{"id":83746,"date":"2017-10-23T14:59:09","date_gmt":"2017-10-23T16:59:09","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/10\/23\/ciclista-voluntario-da-rodas-da-paz-morre-apos-ser-atropelado-em-brasilia\/"},"modified":"2017-10-23T14:59:09","modified_gmt":"2017-10-23T16:59:09","slug":"ciclista-voluntario-da-rodas-da-paz-morre-apos-ser-atropelado-em-brasilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=83746","title":{"rendered":"Ciclista volunt\u00e1rio da Rodas da Paz morre ap\u00f3s ser atropelado em Bras\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>O ciclista Raul Arag\u00e3o, volunt\u00e1rio da ONG Rodas da Paz, morreu neste domingo, 22, ap\u00f3s ter sido atropelado enquanto pedalava na Asa Norte, em Bras\u00edlia. Defensor da bicicleta como forma de mobilidade e mobiliza\u00e7\u00e3o contra a viol\u00eancia no tr\u00e2nsito, Raul foi atingido por um carro por volta das 14h de s\u00e1bado, 21.<\/p>\n<p>Socorrido, ele chegou a passar por procedimentos m\u00e9dicos, mas n\u00e3o resistiu e faleceu na manh\u00e3 de hoje (22), enquanto estava internado na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital de Base do Distrito Federal.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es do atropelamento ainda n\u00e3o foram completamente esclarecidas. De acordo com a Pol\u00edcia Civil do DF, o condutor do ve\u00edculo \u00e9 um jovem de 18 anos que, por solicita\u00e7\u00e3o do pai, ir\u00e1 depor em outro momento, pois estava \u201cmuito abalado\u201d ap\u00f3s o ocorrido. O ciclista foi conduzido ao hospital em estado grave e desacordado.<\/p>\n<p>Raul Arag\u00e3o, de 23 anos, era estudante de sociologia na Universidade de Bras\u00edlia e gostava de usar somente a bicicleta para se locomover. De acordo com Bruno Leite, coordenador da ONG Rodas da Paz, Raul acreditava que Bras\u00edlia tem condi\u00e7\u00f5es de ser uma cidade para todos, onde pedestres, ciclistas e motoristas de ve\u00edculos circulem em harmonia. A 2\u00aa Delegacia de Pol\u00edcia \u00e9 respons\u00e1vel pela investiga\u00e7\u00e3o do caso.<\/p>\n<p>\u201cA gente fica indignado com uma sociedade igual \u00e0 nossa que \u00e9 capaz de produzir uma morte dessas num s\u00e1bado a tarde\u201d, lamentou Leite, informando que o ciclista atuava em dois projetos volunt\u00e1rios pela organiza\u00e7\u00e3o: o perfil dos ciclistas em pequenas cidades e uma contagem do n\u00famero de usu\u00e1rios de bicicleta do Distrito Federal.<\/p>\n<p>Sobre um desses trabalhos, o pr\u00f3prio Raul Arag\u00e3o chegou a postar uma foto no seu perfil do Facebook no dia 16 de agosto, com o seguinte coment\u00e1rio: \u201cHoje eu acordei \u00e0s 4h45 para realizar uma pesquisa de fluxo de ciclistas na Cidade Estrutural. Ao fim do dia, quando o cansa\u00e7o e o estresse j\u00e1 estavam no \u00e1pice, eu vi esse ciclista que saiu para pedalar com as duas filhas, a mais nova na cadeirinha no guid\u00e3o e a mais velha na garupa. Ao subirem a passarela, o pai deixa as duas filhas descerem da bicicleta, assiste ao p\u00f4r do sol, d\u00e1 meia volta e segue provavelmente para casa. Eles n\u00e3o sabem, mas naquele momento foi como se eu tivesse largado todo peso das minhas costas e pego carona na garupa com eles.\u201d<\/p>\n<p>Segundo o colega de ciclismo de Raul, fatalidades como essa levantam a discuss\u00e3o sobre os limites de velocidade em determinadas ruas, j\u00e1 que na Avenida L2, onde aconteceu o atropelamento, os carros podem chegar a at\u00e9 60 quil\u00f4metros por hora. \u201cA L2 atravessa acidade e passa por escolas, hospitais, universidades. A gente n\u00e3o tem informa\u00e7\u00f5es sobre as condi\u00e7\u00f5es do acidente.<\/p>\n<p>Mas pensando em uma cidade que seja apta para pedestres e ciclistas, temos que discutir essas quest\u00f5es de limite de velocidade. Se a gente quer ter uma cidade para todos, com mais seguran\u00e7a, temos que trabalhar essa quest\u00e3o dos limites de velocidade, que \u00e0s vezes voc\u00ea pode evitar uma morte\u201d, disse, referindo-se a uma orienta\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade de que vias como essa deveriam ter limite m\u00e1ximo de 50 Km\/h.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de participar de competi\u00e7\u00f5es de ciclistas em diferentes cidades brasileiras e eventos com bicicletas de rodas fixas, Raul Arag\u00e3o tamb\u00e9m era adepto de a\u00e7\u00f5es como o Pedalando Contra as Drogas 2017, que aconteceu em setembro no Recife. Em recente postagem na rede social, o estudante descreveu o amor pela atividade e, ao mesmo tempo, o medo que os ciclistas sentem ao andar nas ruas das grandes cidades brasileiras. \u201cPerigoso \u00e9 essa galera dirigindo que nem doido, andar de bike \u00e9 suave\u201d.<\/p>\n<p>Homenagem<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre vel\u00f3rio e sepultamento do corpo de Raul, que ainda n\u00e3o foi liberado do Instituto M\u00e9dico-Legal.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) Rodas da Paz marcou para a pr\u00f3xima sexta-feira, 27, \u00e0s 19h, uma Bicicletada Nacional em homenagem a Raul e a todas as v\u00edtimas da viol\u00eancia no tr\u00e2nsito. Al\u00e9m de Bras\u00edlia, tr\u00eas cidades j\u00e1 confirmaram participa\u00e7\u00e3o no ato: Recife, Salvador e Porto Alegre.<\/p>\n<p>\u201cEm todas as fotos, voc\u00ea est\u00e1 ou sorrindo ou compartilhando \u2013 carinho, informa\u00e7\u00e3o, sua energia super positiva \u2013- ou, na maioria das vezes, as duas coisas ao mesmo tempo. Valeu demais, Raulzito, um dos volunt\u00e1rios mais queridos e participativos da Rodas da Paz e de outros grupos volunt\u00e1rios\u201d, escreveram os membros da ONG, tamb\u00e9m no Facebook.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ciclista Raul Arag\u00e3o, volunt\u00e1rio da ONG Rodas da Paz, morreu neste domingo, 22, ap\u00f3s ter sido atropelado enquanto pedalava na Asa Norte, em Bras\u00edlia. Defensor da bicicleta como forma de mobilidade e mobiliza\u00e7\u00e3o contra a viol\u00eancia no tr\u00e2nsito, Raul foi atingido por um carro por volta das 14h de s\u00e1bado, 21. 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