{"id":77539,"date":"2017-07-19T01:01:46","date_gmt":"2017-07-19T04:01:46","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/07\/19\/mente-e-coracao-abertos-parte-i\/"},"modified":"2017-07-19T01:01:46","modified_gmt":"2017-07-19T04:01:46","slug":"mente-e-coracao-abertos-parte-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=77539","title":{"rendered":"Mente e cora\u00e7\u00e3o abertos \u2013 Parte I"},"content":{"rendered":"<p>Por acaso, voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar da Royal Air Maroc? Pois \u00e9, se for como eu, pode at\u00e9 conhecer vagamente o nome, mas nunca soube nada al\u00e9m. Estava neste barco at\u00e9 precisar de comprar uma passagem e, ap\u00f3s muito vasculhar a internet, descobrir que a companhia a\u00e9rea com a melhor tarifa era ela. Havia, por\u00e9m, um pequeno problema de aproximadamente 18 horas: uma escala em Casablanca, a maior cidade do Marrocos (para os de boa mem\u00f3ria, \u00e9 o pa\u00eds retratado na novela O Clone).<\/p>\n<p>Com uma popula\u00e7\u00e3o predominantemente mu\u00e7ulmana, havia da minha parte certo \u201cmisticismo\u201d em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o e especialmente \u00e0 cultura, visto que, muitas vezes, o que \u00e9 transmitido n\u00e3o necessariamente corresponde \u00e0 realidade. Ap\u00f3s ponderar os pr\u00f3s e contras, arrematei uma passagem.<br \/>Como uma boa viajante, o primeiro passo foi dar uma googlada (espero ter escrito certo a palavra), de forma a percebermais claramente com o que iria me deparar.<\/p>\n<p>Recomendo a todos que desejam fazer uma viagem dar uma boa pesquisada porque \u00e9 poss\u00edvel perceber os principais desafios, os pontos tur\u00edsticos obrigat\u00f3rios, dicas sobre transporte, entre outros. Al\u00e9m de passear pelo tradicional, adoro me \u201cperder\u201d e caminhar por ruazinhas fora das zonas mais famosas, pois s\u00f3 assim consigo captar um pouco da real ess\u00eancia do lugar, conhecer aquele restaurante pequenino, mas que serve o prato t\u00edpico mais gostoso&#8230; Sabe o \u201cpulo do gato\u201d, que somente quem mora acaba descobrindo? Ent\u00e3o, \u00e9 isso que procuro.<\/p>\n<p>Enfim, precavida, anotei todas as informa\u00e7\u00f5es, levei dois len\u00e7os para cobrir o rosto (ok, admito, quis dar uma de Jade, nem que fosse por umas horas), escolhi a dedo roupas que n\u00e3o deixassem o corpo muito em evid\u00eancia e segui em frente.<\/p>\n<p>No avi\u00e3o, fiz amizade com uma brasileira que mora em Portugal e combinamos de ficar juntas. Antes, havia conhecido duas portuguesas que iriam para o Rio de Janeiro passar f\u00e9rias e um curitibano voltando de uma temporada de estudos em Lisboa. No desembarque, l\u00f3gico, nos agrupamos, chamando a aten\u00e7\u00e3o de mais uma galera, que come\u00e7ou a nos acompanhar.<\/p>\n<p>No Marrocos, eles falam predominantemente \u00e1rabe e franc\u00eas, duas l\u00ednguas que n\u00e3o domino nada. Por isso, imprimi a minha documenta\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas e franc\u00eas, de forma que fosse poss\u00edvel facilitar a entrada na imigra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entretanto, para minha surpresa e quebrando o estere\u00f3tipo de serem um povo fechado, percebi l\u00e1 uma popula\u00e7\u00e3o acolhedora e sorridente. Ali mesmo peguei algumas informa\u00e7\u00f5es sobre como andar no pa\u00eds, onde e quais hor\u00e1rios eram ideais para visitar a regi\u00e3o e o hotel em que dever\u00edamos nos hospedar.<\/p>\n<p>O grupo de 11 pessoas ficou instalado no mesmo local e se tornou uma grande fam\u00edlia. O jantar foi agrad\u00e1vel, com v\u00e1rios tipos de salada, arroz, carnes e sobremesas (os marroquinos amam doce) e o caf\u00e9 da manh\u00e3 trouxe diversos p\u00e3es, geleias, sucos e um delicioso queijo de cabra.<\/p>\n<p>Tudo nota 10. O mesmo posso dizer das refei\u00e7\u00f5es no avi\u00e3o, melhores que de muita companhia \u00e1rea. Infelizmente, n\u00e3o foi poss\u00edvel passear pela cidade porque o translado aeroporto\/hotel foi demorado, mas como volto para l\u00e1 em setembro, prometo dar novos detalhes sobre mesquitas, paisagens e mercado popular.<\/p>\n<p>O mais maravilhoso disso tudo n\u00e3o foi estar em um pa\u00eds de cultura totalmente diferente, mas perceber que onde quer que se esteja, \u00e9 poss\u00edvel conhecer pessoas incr\u00edveis, dispostas a ajudar sem pedir nada em troca.<\/p>\n<p>Pasmem, fiz amizade com um rapaz do hotel e ele, sempre sorridente, foi mostrando, por meio de fotos no celular, sua esposa, filhos (ele praticamente babava quando falava deles),casa, trajes t\u00edpicos e h\u00e1bitos familiares. Aquele homem me deu valiosos conselhos sobre amor e vida no curto tempo em que ficamos juntos.<\/p>\n<p>N\u00e3o sofri nenhum tipo de preconceito ou desrespeito (e olha que nem cheguei a usar len\u00e7o), fato que n\u00e3o deveria surpreender. Muitas vezes, perdemos oportunidades preciosas de se abrir para o mundo por medo ou um preconceito que n\u00e3o foi fundamentado em viv\u00eancias pessoais, mas relatos de outros.<\/p>\n<p>Sim, esta foi minha experi\u00eancia e ela foi das mais positivas. Por\u00e9m, aconselho que antes de julgar, procure ver por si mesmo e tirar as pr\u00f3prias conclus\u00f5es. Abra o cora\u00e7\u00e3o e a mente para receber tudo de bom que pode ser proporcionado pelo desconhecido. Pode ser apaixonante. At\u00e9 a pr\u00f3xima.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por acaso, voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar da Royal Air Maroc? Pois \u00e9, se for como eu, pode at\u00e9 conhecer vagamente o nome, mas nunca soube nada al\u00e9m. Estava neste barco at\u00e9 precisar de comprar uma passagem e, ap\u00f3s muito vasculhar a internet, descobrir que a companhia a\u00e9rea com a melhor tarifa era ela. Havia, por\u00e9m, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":96,"featured_media":77538,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[281],"tags":[],"class_list":["post-77539","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jaqueline-dias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/77539","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/96"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=77539"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/77539\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/77538"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=77539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=77539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=77539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}