{"id":78723,"date":"2017-08-08T00:17:58","date_gmt":"2017-08-08T03:17:58","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/08\/08\/miss-brasil-gay-esta-de-volta-apos-tres-anos-de-interrupcao\/"},"modified":"2017-08-08T00:17:58","modified_gmt":"2017-08-08T03:17:58","slug":"miss-brasil-gay-esta-de-volta-apos-tres-anos-de-interrupcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=78723","title":{"rendered":"Miss Brasil Gay est\u00e1 de volta ap\u00f3s tr\u00eas anos de interrup\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Para muito al\u00e9m do entretenimento e de uma explos\u00e3o de brilhos e cores em performances eletrizantes abarcadas pelo luxo e o glamour, o Miss Brasil Gay 2017 est\u00e1 de volta ap\u00f3s tr\u00eas anos de interrup\u00e7\u00e3o por falta de patroc\u00ednio. \u201cN\u00e3o \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o sexual que nos define, mas sim nossas atitudes enquanto seres humanos\u201d, dispara Andr\u00e9 Pavan, coordenador-geral e diretor art\u00edstico do evento, que, este ano, acontecer\u00e1 no s\u00e1bado, 19 de agosto, \u00e0s 21h, no Terrazzo Centro de Eventos. Vinte e sete candidatas, cada uma representando um estado brasileiro e o Distrito Federal, disputam a coroa. Como regra, os participantes devem ser homens. N\u00e3o s\u00e3o admitidos travestis ou transexuais. Tamb\u00e9m \u00e9 vedada pela organiza\u00e7\u00e3o qualquer interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica com finalidade est\u00e9tica.<\/p>\n<p>Para Pavan, o evento configura-se como espa\u00e7o de representatividade na medida em que d\u00e1 voz a um segmento da sociedade ainda pouco visibilizado. \u201cCombatemos a homofobia por meio da arte, que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pra entreter, mas conquistar espa\u00e7os para mostrar que todos somos iguais. N\u00e3o gosto da palavra minoria e luto pra que ela n\u00e3o seja usada. O que deve existir \u00e9 o ser humano, reconhecido por suas potencialidades\u201d, avalia Andr\u00e9.<\/p>\n<p>O diretor art\u00edstico do evento destaca, al\u00e9m da milit\u00e2ncia, o impacto na economia da cidade, o que beneficia o desenvolvimento de diversos setores. \u201cEm 2013, quando ocorreu o \u00faltimo concurso, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) realizou uma pesquisa apontando que a cidade recebeu cerca de 12 mil turistas. Segundo os dados apurados, cada um deles gastou em m\u00e9dia R$450, movimentando pouco mais de R$5 milh\u00f5es na economia local\u201d, ressalta.<\/p>\n<h4>EXPECTATIVAS<\/h4>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o do evento ressalta que o valor investido para a realiza\u00e7\u00e3o da festa foi de R$300 mil. \u201cPara conseguir retomar o evento, tivemos o apoio da UFJF, que nos destinou parte da verba de um projeto da extens\u00e3o voltado para o atendimento de atividades culturais. A Prefeitura tamb\u00e9m contribuiu com uma parte menor\u201d, explica.<\/p>\n<p>\u201cNo entanto, esse valor \u00e9, pelo menos, duas vezes maior do que o investido em 2013. Estamos voltando com um evento grandioso\u201d, acrescenta Marcelo do Carmo, consultor do Miss Brasil Gay desde 2006. \u201c\u00c9 importante ressaltar que o evento n\u00e3o tem a obriga\u00e7\u00e3o de movimentar a economia. Isso depender\u00e1 da boa articula\u00e7\u00e3o, ou n\u00e3o, entre o empresariado da cidade e da capacidade deles prestarem um servi\u00e7o de qualidade aos turistas. Logo, o sucesso financeiro, ou a falta dele, n\u00e3o pode ser creditado ao Miss Brasil Gay\u201d, pontua Marcelo.<\/p>\n<h4>APRESENTA\u00c7\u00c3O DE ARTISTAS RENOMADOS<\/h4>\n<p>Quatro d\u00e9cadas de luta. Tudo teve in\u00edcio em 1976, quando o cabeleireiro Francisco Mota criou o evento em JF. Ap\u00f3s somar esfor\u00e7os com outros movimentos que lutam a favor das minorias, na tentativa de assegurar direitos iguais para todo cidad\u00e3o, hoje o Miss Brasil Gay ressurge. No setlist, as drag queens mais reconhecidas e influentes do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ikaro Kadoshi, mestre de cerim\u00f4nia e tamb\u00e9m diretor art\u00edstico do espet\u00e1culo, possui uma carreira internacional consolidada. Em junho deste ano, o artista teve seu nome divulgado na Billboard norte-americana, que elencou as 34 drag queens mais influentes do planeta. Kadoshi foi o \u00fanico brasileiro na lista. Por\u00e9m, nele reside a representatividade de milhares de artistas que n\u00e3o apenas \u201cbatem cabelo\u201d (um jarg\u00e3o empoderador), mas que sonham em um dia serem reconhecidos para muito al\u00e9m de r\u00f3tulos e estere\u00f3tipos. Ainda neste m\u00eas, Kadoshi estreia como apresentador do programa \u201cDrag Me as a Queen \u2013 Uma Diva Dentro de Mim!\u201d, do canal E! Entertainment Television Brasil.<\/p>\n<p>No time de performistas da noite estar\u00e3o Rita Von Hunty, apresentadora do Canal E!; Sasha Zimmer, conhecida nacionalmente como cover da Beyonc\u00e9; Ava Sim\u00f5es, Miss Brasil Gay 2009; Alexia Twister, que j\u00e1 arrancou elogios de Lady Gaga ao fazer o cover de \u201cApplause\u201d; e Suzy Brasil, famosa na cena carioca, que tamb\u00e9m atua como roteirista em programas como Ferdinando Show e Vai que Cola, no canal Multishow.<\/p>\n<h4>SERVI\u00c7O<\/h4>\n<p>Miss Brasil Gay 2017<br \/>Local: Terrazzo Centro de Eventos (Avenida Deusdedith Salgado, 5050)<br \/>Data\/hora: 19 de agosto | 21h<br \/>Os ingressos, com op\u00e7\u00f5es de arquibancada, camarote e mesa est\u00e3o \u00e0 venda no Zine Cultural (R. Floriano Peixoto, 723 \u2013 Centro, Juiz de Fora), Z\u00e9 Kodak (R. Halfeld, 608 \u2013 Centro, Juiz de Fora) e pelo site www.missbrasilgay.com.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para muito al\u00e9m do entretenimento e de uma explos\u00e3o de brilhos e cores em performances eletrizantes abarcadas pelo luxo e o glamour, o Miss Brasil Gay 2017 est\u00e1 de volta ap\u00f3s tr\u00eas anos de interrup\u00e7\u00e3o por falta de patroc\u00ednio. \u201cN\u00e3o \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o sexual que nos define, mas sim nossas atitudes enquanto seres humanos\u201d, dispara [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":96,"featured_media":78722,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[256],"tags":[],"class_list":["post-78723","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/78723","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/96"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=78723"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/78723\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/78722"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=78723"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=78723"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=78723"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}