{"id":83990,"date":"2017-10-25T20:45:54","date_gmt":"2017-10-25T22:45:54","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/10\/25\/audiencia-publica-destaca-o-trabalho-realizado-pela-casa-da-mulher\/"},"modified":"2017-10-25T20:45:54","modified_gmt":"2017-10-25T22:45:54","slug":"audiencia-publica-destaca-o-trabalho-realizado-pela-casa-da-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=83990","title":{"rendered":"Audi\u00eancia P\u00fablica destaca o trabalho realizado pela Casa da Mulher"},"content":{"rendered":"<p>O importante trabalho realizado pela Casa da Mulher em Juiz de fora foi reconhecido e debatido durante Audi\u00eancia P\u00fablica realizada na tarde dessa quarta-feira, 25, no Plen\u00e1rio da C\u00e2mara Municipal. O encontro proposto pelos vereadores Ana Rossignoli (PMDB), Cido Reis (PSB) e Charlles Evangelista (PP) foi organizado com intuito de levantar em conjunto com a popula\u00e7\u00e3o, quest\u00f5es relacionadas \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica sofrida por mulheres e o amparo que o munic\u00edpio oferece.<\/p>\n<p>\u201cA Casa da Mulher presta um servi\u00e7o de qualidade e de acolhimento \u00e0s juiz-foranas. Percebemos que muitas vezes, elas ficam com receio de denunciar, o que envolve uma s\u00e9rie de motivos. Primeiro que a mulher n\u00e3o tem para onde ir, depois, pelo medo de que a queixa possa acarretar a\u00e7\u00f5es violentas do agressor. Atrav\u00e9s desse debate, mostraremos para elas a import\u00e2ncia de denunciar, as consequ\u00eancias que podem ocorrer caso elas n\u00e3o falem, os locais onde elas podem recorrer, al\u00e9m dos servi\u00e7os que s\u00e3o prestados no munic\u00edpio\u201d, explicou a parlamentar do PMDB.<\/p>\n<p>Durante a audi\u00eancia, populares parabenizaram a casa, ao mesmo tempo em que uma usu\u00e1ria cobrou maior empenho da coordena\u00e7\u00e3o. Segundo ela, ap\u00f3s mudan\u00e7as na gest\u00e3o do espa\u00e7o, promovidas em fevereiro deste ano, alguns aspectos como suporte psicol\u00f3gico, falta de policiamento e ve\u00edculos para deslocamento das v\u00edtimas, deixar\u00e3o a desejar. \u201cEu realizo um projeto com mulheres em estado vulnerabilidade. Tentei apresentar essa proposta para a nova dire\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o consegui. Solicitei que uma das v\u00edtimas fosse at\u00e9 a casa e ela relatou que o local est\u00e1 sem a Pol\u00edcia Militar, o que a impediu de registrar uma queixa. Outro problema que tive acesso foi que os dois carros que s\u00e3o utilizados para transportar as mulheres est\u00e3o ocupados, um foi cedido a outra secretaria, e o outro s\u00f3 transporta a chefe da casa. Minha indaga\u00e7\u00e3o \u00e9 se eu poderia apresentar o meu movimento \u00e0 nova coordena\u00e7\u00e3o e saber se ele ter\u00e1 o mesmo suporte que tinha antes\u201d, disse a representante do movimento de combate ao machismo, Soraia Gomes, durante a reuni\u00e3o.<\/p>\n<p>A coordenadora da casa, Maria Luiza Moraes, afirmou desconhecer a narra\u00e7\u00e3o da usu\u00e1ria, mas admitiu que o local est\u00e1 sem o refor\u00e7o do policiamento. \u201cDesconhe\u00e7o esses fatos que a Soraia falou. Relacionado \u00e0 PM, realmente temos problemas. Hoje, temos uma militar que est\u00e1 gr\u00e1vida e se encontra em f\u00e9rias, mas, a patrulhar de viol\u00eancia dom\u00e9stica est\u00e1 presente na casa para atendimento. Sobre os ve\u00edculos, quando cheguei ao cargo em fevereiro, constatei que um havia sido emprestado pela outra gest\u00e3o \u00e0 Defesa civil. Entretanto ele foi retomado e se encontra dispon\u00edvel para a condu\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas. Al\u00e9m do mais, convido a cidad\u00e3 para conversar na casa\u201d, reiterou ela, acrescentando que uma reuni\u00e3o j\u00e1 foi marcada com representantes do 2\u00b0 Batalh\u00e3o da PM para tratar o assunto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>MULHERES EST\u00c3O MAIS CORAJOSAS<\/h4>\n<p>Desde 2013, a Casa da Mulher vem acolhendo e amparando as mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Ao longo desses quatro anos, a institui\u00e7\u00e3o j\u00e1 registrou 10.581 atendimentos, sendo 1308 em 2013, 1867 em 2014, 2231 em 2015, 3087 em 2016 e 2091 at\u00e9 setembro de 2017. Os n\u00fameros, apresentados durante audi\u00eancia, est\u00e3o associados aos crimes de agress\u00e3o f\u00edsica, psicol\u00f3gica, moral, patrimonial e sexual.<\/p>\n<p>De acordo com Maria Luiza, o aumento dos casos se deve ao encorajamento das mulheres e do aux\u00edlio que a Lei Maria da Penha proporciona. \u201cAo longo do per\u00edodo, o n\u00famero de mulheres que procuraram a Casa cresceu muito. Isso ocorreu em decorr\u00eancia do aumento da popula\u00e7\u00e3o, dos casos de viol\u00eancia e, o mais importante, da coragem que a mulher adquiriu para denunciar, em virtude do conhecimento e da prote\u00e7\u00e3o que a lei oferece, que veio para preservar e encorajar as mulheres quando s\u00e3o v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>MAIS POL\u00cdTICAS P\u00daBLICAS<\/h4>\n<p>A promotora de justi\u00e7a que atua na Promotoria da Mulher no munic\u00edpio, Nicole Frossard de Filippo, reconheceu a efici\u00eancia da legisla\u00e7\u00e3o, que homenageia uma farmac\u00eautica cearense de nome Maria da Penha Maia Fernandes, que lutou por mais de 20 anos para ver seu agressor preso, e h\u00e1 11 anos protege as mulheres de abusos e agress\u00f5es. Contudo, ela defendeu que h\u00e1 necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para o tema. \u201cA lei \u00e9 uma reeduca\u00e7\u00e3o para a sociedade, mas ainda n\u00e3o \u00e9 o suficiente. Devem existir outros trabalhos, como por exemplo, para uma adolescente que fica gr\u00e1vida e precisa sair da escola. Ela deixa de ter o futuro garantido e se submete ao pai daquele filho, j\u00e1 que os pais n\u00e3o a querem dentro de casa. Tem mulheres que vivem h\u00e1 30 anos com o agressor, em raz\u00e3o de ter come\u00e7ado a vida matrimonial de forma precoce sem essa perceptiva. Ter estudo, emprego e ser independente \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o de \u2018empoderamento\u2019, que \u00e9 uma forma de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso que os pais forne\u00e7am uma educa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria, no sentido de que homens e mulheres t\u00eam os mesmos direitos e deveres\u201d, lembrou.<\/p>\n<p>A delegada da mulher, Ione Barbosa, comentou que o poder p\u00fablico precisa, cada vez mais, escandalizar os casos de viol\u00eancia contra a mulher, como forma de que elas se sintam acolhidas. \u201cA Casa da Mulher \u00e9 uma pol\u00edtica p\u00fablica que encoraja as mulheres e temos que reconhecer esse m\u00e9rito. Nosso pa\u00eds est\u00e1 em quinto lugar como o mais violento do mundo para a mulher, uma triste realidade, e o trabalho desempenhado pela casa, pela delegacia \u00e9 no sentido de amenizar essa situa\u00e7\u00e3o deplor\u00e1vel. Vivemos em uma cultura machista e \u00e9 preciso mostrar para a sociedade as consequ\u00eancias do estupro, da viol\u00eancia dom\u00e9stica, da pedofilia e acolher as mulheres nessa situa\u00e7\u00e3o\u201d, pontuou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O importante trabalho realizado pela Casa da Mulher em Juiz de fora foi reconhecido e debatido durante Audi\u00eancia P\u00fablica realizada na tarde dessa quarta-feira, 25, no Plen\u00e1rio da C\u00e2mara Municipal. O encontro proposto pelos vereadores Ana Rossignoli (PMDB), Cido Reis (PSB) e Charlles Evangelista (PP) foi organizado com intuito de levantar em conjunto com a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":96,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[253],"tags":[],"class_list":["post-83990","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/83990","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/96"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=83990"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/83990\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=83990"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=83990"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=83990"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}