{"id":78383,"date":"2017-08-01T23:51:43","date_gmt":"2017-08-02T02:51:43","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/08\/01\/profissionais-lesbicas-da-ufjf-sao-protagonistas-de-campanha-contra-o-preconceito\/"},"modified":"2017-08-01T23:51:43","modified_gmt":"2017-08-02T02:51:43","slug":"profissionais-lesbicas-da-ufjf-sao-protagonistas-de-campanha-contra-o-preconceito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=78383","title":{"rendered":"Profissionais l\u00e9sbicas da UFJF s\u00e3o protagonistas de campanha contra o preconceito"},"content":{"rendered":"<p>Enxergar a beleza que existe no outro e que vai muito al\u00e9m da apar\u00eancia f\u00edsica, do sexo e da sexualidade \u00e9 algo raro na sociedade. Nesse universo \u201ccego\u201d, portanto, muitas pessoas ignoram os sentimentos e as potencialidades que residem no outro enquanto ser humano. O simples fato de ser mulher, por exemplo, j\u00e1 \u00e9 considerado fator condicionante de estere\u00f3tipos e preconceitos. Adiciona-se o fato desta mulher ser l\u00e9sbica e outras cargas pejorativas e excludentes v\u00eam \u00e0 tona.<\/p>\n<p>Na luta pela quebra dos padr\u00f5es sociais listados na cartilha do \u201cser humano ideal\u201d, a diretoria de A\u00e7\u00f5es Afirmativas (Diaaf) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) promoveu a instala\u00e7\u00e3o de banners em todo o campus, chamando a aten\u00e7\u00e3o para a valoriza\u00e7\u00e3o e o respeito \u00e0s mulheres l\u00e9sbicas que s\u00e3o professoras, estudantes, t\u00e9cnicas-administrativas em educa\u00e7\u00e3o e funcion\u00e1rias terceirizadas da institui\u00e7\u00e3o. Nessa segunda-feira, 31, tamb\u00e9m foi lan\u00e7ado um v\u00eddeo no site da institui\u00e7\u00e3o, que destaca a atua\u00e7\u00e3o dessas profissionais, refor\u00e7ando que a sexualidade n\u00e3o \u00e9 algo inerente \u00e0 capacidade individual.<\/p>\n<p>No m\u00eas de agosto est\u00e3o previstas exibi\u00e7\u00f5es quinzenais, e mensais a partir de setembro, de filmes com tem\u00e1ticas LBT (L\u00e9sbicas, Bissexuais, Transexuais e Travestis). Edi\u00e7\u00f5es da roda de conversa L\u00e9sbi e do Cine Sapat\u00e3o acontecer\u00e3o todos os meses at\u00e9 abril de 2018, sendo que o pr\u00f3ximo encontro, com exibi\u00e7\u00e3o de filme e debate, est\u00e1 previsto para o dia 24 de agosto, no Centro de Referencia de Direitos Humanos (Rua Vitorino Braga, 126, Centro). A programa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 divulgada no site ufjf.br\/educacomunicafeminismos.<\/p>\n<p>Daniela Auad, professora da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFJF e coordenadora do grupo de pesquisa e coletivo Flores Raras, parceiro da Diaaf nas a\u00e7\u00f5es desenvolvidas pela campanha, chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que \u00e9 muito comum que o segmento mais visibilizado da popula\u00e7\u00e3o LGBT seja o de homens gays. \u201cEles tamb\u00e9m sofrem homofobia, e esta deve ser combatida. No entanto, muitas vezes, mulheres do grupo LBT s\u00e3o colocadas em outra perspectiva. Elas s\u00e3o &#8216;secundarizadas&#8217;. A homofobia n\u00e3o \u00e9 praticada da mesma maneira para todos os grupos. Existem especificidades de cada tipo de preconceito e do modo como as mulheres l\u00e9sbicas, por exemplo, resistem, se fortalecem e criam redes entre si\u201d, esclarece Daniela.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a primeira vez no Brasil que uma universidade atesta que parte de sua excel\u00eancia \u00e9 formada por um conjunto de mulheres l\u00e9sbicas que fazem parte do seu quadro de profissionais. O v\u00eddeo produzido \u00e9 um material \u00e9 voltado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o; \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimento. Pedimos respeito para todas as mulheres, n\u00e3o apenas para aquelas que s\u00e3o l\u00e9sbicas, \u00e9 claro\u201d, pontua a docente.<\/p>\n<p>A campanha de visibilidade l\u00e9sbica foi lan\u00e7ada no dia 28 de junho, na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o, data na qual foi celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBT (L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transg\u00eaneros). Na oportunidade, foram apresentados trabalhos acad\u00eamicos e document\u00e1rios produzidos na disciplina \u2018Feminismos, G\u00eanero e Intersec\u00e7\u00f5es: bons \u00e1libis para romper a ordem compuls\u00f3ria ou comprar uma boa briga\u2019, ministrada por Daniela.<\/p>\n<p>Mulher l\u00e9sbica e casada, a docente revela que tornou-se militante do movimento feminista ainda no ensino m\u00e9dio. \u201cO movimento LBGT tem suas origens no movimento feminista, pois combater a LGBTfobia \u00e9, em \u00faltima an\u00e1lise, combater todo tipo de machismo e sexismo que existem no interior do sistema patriarcal e capitalista\u201d, finaliza Daniela.<\/p>\n<p>A professora da Faculdade de Enfermagem da UFJF, V\u00e2nia Bara, uma das profissionais retratadas nos v\u00e1rios banners dispostos pelo campus, destaca que, no dia 19 de agosto, \u00e9 comemorado o Dia do Orgulho L\u00e9sbico. J\u00e1 no dia 29 do mesmo m\u00eas \u00e9 celebrado o Dia da Visibilidade L\u00e9sbica. \u201cO v\u00eddeo da campanha traz o cotidiano de cada uma dessas mulheres e refor\u00e7a um pouco do que elas s\u00e3o como seres humanos e que merecem ser respeitadas. A proposta \u00e9 quebrar a invisibilidade das mulheres l\u00e9sbicas na sociedade e gerar a reflex\u00e3o sobre o fato desse grupo ser o mais vulner\u00e1vel \u00e0s v\u00e1rias formas de viol\u00eancia e preconceitos\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enxergar a beleza que existe no outro e que vai muito al\u00e9m da apar\u00eancia f\u00edsica, do sexo e da sexualidade \u00e9 algo raro na sociedade. Nesse universo \u201ccego\u201d, portanto, muitas pessoas ignoram os sentimentos e as potencialidades que residem no outro enquanto ser humano. 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