{"id":76659,"date":"2017-07-05T18:52:48","date_gmt":"2017-07-05T21:52:48","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/07\/05\/mamm-recebe-mostra-sobre-cinema-negro-a-partir-desta-quinta-feira\/"},"modified":"2017-07-05T18:52:48","modified_gmt":"2017-07-05T21:52:48","slug":"mamm-recebe-mostra-sobre-cinema-negro-a-partir-desta-quinta-feira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=76659","title":{"rendered":"MAMM recebe mostra sobre cinema negro a partir desta quinta-feira"},"content":{"rendered":"<p>Em julho chega ao Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM) a mostra \u201cTravessias &#8211; Cinema Negro das Am\u00e9ricas e de Produ\u00e7\u00f5es Audiovisuais Africanas\u201d. A proposta do projeto \u00e9 exibir produ\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas do continente africano e do chamado cinema negro das Am\u00e9ricas do Sul, Central e do Norte. As sess\u00f5es come\u00e7am dia 6 de julho e v\u00e3o at\u00e9 24 de agosto, sempre \u00e0s quintas-feiras, \u00e0s 19h.<\/p>\n<p>Dando visibilidade \u00e0s tem\u00e1ticas ligadas \u00e0s popula\u00e7\u00f5es negras e africanas, o projeto insere as mem\u00f3rias, conhecimentos e saberes dessas culturas como ponto de reflex\u00e3o em nosso cotidiano. Por essa raz\u00e3o, algumas sess\u00f5es ser\u00e3o precedidas de performances com grupos de artes c\u00eanicas, coletivos e artistas de Juiz de Fora. O objetivo \u00e9 unir v\u00e1rias formas de express\u00e3o art\u00edstica num processo de travessias entre as artes.<\/p>\n<p>Na estreia ser\u00e3o exibidos dois filmes. O curta \u201cAlma no Olho\u201d, de Z\u00f3zimo Bulbul, \u00e9 considerado o precursor do cinema negro do Brasil, e o longa \u201cAmor Maldito\u201d, de Ad\u00e9lia Sampaio, admitido como primeiro filme dirigido por uma mulher negra no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O filme de Bulbul retrata, silenciosamente, o processo de coloniza\u00e7\u00e3o e di\u00e1spora do povo negro, atrav\u00e9s da interpreta\u00e7\u00e3o gestual do pr\u00f3prio diretor que o protagoniza.<\/p>\n<p>J\u00e1 \u201cAmor Maldito\u201d conta o romance entre as personagens Sueli (Wilma Dias) e Fernanda (Monique Lafond), que se apaixonam e decidem morar juntas. Por\u00e9m, o relacionamento \u00e9 abalado pela gravidez e morte de Sueli, cuja suspeita de assassinato recai sobre Fernanda.<\/p>\n<p>A curadoria da mostra \u00e9 da professora do Instituto de Ci\u00eancias Humanas da Universidade Federal de Juiz de Fora, Fernanda do Nascimento Thomaz.<br \/>As sess\u00f5es t\u00eam classifica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria livre e a entrada \u00e9 franca.<\/p>\n<h4>Confira a programa\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<h5>Cronograma de exibi\u00e7\u00f5es para o m\u00eas de julho<\/h5>\n<h6>06\/07\/17. Hor\u00e1rio: 19:00.<\/h6>\n<p>Performance com o Laborat\u00f3rio Descol\u00f4nia do Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Juiz de Fora. O grupo apresentar\u00e1 em sua performance po\u00e9ticas negras em uma proposta de imers\u00e3o art\u00edstica. Dura\u00e7\u00e3o: 20min.<\/p>\n<h5>Alma no Olho. Dire\u00e7\u00e3o: Z\u00f3zimo Bulbul. Dura\u00e7\u00e3o: 12min. Ano: 1973. Pa\u00eds: Brasil.<\/h5>\n<p><strong>Sinopse:<\/strong> O filme \u00e9 tido como precursor do cinema negro no Brasil. O curta-metragem mostra por meio da interpreta\u00e7\u00e3o de Z\u00f3zimo Bulbul o contato africano com o colonizador europeu, a Di\u00e1spora e as transforma\u00e7\u00f5es materiais e subjetivas vividas pelo personagem desde a escravid\u00e3o ao movimento de orgulho negro. Embalado pela m\u00fasica Kulu Se Mama de John Coltrane, o filme n\u00e3o possui falas sendo as express\u00f5es faciais e corporais de Bulbul os principais elementos da narrativa f\u00edlmica.<\/p>\n<h6>Amor Maldito. Dire\u00e7\u00e3o: Ad\u00e9lia Sampaio. Dura\u00e7\u00e3o: 1h 16min. Ano: 1984. Pa\u00eds: Brasil.<\/h6>\n<p><strong>Sinopse:<\/strong> Amor Maldito \u00e9 considerado o primeiro longa-metragem dirigido por uma mulher negra no Brasil. O filme narra a hist\u00f3ria de duas mulheres, Sueli (Wilma Dias) e Fernanda (Monique Lafond), que se apaixonam e decidem morar juntas. Por\u00e9m, o relacionamento das personagens \u00e9 abalado pela gravidez e morte de Sueli, cuja suspeita de assassinato recai sobre Fernanda.<\/p>\n<h6>13\/07\/17. Hor\u00e1rio: 19:00.<\/h6>\n<h6>Camp de Thiaroye. Dire\u00e7\u00e3o: Ousmane Semb\u00e8ne. Dura\u00e7\u00e3o: 2h 33min. Ano: 1988. Pa\u00eds: Senegal.<\/h6>\n<p><strong>Sinopse:<\/strong> Baseado em fatos reais, o longa-metragem narra a hist\u00f3ria de um batalh\u00e3o de atiradores senegaleses que combateram pela Fran\u00e7a na Europa contra os alem\u00e3es em 1944. Ao chegarem ao campo de tr\u00e2nsito de Thiaroye para desmobiliza\u00e7\u00e3o, os atiradores deparam-se com o n\u00e3o pagamento de sal\u00e1rios, racismo e o adiamento da volta para seus locais de origem. A uni\u00e3o dos militares africanos para reivindicar direitos leva a uma tr\u00e1gica decis\u00e3o de seus superiores franceses em Thiaroye.<\/p>\n<h6>20\/07\/17. Hor\u00e1rio: 19:00.<\/h6>\n<p>Performance com o Grupo de Artes C\u00eanicas \u201cAs Ruths\u201d. Dura\u00e7\u00e3o: 15min.<br \/>\u201cAs Ruths\u201d s\u00e3o um grupo de Arte C\u00eanicas dirigido, produzido e composto por atrizes negras da cidade de Juiz de Fora que tem como objetivo o protagonismo negro feminino nas Artes. O grupo apresentar\u00e1 uma esquete sobre apropria\u00e7\u00e3o cultural e racismo.<\/p>\n<h6>Fa\u00e7a a Coisa Certa. Dire\u00e7\u00e3o: Spike Lee. Dura\u00e7\u00e3o: 2h. Ano: 1989. Pa\u00eds: Estados Unidos.<\/h6>\n<p><strong>Sinopse:<\/strong> A pizzaria do \u00edtalo-americano Sal (Danny Aiello) em Bedford-Stuyvesant no Brooklyn \u00e9 o ponto principal de \u201cFa\u00e7a a Coisa Certa\u201d. Sal dirige a pizzaria junto com seus filhos Vito (Richard Edson) e Pino (John Turturro) e tem como funcion\u00e1rio Mookie (interpretado pelo pr\u00f3prio diretor Spike Lee). A parede da pizzaria, repleta de retratos de artistas e atletas \u00edtalo-americanos vira alvo das cr\u00edticas de Buggin&#8217; Out (Giancarlo Esposito). Segundo este personagem: como uma pizzaria em um bairro de maioria negra e latina pode ter em sua parede apenas fotos de pessoas brancas? O boicote \u00e0 pizzaria de Sal revelar\u00e1 as tens\u00f5es raciais e sociais presentes na sociedade norte-americana da d\u00e9cada de 1980.<\/p>\n<h6>27\/07\/17. Hor\u00e1rio: 19:00.<\/h6>\n<h6>Drum. Dire\u00e7\u00e3o: Zola Maseko. Dura\u00e7\u00e3o: 1h 34min. Ano: 2004. Pa\u00eds: \u00c1frica do Sul.<\/h6>\n<p><strong>Sinopse:<\/strong> O filme conta a hist\u00f3ria de Henry Nxumalo (Taye Diggs), jornalista da Revista Drum na d\u00e9cada de 1950 em Sophiatown, Joanesburgo. Nxumalo denunciou durante sua vida as condi\u00e7\u00f5es nas quais negros\/as viviam sob o regime do Apartheid, bem como os instrumentos utilizados por essa pol\u00edtica para reprimir a popula\u00e7\u00e3o de Sophiatown.<\/p>\n<h4>Cronograma de exibi\u00e7\u00f5es para o m\u00eas de agosto<\/h4>\n<h5>Tema: Travessias do Feminino<\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>03\/08\/17. Hor\u00e1rio: 19:00.<\/h6>\n<h6>La noire de&#8230; Dire\u00e7\u00e3o: Ousmane Semb\u00e8ne. Dura\u00e7\u00e3o: 1h 5min. Ano: 1966. Pa\u00eds: Senegal.<\/h6>\n<p><strong>Sinopse:<\/strong> O filme narra a trajet\u00f3ria de Diouana (Therese M&#8217;Bissine Diop), uma senegalesa que torna-se empregada dom\u00e9stica em Dakar de uma fam\u00edlia francesa e acaba indo \u00e0 Fran\u00e7a para trabalhar. As condi\u00e7\u00f5es de trabalho com que Diouana se depara tornam-se muito diferentes das que foram prometidas. A produ\u00e7\u00e3o mostra o imagin\u00e1rio colonial sobre africanas\/os e suas culturas, bem como as conseq\u00fc\u00eancias do colonialismo e do racismo sobre uma parte popula\u00e7\u00e3o senegalesa.<\/p>\n<h6>10\/08\/17. Hor\u00e1rio: 19:00.<\/h6>\n<p>Performance com o Laborat\u00f3rio Desc\u00f4lonia do Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Juiz de Fora. A performance apresentada pelo coletivo mostrar\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o da mulher negra com o cabelo crespo.Dura\u00e7\u00e3o: 30min.<\/p>\n<h6>Afrodites. Dire\u00e7\u00e3o: Renata D\u00f3rea. Dura\u00e7\u00e3o: 21min. Ano: 2016. Pa\u00eds: Brasil.<\/h6>\n<p><strong>Sinopse: <\/strong>O document\u00e1rio acompanha jovens mulheres em suas mem\u00f3rias sobre a transi\u00e7\u00e3o capilar. Os relatos narram como uma altera\u00e7\u00e3o est\u00e9tica alcan\u00e7a temas como consci\u00eancia e resist\u00eancia afro, al\u00e9m do racismo institucionalizado e da luta di\u00e1ria de ser uma mulher negra no Brasil.<\/p>\n<h6>Phatyma. Dire\u00e7\u00e3o: Luiz Chaves e Paulina Chiziane. Dura\u00e7\u00e3o: 10min. Ano: 2010. Pa\u00eds: Mo\u00e7ambique.<\/h6>\n<p><strong>Sinopse:<\/strong> Nascida na regi\u00e3o sul de Mo\u00e7ambique Phatyma, personagem criada pela escritora mo\u00e7ambicana Paulina Chiziane, reflete sobre os pap\u00e9is reservados \u00e0s mulheres de sua comunidade nas tradi\u00e7\u00f5es e o desejo de romper com alguns desses pap\u00e9is que limitam os sonhos e aspira\u00e7\u00f5es femininas. Ela agir\u00e1 em sua fam\u00edlia e comunidade mostrando que as tradi\u00e7\u00f5es podem ser modificadas para o bem viver das mulheres.<\/p>\n<h6>17\/08\/17. Hor\u00e1rio: 19:00.<\/h6>\n<h6>Cairo 678. Dire\u00e7\u00e3o: Mohamed Diab. Dura\u00e7\u00e3o: 1h 40min. Ano: 2010. Pa\u00eds: Egito.<\/h6>\n<p><strong>Sinopse:<\/strong> Tr\u00eas mulheres Fayza (Boshra Rozza), Seba (Nelly Karim) e Nelly (Nahed El Seba\u00ef) enfrentam a viol\u00eancia sexual e o machismo na cidade do Cairo, Egito. As trajet\u00f3rias dessas mulheres encontram-se quando tentam impedir os freq\u00fcentes ataques sexuais masculinos por quais passam as eg\u00edpcias nos ambientes dom\u00e9stico, de trabalho e p\u00fablico. A uni\u00e3o das tr\u00eas mulheres mostra as dificuldades de combate \u00e0 viol\u00eancia em uma sociedade patriarcal.<\/p>\n<h6>24\/08\/17. Hor\u00e1rio: 19:00.<\/p>\n<\/h6>\n<h6>Libertem Angela Davis e todos os presos pol\u00edticos. Dire\u00e7\u00e3o: Shola Lynch. Dura\u00e7\u00e3o: 1h 42min. Ano: 2014. Pa\u00eds: Estados Unidos.<\/h6>\n<p><strong>Sinopse:<\/strong> O Document\u00e1rio aborda a pris\u00e3o e campanha pela liberta\u00e7\u00e3o da professora e militante Angela Davis na d\u00e9cada de 1970. Armas registradas no nome de Davis utilizadas em um seq\u00fcestro que resultou na morte do juiz Harold Haley e de quatro detentos levaram as for\u00e7as de seguran\u00e7a norte americanas a uma persegui\u00e7\u00e3o que durou quase um ano e colocou Angela Davis na lista das 10 pessoas mais procuradas do mundo pelo FBI.<\/p>\n<p>Fonte: Assessoria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em julho chega ao Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM) a mostra \u201cTravessias &#8211; Cinema Negro das Am\u00e9ricas e de Produ\u00e7\u00f5es Audiovisuais Africanas\u201d. A proposta do projeto \u00e9 exibir produ\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas do continente africano e do chamado cinema negro das Am\u00e9ricas do Sul, Central e do Norte. 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