{"id":80574,"date":"2017-09-06T16:15:06","date_gmt":"2017-09-06T19:15:06","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/09\/06\/conab-aponta-recuperacao-do-setor-agricola-na-safra-2017-2018\/"},"modified":"2017-09-06T16:15:06","modified_gmt":"2017-09-06T19:15:06","slug":"conab-aponta-recuperacao-do-setor-agricola-na-safra-2017-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=80574","title":{"rendered":"Conab aponta recupera\u00e7\u00e3o do setor agr\u00edcola na Safra 2017\/2018"},"content":{"rendered":"<p>Agropecu\u00e1ria seguir\u00e1 como um dos motores da economia brasileira e dever\u00e1 recuperar a participa\u00e7\u00e3o no Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).<\/p>\n<p>Para a companhia, no entanto, alguns produtos ter\u00e3o que equilibrar a rela\u00e7\u00e3o entre oferta e demanda para garantirem a rentabilidade aos produtores. O produto que mais preocupa \u00e9 o milho, com um safra atual recorde e com um estoque que chega ao triplo do registrado na \u00faltima safra de 2015\/2016.<\/p>\n<p>&#8220;Se houver uma safra como foi a atual, recorde, isso traz uma press\u00e3o muito forte no mercado, dadas as condi\u00e7\u00f5es que a gente observa hoje de pre\u00e7os em queda&#8221;, diz o superintendente de Gest\u00e3o da Oferta da companhia, Wellington Silva Teixeira. &#8220;Saimos de um estoque de 7 milh\u00f5es de toneladas para 20 milh\u00f5es de toneladas de uma safra para outra. Isso traz preocupa\u00e7\u00e3o e a necessidade de que o produtor observe isso e possa calcular melhor o que vai plantar&#8221;.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise est\u00e1 no estudo Perspectivas para a Agropecu\u00e1ria, Safra 2017\/2018 apresentado hoje, 6, pela Conab. De acordo com a pesquisa, os pre\u00e7os dom\u00e9sticos do milho encontram-se abaixo do pre\u00e7o m\u00ednimo, sobretudo no Mato Grosso, estado com maior sensibilidade ao custo log\u00edstico. Em Sorriso (MT), as cota\u00e7\u00f5es do milho em julho fecharam a m\u00e9dia mensal em R$12 por 60 Kg e com tend\u00eancia de baixas ainda maiores, com o decorrer da colheita da segunda safra. O pre\u00e7o m\u00ednimo no estado \u00e9 R$16,50.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m da safra robusta de milho, a paridade de exporta\u00e7\u00e3o mais baixa nos portos brasileiros devido n\u00e3o s\u00f3 aos pre\u00e7os em Chicago, mas \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar frente ao real, bem como o alto custo de frete, ajudam a pressionar as cota\u00e7\u00f5es internas, causando apreens\u00e3o nos produtores que n\u00e3o enxergam no curto prazo sinal de melhora&#8221;, diz a pesquisa.<\/p>\n<p>A Conab aconselha o produtor a diminuir a \u00e1rea plantada ainda mais do que a proje\u00e7\u00e3o de 2% a 5% para que seja atingida uma produ\u00e7\u00e3o inferior a pelo menos 90 milh\u00f5es de toneladas. Em 2016\/17, houve aumento da \u00e1rea de primeira safra, al\u00e9m das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas excelentes que permitiram ao Brasil atingir um volume de 97,2 milh\u00f5es de toneladas, segundo a companhia. Atualmente, o milho \u00e9 o gr\u00e3o mais produzido no mundo, sendo respons\u00e1vel por 42% de todos os gr\u00e3os gerados, seguido pelo trigo (30%), e arroz (18%).<\/p>\n<p><strong>Proje\u00e7\u00f5es para o setor<\/strong><\/p>\n<p>A taxa de crescimento do PIB agropecu\u00e1rio manteve-se em superior ao PIB brasileiro desde 2013. Esse cen\u00e1rio reverteu em 2016, quando o PIB agropecu\u00e1rio recuou 6,6% e o PIB total caiu apenas 3,8%. Ou seja, a atividade agropecu\u00e1ria foi a que apresentou o pior desempenho em 2016, com uma forte retra\u00e7\u00e3o relativa em compara\u00e7\u00e3o ao ano imediatamente anterior.<\/p>\n<p>Para este ano, a expectativa \u00e9 de retomada, de acordo com a Conab, embora n\u00e3o crave uma porcentagem de crescimento. A expectativa tem sido acompanhada por outros agentes. O Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) divulgou recentemente a proje\u00e7\u00e3o de um crescimento de 10,9% para o ano e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) apontou uma alta de 14,9% no PIB Agropecu\u00e1rio no 2\u00ba semestre em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2016.<\/p>\n<p>A soja, que tem um peso grande nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras &#8211; representando 13,72% de toda a exporta\u00e7\u00e3o brasileira em 2016, ou seja, US$25,42 bilh\u00f5es &#8211; continuar\u00e1 sendo o produto de maior rentabilidade ao produtor e liquidez de mercado, segundo a Conab. Apesar de um cen\u00e1rio que o produto n\u00e3o est\u00e1 em seu auge, registrando em 2016 o segundo ano consecutivo de queda nos valores das exporta\u00e7\u00f5es, puxadas, principalmente, pela baixa dos pre\u00e7os deste complexo no mercado internacional, a companhia est\u00e1 otimista.<\/p>\n<p>&#8220;A soja tem uma liquidez muito grande. Para se ter ideia, os estoques de passagem de um ano para o outro s\u00e3o muito pequenos, n\u00e3o representam nem 5% da safra. \u00c9 um produto que vende muito r\u00e1pido, ningu\u00e9m segura estoque da soja, mesmo com cen\u00e1rio de oferta internacional grande, pre\u00e7os pressionados, esses pre\u00e7os ainda est\u00e3o em patamares remuneradores. Os produtores falam que est\u00e1 ruim porque j\u00e1 esteve R$80 [a saca], agora est\u00e1 R$56, mas \u00e9 bom pre\u00e7o&#8221;, diz Teixeira.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, as exporta\u00e7\u00f5es da soja para 2017 est\u00e3o estimadas em 63 milh\u00f5es de toneladas, valor 22% maior que o total exportado em 2016, podendo ser ainda maior caso venha a ocorrer problemas clim\u00e1ticos nos Estados Unidos, possibilitando que o Brasil continue com as altas exporta\u00e7\u00f5es ap\u00f3s a colheita americana, ou seja, nos meses de setembro a dezembro de 2017, antes do fim do ano safra nacional.<\/p>\n<p><strong>Carnes<\/strong><\/p>\n<p>Teixeira tamb\u00e9m destaca a recupera\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria, ap\u00f3s os impactos da Opera\u00e7\u00e3o Carne Fraca, deflagrada em mar\u00e7o deste ano pela Pol\u00edcia Federal, com foco na falta de qualidade do produto em determinados frigor\u00edficos brasileiros. &#8220;O governo brasileiro, por meio do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento fez um trabalho muito forte de convencimento junto a esses mercados para mostrar a qualidade da carne brasileira. Foram problemas pontuais, o governo mostrou que n\u00e3o reflete a realidade da produ\u00e7\u00e3o brasileira&#8221;, diz o superintendente.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, as estimativas atuais indicam uma redu\u00e7\u00e3o de aproximadamente 2% nos volumes a serem exportados esse ano, por\u00e9m com uma receita de cerca de US$8,9 bilh\u00f5es, ou seja, aproximadamente 9% acima daquela verificada em 2016, devido a uma melhora nos pre\u00e7os internacionais em d\u00f3lar por tonelada, com destaque para a carne su\u00edna, o que favorece a receita com as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agropecu\u00e1ria seguir\u00e1 como um dos motores da economia brasileira e dever\u00e1 recuperar a participa\u00e7\u00e3o no Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 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