{"id":82284,"date":"2017-10-02T15:20:32","date_gmt":"2017-10-02T18:20:32","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/10\/02\/ministerio-do-trabalho-afirma-que-sindicatos-nao-poderao-descontar-de-trabalhador-nao-filiado\/"},"modified":"2017-10-02T15:20:32","modified_gmt":"2017-10-02T18:20:32","slug":"ministerio-do-trabalho-afirma-que-sindicatos-nao-poderao-descontar-de-trabalhador-nao-filiado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=82284","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio do Trabalho afirma que Sindicatos n\u00e3o poder\u00e3o descontar de trabalhador n\u00e3o filiado"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) deve entrar com a\u00e7\u00f5es coletivas para impedir que os sindicatos descontem as novas contribui\u00e7\u00f5es de trabalhadores, s\u00f3cios ou n\u00e3o das entidades. Para o procurador do trabalho Henrique Correia, esse posicionamento das centrais &#8220;\u00e9 ilegal de acordo com a reforma rec\u00e9m-aprovada&#8221;. &#8220;Ela (a reforma trabalhista) estabelece que a pessoa que n\u00e3o \u00e9 filiada e n\u00e3o autorizou n\u00e3o pode ser descontada.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo ele, se os sindicatos firmarem conven\u00e7\u00e3o prevendo o desconto, ele ser\u00e1 ilegal, pois a pr\u00f3pria reforma &#8220;pro\u00edbe isso em seu artigo 661-b&#8221;. &#8220;N\u00e3o pode ter negocia\u00e7\u00e3o sobre os pontos abaixo e entre eles est\u00e1 o de que n\u00e3o pode ser imposta contribui\u00e7\u00e3o para quem n\u00e3o \u00e9 sindicalizado.&#8221;<\/p>\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF), segundo Correia, j\u00e1 decidiu proibir o desconto de quem n\u00e3o \u00e9 filiado em sua S\u00famula 40 (ela trata da contribui\u00e7\u00e3o confederativa). Para Correia tanto faz o nome que se d\u00ea \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o &#8211; assistencial ou negocial -, pois o princ\u00edpio seria o mesmo. &#8220;Para contribuir tem de se dar essa autoriza\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>A expectativa do procurador \u00e9 que a a\u00e7\u00e3o dos sindicatos seja contrastada no Judici\u00e1rio. &#8220;At\u00e9 o STF vai se pronunciar novamente pela ilegalidade e inconstitucionalidade dessas contribui\u00e7\u00f5es. Mas, se vier uma nova lei ou uma medida provis\u00f3ria, a\u00ed ser\u00e1 outro caso.&#8221; O procurador afirma ainda que o trabalhador que for descontado a partir de 11 de novembro &#8211; quando a reforma entra em vigor &#8211; deve procurar o MPT e denunciar. &#8220;Eu tenho v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es p\u00fabicas contr\u00e1rias \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o de quem n\u00e3o \u00e9 filiado. Com certeza o MPT deve entrar com a\u00e7\u00f5es coletivas.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Professores<\/strong><\/p>\n<p>Para a professora de Direito do Trabalho da PUC-SP Fab\u00edola Marques, a estrat\u00e9gia defendida pela maioria das centrais para cobrar a contribui\u00e7\u00e3o de todos os trabalhadores \u00e9 ilegal. De acordo com ela, a autoriza\u00e7\u00e3o exigida pela reforma deve ser pessoal. A assembleia pode decidir somente pela cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o dos associados.<\/p>\n<p>&#8220;A legisla\u00e7\u00e3o foi mal elaborada e tem falhas que os sindicatos e as centrais est\u00e3o tentando descobrir para retomar as contribui\u00e7\u00f5es e permitir, por meio de conven\u00e7\u00e3o coletiva, a sua aplica\u00e7\u00e3o.&#8221; Segundo ela, em muitos casos, isso ser\u00e1 poss\u00edvel, mas as novas contribui\u00e7\u00f5es s\u00f3 devem ser cobradas dos associados. &#8220;Creio que esse ser\u00e1 o entendimento do Judici\u00e1rio.&#8221; Como na assembleia s\u00f3 votam s\u00f3cios, a contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia atingir os demais trabalhadores. &#8220;H\u00e1 quem tenha uma ideia mais restritiva e diga que o negociado s\u00f3 prevalece sobre o legislado para os s\u00f3cios dos sindicatos, pois s\u00f3 eles votam nas assembleias.&#8221;<\/p>\n<p>J\u00e1 o professor de Direito do Trabalho da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) Ot\u00e1vio Pinto e Silva afirmou que o plano dos sindicatos deve ter respaldo no Judici\u00e1rio por causa da lei que institui as centrais, em 2008. &#8220;A lei das centrais j\u00e1 dizia que a contribui\u00e7\u00e3o sindical compuls\u00f3ria vigoraria at\u00e9 que uma lei regulasse uma contribui\u00e7\u00e3o negocial vinculada ao exerc\u00edcio da negocia\u00e7\u00e3o coletiva, que seria aprovada em assembleia da categoria.&#8221;<\/p>\n<p>Para ele, como o sindicato representa a categoria e n\u00e3o s\u00f3 os associados, a aprova\u00e7\u00e3o na assembleia vincularia a todos. &#8220;\u00c9 claro que essa interpreta\u00e7\u00e3o fica sujeita a chuvas e trovoadas. Pode haver impugna\u00e7\u00e3o individual do trabalhador ou por meio de a\u00e7\u00e3o coletiva do MPT&#8221;, afirmou. Para, ele o princ\u00edpio da contribui\u00e7\u00e3o vale tamb\u00e9m para empregadores. &#8220;S\u00f3 que no caso deles, a contribui\u00e7\u00e3o seria vinculada ao capital social da empresa&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;Da reda\u00e7\u00e3o\/ Colabora\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) deve entrar com a\u00e7\u00f5es coletivas para impedir que os sindicatos descontem as novas contribui\u00e7\u00f5es de trabalhadores, s\u00f3cios ou n\u00e3o das entidades. 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