{"id":80113,"date":"2017-08-30T00:51:54","date_gmt":"2017-08-30T03:51:54","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/08\/30\/esclerose-multipla-nao-e-o-fim\/"},"modified":"2017-08-30T00:51:54","modified_gmt":"2017-08-30T03:51:54","slug":"esclerose-multipla-nao-e-o-fim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=80113","title":{"rendered":"Esclerose m\u00faltipla n\u00e3o \u00e9 o fim"},"content":{"rendered":"<p>\u201cVoc\u00ea tem esclerose m\u00faltipla\u201d \u00e9 uma frase que j\u00e1 foi dita para 35 mil pessoas no Brasil por diversos profissionais da sa\u00fade. O quantitativo atual de casos da doen\u00e7a no pa\u00eds \u00e9 um levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Esclerose M\u00faltipla (Abem). Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), a enfermidade autoimune e inflamat\u00f3ria do sistema nervoso central atinge 2,5 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo. Por\u00e9m, o diagn\u00f3stico n\u00e3o \u00e9 o fim. Mesmo com ele, pode haver muita realiza\u00e7\u00e3o profissional e pessoal. Pensando nos mitos e assombros que o nome da doen\u00e7a carrega, o Dia Nacional da Esclerose M\u00faltipla, celebrado nesta quarta-feira, 30, configura-se como uma esp\u00e9cie de for\u00e7a-tarefa para nortear debates e orienta\u00e7\u00f5es sobre a tem\u00e1tica.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico neurologista Carlos Augusto Damasceno explica que a patologia n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com o tipo de esclerose que atinge os idosos, por exemplo. \u201cAs pessoas fazem associa\u00e7\u00f5es com dem\u00eancia e perda de mem\u00f3ria. Outra rela\u00e7\u00e3o errada \u00e9 com a esclerose lateral amiotr\u00f3fica, uma doen\u00e7a degenerativa mais grave. H\u00e1 muito preconceito da sociedade por n\u00e3o entender minimamente o funcionamento da doen\u00e7a, pois ela, em si, n\u00e3o mata. Caso a pessoa n\u00e3o fa\u00e7a nenhum tratamento, a sobrevida \u00e9 de 30 anos em m\u00e9dia. O que ocasiona a morte s\u00e3o as complica\u00e7\u00f5es resultantes da incapacidade f\u00edsica, que s\u00f3 costuma ocorrer diante de um diagn\u00f3stico muito tardio\u201d, explica o m\u00e9dico, que tamb\u00e9m \u00e9 coordenador do Centro de Atendimento a Doen\u00e7as Neurol\u00f3gicas Imunomediadas (Cadin) do Hospital Universit\u00e1rio (HU) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).<\/p>\n<h4>&nbsp;MECANISMO DE A\u00c7\u00c3O DA ESCLEROSE M\u00daLTIPLA E SINTOMAS<\/h4>\n<p>O neurologista explica que a doen\u00e7a autoimune afeta principalmente mulheres jovens, entre 20 e 40 anos. No processo da patologia, as c\u00e9lulas de defesa do organismo atacam o pr\u00f3prio sistema nervoso central, provocando les\u00f5es cerebrais, medulares e nos nervos \u00f3pticos, causando inflama\u00e7\u00f5es nesses locais.<\/p>\n<p>\u201cOs sintomas s\u00e3o variados, pois dependem do lugar afetado pela inflama\u00e7\u00e3o. De modo geral, podemos dizer que os sintomas s\u00e3o dorm\u00eancia; formigamento; altera\u00e7\u00e3o de sensibilidade nos membros superiores e inferiores; diminui\u00e7\u00e3o da for\u00e7a muscular nas pernas, ocasionando dificuldade para andar; tonteira, vertigem, dor ocular, emba\u00e7amento visual; tremores; falta de coordena\u00e7\u00e3o motora; dificuldade do controle da urina; e disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til no homem\u201d, pontua o neurologista. \u201cN\u00e3o tem cura, s\u00f3 controle com tratamento cont\u00ednuo, que \u00e9 capaz de evitar as inflama\u00e7\u00f5es no sistema imune defeituoso\u201d, complementa, destacando que o paciente costuma apresentar surtos da doen\u00e7a em per\u00edodos espec\u00edficos, mas depois melhora. A enfermidade apresenta, portanto, como caracter\u00edstica principal, a intermit\u00eancia dos v\u00e1rios sintomas.<\/p>\n<h4>APOIO EMOCIONAL E GARANTIA DE ACESSO AO TRATAMENTO<\/h4>\n<p>H\u00e1 13 anos, a Associa\u00e7\u00e3o de Amigos e Portadores de Esclerose M\u00faltipla de Juiz de Fora e Regi\u00e3o (AAPEM) oferece apoio ao tratamento por meio de palestras e encontros mensais. \u201cCaso necess\u00e1rio, acionamos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e at\u00e9 privados com o intuito de garantir que os direitos sejam respeitados. Sem o trabalho que realizamos, muitos n\u00e3o teriam acesso ao tratamento e nem espa\u00e7o para dividir suas hist\u00f3rias\u201d, avalia Samantha Borchear, presidente da AAPEM\/JF, que atualmente tem em seu cadastro 114 pacientes.<\/p>\n<p>Nesta quarta-feira, 30, e na quinta-feira, 31, a Associa\u00e7\u00e3o realizar\u00e1 palestras nas faculdades de medicina da UFJF e Universidade Presidente Ant\u00f4nio Carlos (Unipac), respectivamente. \u201cFalaremos um pouco a sobre a patologia e a Associa\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso entender que a tecnologia atual permite a precis\u00e3o diagn\u00f3stica e o tratamento com medicamentos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. Temos presenciado portadores com alto n\u00edvel de qualidade de vida, e \u00e9 exatamente isso que a AAPEM\/JF pretende demonstrar. Apesar das limita\u00e7\u00f5es, a vida deve continuar. A doen\u00e7a n\u00e3o significa o fim de um portador, mas, sim, um novo come\u00e7o, que pode ser dif\u00edcil, mas n\u00e3o imposs\u00edvel\u201d, finaliza.<\/p>\n<h4>UMA MULHER ESCLEROUSADA NO FACEBOOK<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-80112\" src=\"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/diario-int-19006-1.jpg\" alt=\"esclerousadafacebook.jpg\" width=\"574\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/diario-int-19006-1.jpg 574w, https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/diario-int-19006-1-300x235.jpg 300w, https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/diario-int-19006-1-360x282.jpg 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 574px) 100vw, 574px\" \/><\/p>\n<p><em>Articulada na rede, estudante compartilha suas impress\u00f5es sobre a doen\u00e7a, colhe afetos a cada publica\u00e7\u00e3o e inspira aqueles que enfrentam a enfermidade a ter um novo olhar sobre a mesma. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Facebook<\/em><\/p>\n<p>B\u00e1rbara Rodrigues Silva, 26 anos, casada com o executivo de contas Fernando David Weydt, 25, sentiu o mundo desabar em outubro de 2016, quando recebeu o diagn\u00f3stico de esclerose m\u00faltipla. \u201cN\u00e3o tive um atendimento humanizado por parte do m\u00e9dico. Ele n\u00e3o me explicou nada a respeito dessa enfermidade. Foi um dia terr\u00edvel na minha vida. Esse termo &#8211; esclerose &#8211; d\u00f3i muito. Ele assusta mais do que a doen\u00e7a em si. No in\u00edcio, tive dificuldade de pronunciar esse nome e precisei fazer terapia para conseguir lidar com tudo isso\u201d, revela B\u00e1rbara, que, ap\u00f3s tomar ci\u00eancia da patologia, tomou decis\u00f5es radicais. \u201cLarguei o emprego no qual eu era infeliz. Atualmente, fa\u00e7o um curso na \u00e1rea de coach e consultoria. Tamb\u00e9m estudo Ci\u00eancia da Religi\u00e3o na UFJF\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Sustentada pela autodetermina\u00e7\u00e3o em n\u00e3o se abater e pelo apoio incondicional de esposo Fernando, B\u00e1rbara deu voz para os seus pensamentos criando uma p\u00e1gina no Facebook intitulada Esclerousada. \u201cUma coisa que vejo muitos portadores de EM falando \u00e9 sobre a tal da &#8216;vida normal&#8217;. Afinal de contas&#8230; o que \u00e9 ter a vida normal? Isso \u00e9 t\u00e3o subjetivo. O que \u00e9 normal pra voc\u00ea? \u00c9 aquilo que segue as regras, os padr\u00f5es&#8230;?\u201d, questiona em uma de suas publica\u00e7\u00f5es na p\u00e1gina, que, inclusive, tempera, muitas vezes, as informa\u00e7\u00f5es postadas com boas doses de humor.<\/p>\n<p>Hoje B\u00e1rbara pronuncia sem medo o nome da patologia com a qual convive e entendeu, depois de muitos di\u00e1logos e pesquisas, que a vida s\u00f3 seria diferente, mas n\u00e3o imposs\u00edvel. A estudante faz uso de uma medica\u00e7\u00e3o injet\u00e1vel tr\u00eas vezes por semana chamada Rebif, usada para reduzir a quantidade e gravidade dos surtos. \u201cO rem\u00e9dio abaixa meu sistema imunol\u00f3gico e a\u00ed o efeito colateral \u00e9 como se eu estivesse gripada. O corpo fica ruim, d\u00e1 um pouco de febre e a fadiga aumenta. Por\u00e9m, isso n\u00e3o me impede de viver e ser feliz\u201d, destaca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cVoc\u00ea tem esclerose m\u00faltipla\u201d \u00e9 uma frase que j\u00e1 foi dita para 35 mil pessoas no Brasil por diversos profissionais da sa\u00fade. O quantitativo atual de casos da doen\u00e7a no pa\u00eds \u00e9 um levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Esclerose M\u00faltipla (Abem). 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