{"id":81048,"date":"2017-09-15T19:15:34","date_gmt":"2017-09-15T22:15:34","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/09\/15\/pesquisa-aponta-que-jovens-sao-os-mais-afetados-pela-crise-economica\/"},"modified":"2017-09-15T19:15:34","modified_gmt":"2017-09-15T22:15:34","slug":"pesquisa-aponta-que-jovens-sao-os-mais-afetados-pela-crise-economica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=81048","title":{"rendered":"Pesquisa aponta que jovens s\u00e3o os mais afetados pela crise econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<p>Os movimentos do mercado de trabalho mostram que a crise econ\u00f4mica atinge com mais intensidade os jovens, que t\u00eam mais dificuldade de conseguir emprego e mais chance de serem demitidos. A informa\u00e7\u00e3o foi divulgada nessa \u00faltima quinta-feira, 14, pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), na se\u00e7\u00e3o Mercado de Trabalho do blog da Carta de Conjuntura.<\/p>\n<p>De abril a junho deste ano, apenas 25% dos desempregados com idade entre 18 e 24 anos foram recolocados no mercado, atingindo um n\u00edvel bem abaixo do observado no in\u00edcio da pesquisa em 2012, de 37%.As an\u00e1lises s\u00e3o feitas com base nos microdados extra\u00eddos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnadc), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Os pesquisadores destacam que, al\u00e9m disso, entre os que perderam o emprego, o segmento dos mais jovens forma o grupo com maior perda percentual de ocupa\u00e7\u00e3o. De 2012 a 2017, os trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos que estavam ocupados e foram dispensados, passou de 5,2% para 7,2%.<\/p>\n<p>\u201cOs dados salariais revelam que, al\u00e9m de receber as menores remunera\u00e7\u00f5es, o grupo dos trabalhadores mais jovens apresenta queda de sal\u00e1rio [de 0,5% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2016]. Na outra ponta, os empregados com mais de 60 anos elevaram em 14% seus ganhos salariais, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o\u201d, diz o documento.<\/p>\n<p>De abril a junho deste ano, enquanto os empregados com mais de 60 anos receberam, em m\u00e9dia, R$2.881, aqueles com idade entre 18 e 24 anos obtiveram remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de R$1.122.<\/p>\n<p>Segundo o Ipea, no segundo trimestre, o pa\u00eds tinha aproximadamente 13,5 milh\u00f5es de desocupados, entre os quais 65% com idade inferior a 40 anos.<\/p>\n<p>Melhora no setor formal<\/p>\n<p>De acordo com o documento, embora ainda apresente um cen\u00e1rio ruim, os dados mais recentes da Pnadc mensal sinalizam melhora no mercado de trabalho brasileiro. No trimestre m\u00f3vel de maio a julho de 2017, a taxa de desemprego no pa\u00eds ficou em 12,8%, apresentando a quarta queda consecutiva. \u201cDe um modo geral, a melhora recente da ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 decorrente tanto de um aumento no n\u00famero de pessoas que conseguiram uma vaga no mercado de trabalho quanto de uma queda do n\u00famero de ocupados que perderam os seus empregos.\u201d, dizem os pesquisadores.<\/p>\n<p>No segundo trimestre deste ano, 31,7% dos trabalhadores que estavam desocupados no trimestre anterior conseguiram voltar ao mercado de trabalho, ou seja, uma expans\u00e3o de quase 3 pontos percentuais quando comparada ao observado no mesmo trimestre de 2016. Na outra ponta, o percentual de pessoas que ficaram desempregadas recuou de 3,6% no segundo trimestre do ano passado para 3,4% no mesmo per\u00edodo de 2017.<\/p>\n<p>\u201cA melhora do mercado de trabalho no segundo trimestre de 2017 foi decorrente de um maior dinamismo do mercado informal, que, sozinho. respondeu por 1 milh\u00e3o de um total de 1,3 milh\u00e3o de trabalhadores incorporados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o ocupada. De fato, dentre os trabalhadores que estavam desempregados e conseguiram nova ocupa\u00e7\u00e3o, 43% foram incorporados pelo mercado informal, 28% obtiveram uma vaga formal, 28% se tornaram conta pr\u00f3pria e 1% viraram empregadores\u201d, diz o estudo do Ipea.<\/p>\n<p>Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que, se por um lado, o mercado de trabalho formal vem perdendo o dinamismo ao longo dos \u00faltimos trimestres, no que se refere \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de vagas, por outro, ele vem reduzindo o ritmo de demiss\u00f5es e expandindo seus rendimentos a taxas superiores \u00e0s dos demais.<\/p>\n<p>De abril a junho passado, de todos os trabalhadores que foram demitidos, 32% estavam empregados no mercado formal, percentual este que \u00e9 10 pontos percentuais menor que o observado h\u00e1 dois anos. Adicionalmente, a alta de 3,6% dos sal\u00e1rios pagos pelo setor privado com carteira assinada \u00e9 maior que a dos informais, que teve queda de 2,9%, e a dos trabalhadores por conta pr\u00f3pria, que recuou 1,2%.<\/p>\n<p>No caso do setor informal, observa-se uma estabilidade ao longo do tempo \u2013 38% desses trabalhadores perdem o emprego a cada trimestre \u2013, sinalizando que o setor informal recebeu o maior n\u00famero de desempregados.<\/p>\n<p>\u201cEm termos agregados, o mercado formal continua sendo o principal empregador do pa\u00eds, com um contingente ocupado de 44 milh\u00f5es de trabalhadores, o que corresponde a 49% de toda a ocupa\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais categorias, observa-se que ao longo dos \u00faltimos anos, vem crescendo o n\u00famero de trabalhadores por \u201cconta pr\u00f3pria\u201d, enquanto o contingente de empregados no mercado formal mant\u00e9m-se est\u00e1vel. Como consequ\u00eancia, a participa\u00e7\u00e3o relativa dos trabalhadores informais no total da ocupa\u00e7\u00e3o recuou 2 pontos percentuais entre 2012 e 2017 \u2013 de 23% para 21%, e a do \u201cconta pr\u00f3pria\u201d avan\u00e7ou de 22% para 25%\u201d, dizem os pesquisadores.<\/p>\n<p>Expectativas<\/p>\n<p>Segundo a publica\u00e7\u00e3o, a expectativa para os pr\u00f3ximos meses \u00e9 de que a taxa de desemprego continue diminuindo lentamente, com a retomada gradual do crescimento da economia. \u201cNo entanto, a queda do desalento pode exercer press\u00f5es adicionais sobre a PEA [Popula\u00e7\u00e3o Economicamente Ativa], impedindo um recuo da taxa de desemprego mesmo em um cen\u00e1rio de expans\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o\u201d, diz o documento.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da taxa de desemprego (que est\u00e1 em 12,8%) s\u00f3 n\u00e3o foi maior porque entrou mais gente na PEA: alta de 1,6% no trimestre encerrado em julho. Segundo o Ipea, a parcela dos inativos desalentados, que achavam que n\u00e3o conseguiriam emprego, foi de 44,7% no segundo trimestre. Esse n\u00famero \u00e9 2,5% menor que o registrado no trimestre anterior, o que indica aumento da confian\u00e7a em alcan\u00e7ar uma vaga.<\/p>\n<p>Quanto aos sal\u00e1rios, os pesquisadores afirmam que as perspectivas s\u00e3o de continuidade de aumento dos rendimentos, principalmente em um cen\u00e1rio de infla\u00e7\u00e3o baixa. \u201cDessa forma, a tend\u00eancia \u00e9 que a massa salarial real continue a acelerar, contribuindo positivamente para a continuidade da retomada do crescimento do consumo das fam\u00edlias\u201d, diz a an\u00e1lise do Ipea.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os movimentos do mercado de trabalho mostram que a crise econ\u00f4mica atinge com mais intensidade os jovens, que t\u00eam mais dificuldade de conseguir emprego e mais chance de serem demitidos. 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