{"id":83333,"date":"2017-10-17T22:07:43","date_gmt":"2017-10-18T00:07:43","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/10\/17\/mp-propoe-revogacao-da-portaria-que-dificulta-pena-de-trabalho-escravo\/"},"modified":"2017-10-17T22:07:43","modified_gmt":"2017-10-18T00:07:43","slug":"mp-propoe-revogacao-da-portaria-que-dificulta-pena-de-trabalho-escravo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=83333","title":{"rendered":"MP prop\u00f5e revoga\u00e7\u00e3o da portaria que dificulta pena de trabalho escravo"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho encaminharam nessa ter\u00e7a-feira, 17, ao ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, uma recomenda\u00e7\u00e3o para que revogue a Portaria 1.129, &#8220;por v\u00edcio de ilegalidade&#8221;, e d\u00e1 prazo de dez dias para resposta.<\/p>\n<p>Em quatro p\u00e1ginas, a recomenda\u00e7\u00e3o diz que a portaria contraria o C\u00f3digo Penal, decis\u00f5es do Supremo Tribunal Federal e decis\u00f5es de inst\u00e2ncias internacionais como a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) e a Corte Interamericana de Direitos Humanos, al\u00e9m de enfraquecer a Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A portaria determina, entre outras coisas, que a inclus\u00e3o de empresas na &#8220;lista suja&#8221; do trabalho escravo depende de ato do ministro, o que tira autonomia da \u00e1rea t\u00e9cnica. Ela tamb\u00e9m muda procedimentos de fiscaliza\u00e7\u00e3o, tornando mais dif\u00edcil a comprova\u00e7\u00e3o do il\u00edcito.<\/p>\n<p>Na recomenda\u00e7\u00e3o, a procuradora da Rep\u00fablica Ana Carolina Alves Ara\u00fajo Roman, o procurador do Trabalho Tiago Muniz Cavalcante e as subprocuradoras Luiza Cristina Fonseca Frischeisen e Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira dizem que a Portaria \u00e9 &#8220;manifestamente ilegal&#8221; porque contr\u00e1ria o que prev\u00ea o artigo 149 do C\u00f3digo Penal e as conven\u00e7\u00f5es 29 e 105 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho, &#8220;ao condicionar a caracteriza\u00e7\u00e3o do trabalho escravo contempor\u00e2neo \u00e0 restri\u00e7\u00e3o da liberdade de locomo\u00e7\u00e3o da v\u00edtima.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo os procuradores, o trabalho escravo tamb\u00e9m pode ser configurado como a submiss\u00e3o a trabalhos for\u00e7ados, a jornada exaustiva de trabalho, a submiss\u00e3o a condi\u00e7\u00f5es degradantes, o cerceamento do uso de meios de transporte por parte do trabalhador, a manuten\u00e7\u00e3o de vigil\u00e2ncia ostensiva no local de trabalho ou o apoderamento de documentos e objetos pessoais do trabalhador como meio de mant\u00ea-lo no local de trabalho.<\/p>\n<p>Eles lembram ainda que o Brasil foi recentemente condenado na Corte Interamericana de Direitos Humanos e na ocasi\u00e3o foi previsto de forma expressa que n\u00e3o poderia haver retrocessos na pol\u00edtica brasileira de combate \u00e0 erradica\u00e7\u00e3o do trabalho em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>Os procuradores alertam tamb\u00e9m para o fato que a portaria muda as regras para inclus\u00e3o de empresas que utilizam trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o, &#8220;atentando contra as diretrizes tra\u00e7adas pela Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o e fragilizando um importante instrumento de transpar\u00eancia dos atos governamentais que contribui significativamente para o combate ao trabalho escravo contempor\u00e2neo.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho encaminharam nessa ter\u00e7a-feira, 17, ao ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, uma recomenda\u00e7\u00e3o para que revogue a Portaria 1.129, &#8220;por v\u00edcio de ilegalidade&#8221;, e d\u00e1 prazo de dez dias para resposta. 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