{"id":81863,"date":"2017-09-26T18:48:08","date_gmt":"2017-09-26T21:48:08","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/09\/26\/cresce-numero-de-pedidos-de-asilo-de-venezuelanos-na-uniao-europeia\/"},"modified":"2017-09-26T18:48:08","modified_gmt":"2017-09-26T21:48:08","slug":"cresce-numero-de-pedidos-de-asilo-de-venezuelanos-na-uniao-europeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=81863","title":{"rendered":"Cresce n\u00famero de pedidos de asilo de venezuelanos na Uni\u00e3o Europeia"},"content":{"rendered":"<p>Os pedidos de asilo na Uni\u00e3o Europeia (UE) ca\u00edram pela metade e a origem dos requerentes variou. S\u00edrios, afeg\u00e3os e iraquianos registraram menos pedidos, enquanto venezuelanos e guineenses solicitaram mais. \u00c9 o que mostram n\u00fameros do escrit\u00f3rio estat\u00edstico da Uni\u00e3o Europeia, a Eurostat.<\/p>\n<p>Entre migrantes de 145 pa\u00edses que pediram asilo na UE, tr\u00eas se destacaram pelo aumento nas solicita\u00e7\u00f5es: Venezuela, Bangladesh e Guin\u00e9. Os venezuelanos apresentaram, apenas no segundo trimestre deste ano, 2.695 pedidos, ou seja, 164% a mais do que no mesmo per\u00edodo do ano passado. Entre os cidad\u00e3os de Bangladesh foram feitos 5.530 pedidos (88% a mais) e os da Guin\u00e9, 4.560 pedidos (65% a mais do que no per\u00edodo hom\u00f3logo de 2016).<\/p>\n<p>De julho de 2016 a junho deste ano, foram registrados 8.815 pedidos de asilos de cidad\u00e3os da Venezuela nos estados-membros da UE. No Brasil, o n\u00famero de pedidos de ref\u00fagio de venezuelanos mais que quadruplicou nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n<p>O asilo \u00e9 uma forma de prote\u00e7\u00e3o internacional dada por um estado em seu territ\u00f3rio. \u00c9 concedido a pessoas que n\u00e3o podem procurar prote\u00e7\u00e3o em seu pa\u00eds de cidadania e\/ou resid\u00eancia, em particular por medo de serem perseguidas por motivos de ra\u00e7a, religi\u00e3o, nacionalidade,ou por pertencer a determinado grupo social ou opini\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>A quantidade de solicita\u00e7\u00f5es na UE, entre aqueles que fizeram o pedido pela primeira vez, diminuiu 54% no segundo trimestre de 2017, em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo hom\u00f3logo do ano passado. Os s\u00edrios foram os que mais contribu\u00edram para a diminui\u00e7\u00e3o global dos n\u00fameros, apresentando 76 mil candidaturas a menos. No entanto, seguem sendo os cidad\u00e3os com maiores n\u00fameros absolutos de requerimentos, com mais de 21 mil apenas entre abril e junho.<\/p>\n<p>No total, 161 mil pessoas de fora da UE solicitaram asilo nesses 3 meses, sendo que 149 mil (92%) o fizeram por primeira vez. O valor \u00e9 menos da metade dos 324 mil pedidos feitos no mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, os cidad\u00e3os que mais pediram asilo pela primeira vez foram os s\u00edrios (21.100 requerimentos), os nigerianos (9.800) e os afeg\u00e3os (9.700). Em n\u00fameros relativos, afeg\u00e3os e s\u00edrios tiveram 80% menos candidaturas e iraquianos 75% menos.<\/p>\n<p>Dos 21 mil s\u00edrios que se candidataram, cerca de 50% foram registados na Alemanha (9.700) e 10% na Gr\u00e9cia (2.300) e na \u00c1ustria (2.100). Entre os nigerianos, 70% (6.700) solicitaram asilo na It\u00e1lia, e entre os afeg\u00e3os, 36% (3.500) o fizeram na Alemanha.<\/p>\n<p>O maior n\u00famero de pedidos foi registrado na Alemanha (com mais de 42 mil candidatos pela primeira vez, ou 28% de todos os candidatos nos estados-membros da UE), seguido da It\u00e1lia (34.200 ou 23%), Fran\u00e7a (21.200, ou 14%), Gr\u00e9cia (10.600 ou 7%) e Reino Unido (7.700, ou 5%). Estes 5 estados-membros representaram cerca de 80% de todos os candidatos.<\/p>\n<p>A Alemanha, que em 2016 teve o maior n\u00famero de solicita\u00e7\u00f5es de asilo, no segundo trimestre deste ano registrou a maior diminui\u00e7\u00e3o em n\u00fameros absolutos, com 162 mil candidatos a menos. Em contraste, na It\u00e1lia, o n\u00famero de requerentes de asilo aumentou mais de 7.500; na Fran\u00e7a, 3.200; e na Espanha, 3 mil.<\/p>\n<p>Em termos relativos, a Rom\u00eania foi o pa\u00eds que registrou o maior aumento dos primeiros requerentes de asilo (6 vezes mais) no segundo trimestre de 2017 em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo trimestre de 2016.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>DECIS\u00d5ES SOBRE PEDIDOS DE ASILO<\/h4>\n<p>As autoridades nacionais dos estados-membros da UE emitiram 275.800 decis\u00f5es de primeira inst\u00e2ncia durante o segundo trimestre de 2017. Entre eles, 46% eram positivos. A Alemanha foi o pa\u00eds com mais decis\u00f5es emitidas (165.300), seguida pela Fran\u00e7a (27.100), It\u00e1lia (19.200), \u00c1ustria (14.200), Su\u00e9cia (13.400) e Reino Unido (6.600).<\/p>\n<p>A maioria das decis\u00f5es de primeira inst\u00e2ncia foram emitidas para os afeg\u00e3os (52.200), seguidos pelos s\u00edrios (39.300) e iraquianos (29.200). Os s\u00edrios receberam o maior n\u00famero de decis\u00f5es que concedem status de prote\u00e7\u00e3o (37.500 ou 95% de decis\u00f5es positivas), seguidas por afeg\u00e3os (25.000 ou 48%) e iraquianos (16.000, ou 55%).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>PEDIDOS EM 2016<\/h4>\n<p>Em 2016, ao longo de todo o ano, foram 1,2 milh\u00e3o de pedidos de asilo pela primeira vez. S\u00edrios, afeg\u00e3os e iraquianos foram os que mais solicitaram a prote\u00e7\u00e3o, representando pouco mais da metade todos os requerimentos. De cada 10 solicita\u00e7\u00f5es, 6 foram feitas na Alemanha.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pedidos de asilo na Uni\u00e3o Europeia (UE) ca\u00edram pela metade e a origem dos requerentes variou. 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