{"id":80897,"date":"2017-09-13T19:44:41","date_gmt":"2017-09-13T22:44:41","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/09\/13\/empresa-inicia-pre-monitoramento-em-bairros-para-projeto-aedes-do-bem\/"},"modified":"2017-09-13T19:44:41","modified_gmt":"2017-09-13T22:44:41","slug":"empresa-inicia-pre-monitoramento-em-bairros-para-projeto-aedes-do-bem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=80897","title":{"rendered":"Empresa inicia pr\u00e9-monitoramento em bairros para projeto Aedes do Bem\u2122"},"content":{"rendered":"<p>O Projeto Aedes do Bem\u2122 em Juiz de Fora entra em uma nova etapa. Nas \u00faltimas semanas, 140 armadilhas, conhecidas como ovitrampas, foram instaladas em quatro bairros, dando in\u00edcio ao per\u00edodo de pr\u00e9-monitoramento da popula\u00e7\u00e3o do Aedes aegypti selvagem nos locais a serem tratados e tamb\u00e9m na \u00e1rea-controle.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 conhecer o \u00edndice de infesta\u00e7\u00e3o desses mosquitos nas regi\u00f5es e o cen\u00e1rio antes do in\u00edcio da libera\u00e7\u00e3o dos mosquitos geneticamente modificados, prevista para ocorrer em outubro.<\/p>\n<p>Segundo a coordenadora de Suporte Cient\u00edfico da Oxitec do Brasil, Cec\u00edlia Kosmann, al\u00e9m dos tr\u00eas bairros que ser\u00e3o tratados &#8211; Vila Olavo Costa, Santa Luzia e Monte Castelo -, as armadilhas tamb\u00e9m foram instaladas no S\u00e3o Benedito. Chamado de \u00e1rea-controle, o \u00faltimo bairro servir\u00e1 de par\u00e2metro comparativo com os locais tratados, para que o projeto tenha precis\u00e3o sobre os resultados de supress\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o selvagem do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.<\/p>\n<p><strong>Como funciona<\/strong><\/p>\n<p>A ovitrampa se resume a um par de objetos simples: um pote de pl\u00e1stico e uma palheta de madeira. O pote tem capacidade de armazenamento de um litro e \u00e9 preto, j\u00e1 que o Aedes aegypti \u00e9 atra\u00eddo por cores escuras. A palheta \u00e9 uma esp\u00e1tula de madeira compensada, com um lado liso e outro rugoso.<\/p>\n<p>A palheta fica dentro do pote, onde tamb\u00e9m h\u00e1 \u00e1gua limpa \u2013 \u00e9 importante que uma parte da palheta esteja submergida e a outra se mantenha seca; isso porque os ovos da f\u00eamea do Aedes precisam secar antes de serem molhados, para ent\u00e3o eclodirem. \u201cO Aedes procura \u00e1gua limpa, mas coloca o ovo um pouco acima da linha da \u00e1gua\u201d, diz Cec\u00edlia.<\/p>\n<p>Para evitar que as ovitrampas sirvam inadvertidamente como criadouro de mosquito, elas s\u00e3o trocadas semanalmente, impedindo que qualquer ovo depositado ali tenha tempo de se desenvolver at\u00e9 gerar um mosquito adulto, algo que levaria, no m\u00ednimo, dez dias.<\/p>\n<p>As palhetas s\u00e3o ent\u00e3o encaminhadas ao laborat\u00f3rio da empresa, em Campinas (SP), onde \u00e9 feita a contagem dos ovos e a verifica\u00e7\u00e3o de quais deles s\u00e3o da esp\u00e9cie Aedes aegypti. \u201cO monitoramento come\u00e7ou a ser feito e ser\u00e1 mantido durante todo o projeto. Ele \u00e9 imprescind\u00edvel para acompanharmos de perto a evolu\u00e7\u00e3o do trabalho, para que possamos saber com precis\u00e3o o \u00edndice de infesta\u00e7\u00e3o do mosquito antes e ao longo das libera\u00e7\u00f5es dos mosquitos geneticamente modificados\u201d, ressalta Cec\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>Aedes do Bem\u2122 teve in\u00edcio em julho em JF<\/strong><\/p>\n<p>Desde o lan\u00e7amento do projeto, no dia 11 de julho, at\u00e9 o momento, j\u00e1 foram realizados diversos encontros com representantes dos conselhos de Sa\u00fade (locais e municipal), al\u00e9m do envolvimento com os Agentes Comunit\u00e1rios de Sa\u00fade (ACSs) e Agentes de Combate a Endemias \u2013 que passaram por treinamento \u2013, visitas \u00e0s Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade (UBSs), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Defesa Civil, Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, Centros de Refer\u00eancia de Assist\u00eancia Social (Cras), Uni\u00e3o de Bairros e Distritos de Juiz de Fora (Unijuf), Promotorias de Meio Ambiente e de Sa\u00fade, entre outros \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p>Atualmente, o trabalho de porta a porta nos bairros que receber\u00e3o o projeto tamb\u00e9m continua, com agentes da Oxitec e agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade divulgando amplamente as informa\u00e7\u00f5es para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os Aedes do Bem\u2122 s\u00e3o mosquitos machos, que n\u00e3o picam e n\u00e3o transmitem doen\u00e7as. Ao serem liberados na natureza, eles procuram as f\u00eameas selvagens do Aedes aegypti para acasalar. Seus descendentes herdam um gene autolimitante, que n\u00e3o persiste nem se espalha no meio ambiente. Esse gene que faz com que eles morram antes de atingir a idade adulta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;Fonte: Assessoria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Projeto Aedes do Bem\u2122 em Juiz de Fora entra em uma nova etapa. Nas \u00faltimas semanas, 140 armadilhas, conhecidas como ovitrampas, foram instaladas em quatro bairros, dando in\u00edcio ao per\u00edodo de pr\u00e9-monitoramento da popula\u00e7\u00e3o do Aedes aegypti selvagem nos locais a serem tratados e tamb\u00e9m na \u00e1rea-controle. 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