{"id":79874,"date":"2017-08-25T20:37:47","date_gmt":"2017-08-25T23:37:47","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/08\/25\/brasil-precisa-melhorar-qualidade-da-carne-para-nao-perder-mercado-diz-empresa\/"},"modified":"2017-08-25T20:37:47","modified_gmt":"2017-08-25T23:37:47","slug":"brasil-precisa-melhorar-qualidade-da-carne-para-nao-perder-mercado-diz-empresa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=79874","title":{"rendered":"Brasil precisa melhorar qualidade da carne para n\u00e3o perder mercado, diz empresa"},"content":{"rendered":"<p>Com o maior rebanho mundial e ocupando o segundo lugar em produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de carne bovina, o Brasil tem agora o desafio de melhorar a qualidade do produto, segundo o gerente de Intelig\u00eancia de Mercado da Minerva Foods, Leonardo Alencar. &#8220;O aumento de produ\u00e7\u00e3o tem que vir com ganho de qualidade. Sem ganho de qualidade, h\u00e1 o risco de termos que comer mais e mais, porque os pa\u00edses l\u00e1 fora n\u00e3o v\u00e3o querer comprar nossa carne&#8221;.<\/p>\n<p>A Minerva Foods \u00e9 uma das empresas l\u00edderes na Am\u00e9rica do Sul na produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de carne bovina. Alencar participou do 5\u00ba F\u00f3rum de Agricultura da Am\u00e9rica do Sul, promovido pelo Agroneg\u00f3cio Gazeta do Povo, em Curitiba.<\/p>\n<p>A qualidade da carne brasileira voltou a ser discutida desde a Opera\u00e7\u00e3o Carne Fraca, deflagrada pela Pol\u00edcia Federal, que denunciou a comercializa\u00e7\u00e3o de carne adulterada no mercado interno e externo. O maior rigor de outros pa\u00edses em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carne brasileira levou recentemente \u00e0 suspens\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es de carne fresca pelos Estados Unidos (EUA). O Brasil havia conseguido abrir esse mercado ap\u00f3s 17 anos de negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O mercado internacional conhece a carne do Brasil, sabe que \u00e9 competitiva e de qualidade, mas o ponto principal ainda \u00e9 a competitividade, mais que a qualidade&#8221;, diz o gerente.<\/p>\n<p>O Brasil, segundo Alencar, est\u00e1 bem posicionado internacionalmente. Em 2016, o pa\u00eds aparece como o segundo maior exportador, com 19,7% da fatia mundial, atr\u00e1s da \u00cdndia, com 23,2%. Em terceiro lugar vem a Austr\u00e1lia, com 18,5%, e em quarto, os Estados Unidos, com 16,3%. Em 2017, o cen\u00e1rio se mant\u00e9m mais ou menos constante &#8211; a \u00cdndia, 19,8%; o Brasil, 19,2%; a Austr\u00e1lia, 17,3%, e os Estados Unidos, 16,7%. &#8220;O Brasil tem hoje produto de qualidade e produto sem qualidade, tem produto barato, bastante competitivo. A gente consegue atender a quase todos os mercados. Exportamos para mais de 100 pa\u00edses. Os Estados Unidos e a Austr\u00e1lia exportam para menos de cinco pa\u00edses. O Uruguai, a Argentina, todos para poucos&#8221;.<\/p>\n<p>De acordo com o gerente, da Minerva Foods, o Brasil tem produ\u00e7\u00e3o bastante heterog\u00eanea, o que acaba prejudicando a imagem do produto.<\/p>\n<p>Atualmente, um dos principais concorrentes \u00e9 a \u00cdndia, que oferece carne barata e de baixa qualidade. &#8220;A gente tem que continuar se diferenciando para n\u00e3o ficar nessa briga com a \u00cdndia. Hoje temos a carne ingrediente, a da \u00cdndia, que \u00e9 consumida misturada em outros produtos, tem aquela carne que se compra no supermercado e at\u00e9 mesmo em restaurantes, que \u00e9 a carne dos EUA, e tem a carne premium, que \u00e9 do Uruguai, da Argentina e Austr\u00e1lia. O Brasil precisa caminhar nesse sentido&#8221;, defende. Para Alencar, o Brasil consegue atender a nichos espec\u00edficos de qualidade, mas a maior produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds &#8220;ainda est\u00e1 longe disso&#8221;.<\/p>\n<p>O mercado externo tornou-se atrativo especialmente pelo c\u00e2mbio, com o d\u00f3lar alto e com a queda do consumo no mercado interno, devido \u00e0 crise econ\u00f4mica. Alencar diz que o Brasil tem cen\u00e1rio favor\u00e1vel, primeiro pela diminui\u00e7\u00e3o da exporta\u00e7\u00e3o de outros pa\u00edses. Entre 2000 e 2017, a R\u00fassia registrou retra\u00e7\u00e3o de 34,3%; o M\u00e9xico, de 34,6%; a China, de 21,2%; e os Estados Unidos, de 4,8%. Como segundo fator, ele cita o aumento do rebanho. Tamb\u00e9m entre 2000 e 2017, o Brasil aumentou em 54,5% o rebanho. Outros pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul que se destacam no mercado da carne bovina tiveram aumentos menores: o Paraguai aumentou em 39,8%; a Argentina, em 6,3%; e, o Uruguai, em 12,2%.<\/p>\n<p>O Brasil tem hoje, de acordo com dados divulgados pela Minerva, 215 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de gado e produz 9,5 milh\u00f5es de toneladas de carne bovina. A produtividade \u00e9 considerada baixa quando comparada com os Estados Unidos, que produzem 12 milh\u00f5es de toneladas, com 86 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de gado. Os n\u00fameros demonstram o potencial de crescimento da produ\u00e7\u00e3o. &#8220;Temos que continuar aumentando os investimentos e melhorando produtividade. Agora, isso n\u00e3o pode ser feito de maneira desconexa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade, ou vamos come\u00e7ar a inundar o mercado com uma carne que n\u00e3o necessariamente tem a absor\u00e7\u00e3o no ritmo em que a gente est\u00e1 mantendo a produ\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o maior rebanho mundial e ocupando o segundo lugar em produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de carne bovina, o Brasil tem agora o desafio de melhorar a qualidade do produto, segundo o gerente de Intelig\u00eancia de Mercado da Minerva Foods, Leonardo Alencar. &#8220;O aumento de produ\u00e7\u00e3o tem que vir com ganho de qualidade. 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