{"id":77212,"date":"2017-07-13T22:51:16","date_gmt":"2017-07-14T01:51:16","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/07\/13\/o-anseio-por-aquilo-que-e-eterno\/"},"modified":"2018-04-16T08:09:57","modified_gmt":"2018-04-16T11:09:57","slug":"o-anseio-por-aquilo-que-e-eterno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=77212","title":{"rendered":"O Anseio Por &#8220;Aquilo Que \u00c9 Eterno&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Esta vida de luxo e esplendor no pal\u00e1cio, este corpo sadio, a alegre juventude &#8211; de que vale tudo isso para mim?&#8221; &#8211; essa foi a pergunta que o jovem Sakyamuni fez a si mesmo, ao refletir profundamente sobre a vida. E chegou \u00e0 seguinte conclus\u00e3o: &#8220;Um dia, eu tamb\u00e9m adoecerei, envelhecerei, e morrerei. Em \u00faltima an\u00e1lise, eu tamb\u00e9m, como todas as demais pessoas, n\u00e3o poderei fugir do destino imposto a este corpo carnal. Tanto a gl\u00f3ria desta juventude repleta de vigor, como a gl\u00f3ria da minha condi\u00e7\u00e3o de pr\u00edncipe e de futuro rei, que me permitem desfrutar todos os prazeres deste mundo, n\u00e3o passam, afinal, de breves sonhos coloridos.&#8221;<br \/>Esta conclus\u00e3o ele a denominou como &#8220;as quatro dores do ser humano&#8221;, que s\u00e3o: nascer, envelhecer, adoe-cer e morrer. Qual \u00e9 o caminho para transcender essas quatro dores? \u00c9 o da busca daquilo que \u00e9 eterno. Todavia, \u00e9 in\u00fatil tentar buscar o eterno dentro das coisas materiais e perec\u00edveis, sujeitas tamb\u00e9m a &#8220;nascer, envelhecer, adoecer e morrer&#8221;. O jovem Sakyamuni sabia disso. Por isso, em vez de proceder como um certo imperador chin\u00eas que mandou procurar rem\u00e9dios materiais contra o envelhecimento e a morte, agiu com grande sabedoria: abandonou todos os bens materiais, despediu-se da vida de conforto e opul\u00eancia, e tornou-se um modesto monge peregrino, em busca daquilo que \u00e9 eterno &#8211; daquilo que n\u00e3o \u00e9 material. Vemos nessa atitude a profunda sinceridade do jovem Sakyamuni.<br \/>Se surge em n\u00f3s o anseio por aquilo que \u00e9 eterno, \u00e9 porque o eterno existente em n\u00f3s est\u00e1 come\u00e7ando a despertar. Esse despertar ocorre em todas as pessoas na adolesc\u00eancia, levando-as a buscar aquilo que \u00e9 eterno. Mas, sendo a adolesc\u00eancia uma fase de grande susceti-bilidade, os jovens s\u00e3o tamb\u00e9m facilmente atraidos pela beleza material do mundo a seu redor e pelos prazeres dos sentidos. Assim, acabam esquecendo o anseio por aquilo que \u00e9 eterno e passam a buscar os ef\u00eameros prazeres do mundo material para alhear-se dos dissabores da vida; passam a procurar um meio de enriquecer rapidamente e a ter ideias t\u00e3o err\u00f4neas como usar a religi\u00e3o como instrumento para obter riquezas materiais.<br \/>\u00c0s vezes, as pessoas param para pensar sobre si mesmas e d\u00e3o-se conta de que o seu anseio de libertar-se do que \u00e9 transit\u00f3rio e buscar o eterno desapareceu com o passar do tempo e que agora est\u00e3o se deixando arrastar pelo f\u00fatil desejo de obter coisas materiais, que s\u00e3o transit\u00f3rias.<br \/>Jovens &#8211; e tamb\u00e9m os menos jovens -, n\u00e3o estar\u00e3o voc\u00eas precisando ressuscitar aquele anseio pelo eterno que foi despertado em sua adolesc\u00eancia, e voltar a viver com seriedade? Para isso, a melhor oportunidade \u00e9 agora, instante em que voc\u00eas acabaram de ler estas linhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"h4\">AQUELES QUE AMAM<\/span><br \/>O amor em beleza tudo. Por mais pobre e mal vestida que esteja a m\u00e3e, ela \u00e9 bonita quando est\u00e1 amamentando o seu beb\u00ea. Tamb\u00e9m uma dona de casa, mesmo com a apar\u00eancia prejudicada pelas tarefas dom\u00e9sticas e modes-tamente vestida, \u00e9 bonita quando est\u00e1 olhando as bancas da feira, com ar compenetrado, pensando o que comprar dentro dos limites de seu or\u00e7amento, a fim de preparar pratos saborosos para o marido. Tamb\u00e9m as nada belas rugas que cobrem o rosto de uma anci\u00e3 transformam-se em belos tra\u00e7ados quando ela sorri amorosamente para o seu netinho.<br \/>Como \u00e9 belo o amor! Tudo se torna belo quando existe o toque do amor. Das pessoas sem amor, que s\u00f3 trazem \u00f3dio dentro de si, n\u00e3o emana beleza alguma, por mais bela que seja a sua apar\u00eancia. As belezas da natureza s\u00e3o obras de Deus. As obras de Deus s\u00e3o a manifesta\u00e7\u00e3o do amor de Deus. Portanto, o amor e o belo s\u00e3o um na ess\u00eancia. Infelizes s\u00e3o os que nunca amaram: eles desconhecem o que \u00e9 verdadeiramente belo. Podemos dizer que as pessoas que vivem uma vida realmente bela s\u00e3o aquelas que amam. Quem conhece realmente as belezas naturais s\u00e3o as pessoas que amam a natureza. Quem conhece realmente a beleza do ser humano s\u00e3o os que amam verdadeiramente o ser humano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Esta vida de luxo e esplendor no pal\u00e1cio, este corpo sadio, a alegre juventude &#8211; de que vale tudo isso para mim?&#8221; &#8211; essa foi a pergunta que o jovem Sakyamuni fez a si mesmo, ao refletir profundamente sobre a vida. 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