{"id":84365,"date":"2017-10-31T17:11:10","date_gmt":"2017-10-31T19:11:10","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/10\/31\/com-mais-de-61-mil-assassinatos-brasil-tem-recorde-de-homicidios-em-2016\/"},"modified":"2017-10-31T17:11:10","modified_gmt":"2017-10-31T19:11:10","slug":"com-mais-de-61-mil-assassinatos-brasil-tem-recorde-de-homicidios-em-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=84365","title":{"rendered":"Com mais de 61 mil assassinatos, Brasil tem recorde de homic\u00eddios em 2016"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil registrou 61,6 mil mortes violentas em 2016, de acordo com o Anu\u00e1rio Brasileiro da Seguran\u00e7a P\u00fablica divulgado nessa segunda-feira, 30. O n\u00famero, que contabiliza latroc\u00ednios, homic\u00eddios e les\u00f5es seguidas de morte, representa um crescimento de 3,8% em compara\u00e7\u00e3o com 2015, sendo o maior patamar da hist\u00f3ria do pa\u00eds. Em m\u00e9dia, foram contabilizados 7 assassinatos por hora. Com o crescimento do n\u00famero de mortes intencionais, a taxa de homic\u00eddios no Brasil por 100 mil habitantes ficou em 29,9.<\/p>\n<p>O Rio de Janeiro \u00e9 o estado com maior n\u00famero de v\u00edtimas (6,2 mil) e registrou o segundo maior crescimento na quantidade de casos, 24,3% em rela\u00e7\u00e3o a 2015. Foram registrados 37,6 homic\u00eddios para cada 100 mil habitantes no estado.<\/p>\n<p>A maior taxa de assassinatos foi, no entanto, verificada em Sergipe com 64 casos para cada grupo de 100 mil. Em n\u00fameros absolutos, o estado teve 1,4 mil mortes violentas em 2016, uma alta de 11,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>A maior eleva\u00e7\u00e3o no n\u00famero de assassinatos ocorreu no Amap\u00e1 que teve 250 casos em 2015 e chegou a 388 em 2016, uma alta de 52,1%. O Rio Grande do Norte foi o terceiro em crescimento no n\u00famero de mortes (18%). Com 1,9 mil casos, o estado tem a segunda maior taxa de assassinatos para cada 100 mil habitantes no estado \u2013 56,9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>VIOL\u00caNCIA CONTRA A MULHER<\/h4>\n<p>O anu\u00e1rio trouxe ainda, pela primeira vez, os dados dos feminic\u00eddios e assassinatos de mulheres. Em 2015 entrou em vigor a legisla\u00e7\u00e3o nacional que determinou que assassinatos cometidos contra mulheres em raz\u00e3o de g\u00eanero se tornassem agravante do homic\u00eddio. Em 2016, foram registrados 533 casos em todo o pa\u00eds que tiveram enquadramento na nova lei. Desses, 96 ocorreram no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Os crimes violentos contra mulheres somaram 4,6 mil casos em 2016, o que representa uma m\u00e9dia de um assassinato a cada duas horas. Os estupros totalizaram 49,5 mil ocorr\u00eancias, um crescimento de 3,5% em compara\u00e7\u00e3o com 2015.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>SOLU\u00c7\u00d5ES<\/h4>\n<p>A partir de experi\u00eancias que conseguiram reduzir a viol\u00eancia em outros pa\u00edses, como no Reino Unido, o professor da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), Rafael Alcadipani, defendeu pol\u00edticas que atuem para diminuir a reincid\u00eancia e melhorar a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o mais pobre. \u201cA pessoa mais educada, com uma vida melhor, vai ter menos a gram\u00e1tica da viol\u00eancia no seu cotidiano. No caso do Reino Unido, novas gera\u00e7\u00f5es que vieram de lares mais estruturados devido ao desenvolvimento econ\u00f4mico que houve no pa\u00eds nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990 tem a gram\u00e1tica da viol\u00eancia menos presente\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Ainda sobre os resultados obtidos na Inglaterra, o professor apontou como um bom exemplo o uso da liberdade condicional, em que os condenados s\u00e3o observados por funcion\u00e1rios especializados. \u201cEm vez de ser preso, ele vai ter uma pena que vai ser mudar o comportamento da sua vida\u201d, explicou. Enquanto no Brasil, Alcadipani v\u00ea como infrut\u00edfera a pol\u00edtica de encarceramento adotada como regra. \u201cVoc\u00ea n\u00e3o tem nenhuma efetividade de a\u00e7\u00e3o que impe\u00e7a que esse sujeito continue no meio do crime\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>Para reduzir o poder do crime organizado, o Brasil precisa, na opini\u00e3o do especialista, tamb\u00e9m discutir a legaliza\u00e7\u00e3o das drogas. \u201cO que resolve problema de fuzil e seguran\u00e7a p\u00fablica n\u00e3o \u00e9 controlar fronteira, porque ningu\u00e9m controla a sua fronteira. O Estados Unidos t\u00eam muito mais dinheiro e tecnologia e n\u00e3o controla a sua fronteira. O que controla esse tipo de crime \u00e9 justamente a regulamenta\u00e7\u00e3o do mercado das drogas. Se tem muito fuzil, muita arma pesada, voc\u00ea tem muito dinheiro na m\u00e3o do crime hoje\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil registrou 61,6 mil mortes violentas em 2016, de acordo com o Anu\u00e1rio Brasileiro da Seguran\u00e7a P\u00fablica divulgado nessa segunda-feira, 30. O n\u00famero, que contabiliza latroc\u00ednios, homic\u00eddios e les\u00f5es seguidas de morte, representa um crescimento de 3,8% em compara\u00e7\u00e3o com 2015, sendo o maior patamar da hist\u00f3ria do pa\u00eds. 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