nova mistura, n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios grandes investimentos adicionais em estruturas de produ\u00e7\u00e3o industriais j\u00e1 existentes. \u201cNa an\u00e1lise econ\u00f4mica outro resultado levantado foi quanto aos custos, mesmo considerando aspectos log\u00edsticos, usar os res\u00edduos que seriam descartados, torna o dormente consideravelmente mais barato,\u201d relata.<\/p>\n<p>Para proteger a ideia e garantir os direitos sobre a explora\u00e7\u00e3o do produto, foi feito o registro de patente do Ecodor. \u201cPor ter caracter\u00edsticas de um produto que visa \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o de impactos ambientais, recebemos uma \u2018patente verde\u2019 que tem prioridade durante o processo de avalia\u00e7\u00e3o da concess\u00e3o do Inpi \u2013 Instituto Nacional da Propriedade Industrial,\u201d conta Mariana.<\/p>\n<p>As professoras tamb\u00e9m ressaltam a import\u00e2ncia da representatividade feminina na pesquisa. \u201c\u00c9 muito bacana ver um projeto todo realizado por tr\u00eas mulheres, sobretudo no ramo da constru\u00e7\u00e3o civil, que \u00e9 um ambiente majoritariamente masculino,\u201d conta Mariana. Para a professora Z\u00e9lia, ainda \u00e9 poss\u00edvel destacar que \u201cmuitas vezes ficamos envolvidos apenas em pesquisas nos laborat\u00f3rios, misturar as \u00e1reas de conhecimento d\u00e1 uma finalidade pr\u00e1tica ao que \u00e9 estudado. A pesquisa sai do laborat\u00f3rio e alcan\u00e7a um prop\u00f3sito social\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=X9kjM8gt3AE&amp;feature=share\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Veja o v\u00eddeo produzido pela organiza\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Assessoria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Otimizar a amplia\u00e7\u00e3o de linhas f\u00e9rreas sem agredir o meio ambiente \u00e9 o objetivo do projeto Ecodor, que prop\u00f5e a fabrica\u00e7\u00e3o de dormentes de linha &#8211; pe\u00e7as transversais que oferecem sustenta\u00e7\u00e3o aos trilhos &#8211; com o uso de res\u00edduos da constru\u00e7\u00e3o civil. 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