{"id":85151,"date":"2017-11-13T18:33:04","date_gmt":"2017-11-13T20:33:04","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/11\/13\/programa-de-recuperacao-de-areas-degradadas-na-amazonia-ganha-nova-versao\/"},"modified":"2017-11-13T18:33:04","modified_gmt":"2017-11-13T20:33:04","slug":"programa-de-recuperacao-de-areas-degradadas-na-amazonia-ganha-nova-versao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=85151","title":{"rendered":"Programa de recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas na Amaz\u00f4nia ganha nova vers\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Como evitar o avan\u00e7o da agricultura sobre a Floresta Amaz\u00f4nica e, ao mesmo tempo, garantir a atividade agr\u00edcola com sustentabilidade nas \u00e1reas j\u00e1 ocupadas. Este foi o ponto de partida do Projeto de Recupera\u00e7\u00e3o de \u00c1reas Degradas na Amaz\u00f4nia (Pradam), que come\u00e7ou em 2010 e agora vai dar lugar a um novo programa.<\/p>\n<p>O Programa Especial Pradam foi apresentado no Semin\u00e1rio de Balan\u00e7o e Expectativas sobre a iniciativa, no audit\u00f3rio da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA).<\/p>\n<p>Resultado de parceria entre o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) e a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO), o projeto usou levantamento feito entre 2004 e 2014 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), chamado Terra Class, para mapear a regi\u00e3o e identificar as \u00e1reas degradadas e, a partir da\u00ed, iniciar um trabalho de informa\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o dos agricultores.<\/p>\n<p>Ao fazer o balan\u00e7o dos sete anos do projeto, o coordenador nacional do Pradam, Elvison Nunes Ramos, disse que levar conhecimento tecnol\u00f3gico ao produtor rural da Amaz\u00f4nia era o primeiro passo para a mudan\u00e7a de paradigma na agricultura da regi\u00e3o. \u201cO agricultor precisa de orienta\u00e7\u00e3o para produzir com sustentabilidade. Mas, para isso, ele precisa produzir de maneira rent\u00e1ve,l sem ter que avan\u00e7ar sobre a floresta. E, com orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica correta, ele pode triplicar a renda liquida. Ou seja, ele \u00e9 o personagem principal da mudan\u00e7a\u201d afirmou.<\/p>\n<p>Elvison Ramos admitiu que hoje a assist\u00eancia t\u00e9cnica na \u00e1rea rural, em todo o Brasil, e n\u00e3o apenas na Amaz\u00f4nia, est\u00e1 enfraquecida porque os estados est\u00e3o sem recursos. E um dos pontos positivos do Pradam foi chamar a aten\u00e7\u00e3o para o problema.<\/p>\n<p>\u201cSem a seguran\u00e7a da assist\u00eancia t\u00e9cnica, n\u00e3o h\u00e1 como sensibilizar o agricultor a trocar suas pr\u00e1ticas antigas, aprendidas com os pais e com os av\u00f3s, por novas tecnologias.<\/p>\n<p><strong>Mudando paradigmas<\/strong><\/p>\n<p>Nesse processo de capacita\u00e7\u00e3o, uma das parcerias mais importantes na Amaz\u00f4nia tem sido o Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ligado \u00e0 CNA, que se incumbiu de levar aos produtores as tecnologias desenvolvidas pela Embrapa. Mauro Faria, assessor t\u00e9cnico do Senar, disse que foram mobilizados agr\u00f4nomos, veterin\u00e1rios e uma equipe educacional de pedagogos, porque era preciso adequar a linguagem tecnol\u00f3gica, cient\u00edfica, \u00e0 linguagem do produtor rural.<\/p>\n<p>\u201cQuando o produtor sentir que. usando as novas tecnologias, ele vai proteger o solo para novos plantios e n\u00e3o ter\u00e1 que desmatar mais adiante. Porque isso n\u00e3o trar\u00e1 mais nenhuma vantagem para ele\u201d, afirmou Faria. De acordo com o assessor do Senar, isso vale tanto para o pequeno agricultor quanto para o agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p><strong>Do projeto para o programa<\/strong><\/p>\n<p>Para um projeto se tornar um programa, no entanto, \u00e9 preciso dinheiro. Segundo o coordenador do Pradam, o or\u00e7amento do novo programa deve ficar entre US$20 milh\u00f5es e US$30 milh\u00f5es, e as fontes ter\u00e3o que ser grandes fundos de financiamento e bancos de investimentos internacionais. O Brasil, por\u00e9m, j\u00e1 n\u00e3o tem mais acesso a esses grandes fundos, destinados preferencialmente a projetos de pa\u00edses pobres, porque j\u00e1 subiu de patamar socioecon\u00f4mico, disse Elvisson Ramos.<\/p>\n<p>Ele informou que o Minist\u00e9rio da Agricultura vem buscando parcerias l\u00e1 fora, e algumas j\u00e1 est\u00e3o bem encaminhadas.<\/p>\n<p>Parceira do Pradam desde o in\u00edcio, a FAO aposta no programa que substituir\u00e1 o projeto. Gustavo Chianca, assessor da FAO no Brasil, citou o Fundo Verde do Clima como um eventual apoiador e v\u00ea com otimismo as chances de superar as dificuldades de financiamento: \u201cO Brasil tem muita li\u00e7\u00e3o a dar ao mundo sobre sustentabilidade, sobre como produzir mais com menos\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como evitar o avan\u00e7o da agricultura sobre a Floresta Amaz\u00f4nica e, ao mesmo tempo, garantir a atividade agr\u00edcola com sustentabilidade nas \u00e1reas j\u00e1 ocupadas. Este foi o ponto de partida do Projeto de Recupera\u00e7\u00e3o de \u00c1reas Degradas na Amaz\u00f4nia (Pradam), que come\u00e7ou em 2010 e agora vai dar lugar a um novo programa. 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