{"id":75810,"date":"2017-06-21T23:35:39","date_gmt":"2017-06-22T02:35:39","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/06\/21\/cinema-do-central-pode-ser-reativado-com-doacao-de-projetores-do-palace\/"},"modified":"2017-06-21T23:35:39","modified_gmt":"2017-06-22T02:35:39","slug":"cinema-do-central-pode-ser-reativado-com-doacao-de-projetores-do-palace","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=75810","title":{"rendered":"Cinema do Central pode ser reativado com doa\u00e7\u00e3o de projetores do Palace"},"content":{"rendered":"<p>O CineArte Palace se foi, mas um peda\u00e7o dele sobreviver\u00e1 por meio de um projeto em andamento que visa a reconstitui\u00e7\u00e3o do Cine-Theatro Central. Dois projetores do Palace, que rodavam filmes em pel\u00edcula, ser\u00e3o doados para o Central. Os equipamentos ir\u00e3o compor o acervo de um espa\u00e7o de mem\u00f3ria nas depend\u00eancias do teatro. O espa\u00e7o ainda est\u00e1 sendo projetado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Trata-se, portanto, de um pequeno alento, j\u00e1 que o movimento, levantado por estudantes universit\u00e1rios da cidade em maio deste ano contra o fechamento do Palace, naufragou, mesmo diante da visibilidade nacional conquistada.<\/p>\n<p>O coordenador cultural da Pr\u00f3-Reitoria de Cultura da UFJF, Beto Campos, explica que a doa\u00e7\u00e3o dos projetores envolve um processo de log\u00edstica burocr\u00e1tico e que n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de quando, efetivamente, os equipamentos ser\u00e3o entregues ao Central. \u201cA nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 utilizar os projetores n\u00e3o s\u00f3 como pe\u00e7as expositivas, mas tamb\u00e9m para a exibi\u00e7\u00e3o de filmes no Central com entrada franca. Queremos reativar a fun\u00e7\u00e3o de cinema do espa\u00e7o, o que deve acontecer a m\u00e9dio prazo, pois a Universidade ter\u00e1 que dar in\u00edcio a um projeto de \u00e1udio para atender \u00e0s necessidades e caracter\u00edsticas f\u00edsicas do espa\u00e7o, que comporta 1.231 lugares. Ent\u00e3o, ainda n\u00e3o sabemos quando o cinema ser\u00e1 reativado ou a frequ\u00eancia com a qual as sess\u00f5es acontecer\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao espa\u00e7o de mem\u00f3ria que ser\u00e1 aberto \u00e0 visita\u00e7\u00e3o gratuita, Campos ressalta que ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer quais e quantos itens integrar\u00e3o o acervo do setor de mem\u00f3ria. \u201cO que podemos adiantar \u00e9 que este espa\u00e7o contar\u00e1 as hist\u00f3rias do cinema em Juiz de Fora e do Cine-Theatro Central. Estamos realizando as primeiras pesquisas. Logo, o tipo de acervo e a quantidade de pe\u00e7as est\u00e3o sujeitos a esta apura\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Como o Central \u00e9 um patrim\u00f4nio tombado pelo munic\u00edpio, qualquer altera\u00e7\u00e3o estrutural deve ser informada ao Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN). \u201cPara a destina\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o ao setor de mem\u00f3ria, possivelmente alguma altera\u00e7\u00e3o ou reforma na estrutura do Central dever\u00e1 ser feita para adequa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. Nesse sentido, a UFJF ir\u00e1 elaborar o projeto com todas as especifica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias e encaminh\u00e1-lo ao Instituto para avalia\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<h4>DESCARACTERIZA\u00c7\u00c3O DO PALACE<\/h4>\n<p>Houve uma \u00e9poca, mais precisamente no per\u00edodo compreendido entre o fim da d\u00e9cada de 1970 e in\u00edcio dos anos 1980, que ir ao cinema era um evento. Homens, por exemplo, entravam no recinto apenas de terno e gravata. \u201cO Palace foi \u00faltimo cinema a abandonar \u2018a regra do terno\u2019. Frequentar aquele espa\u00e7o era sin\u00f4nimo de elitismo e glamour\u201d, conta o cineasta juiz-forano Franco Groia.<\/p>\n<p>O cinema fechou as portas em 1984 com a exibi\u00e7\u00e3o do longa \u201cO sentido da vida\u201d, do grupo ingl\u00eas Monty Python. Groia ressalta que, nesta \u00e9poca, a Companhia Central de Divers\u00f5es de Juiz de Fora controlava todos os cinemas de Juiz de Fora, como o Excelsior, Cine Gl\u00f3ria, Cine S\u00e3o Luiz, Central e cinemas de bairro. \u201cA Companhia, no entanto, tinha na \u00e9poca uma d\u00edvida com o Banco do Estado do Rio de Janeiro (BANERJ), que tomou o im\u00f3vel para amortiza\u00e7\u00e3o do pagamento da d\u00edvida\u201d.<\/p>\n<p>O cineasta ressalta que o espa\u00e7o foi aberto novamente apenas em 1998, quando a Prefeitura deu in\u00edcio a um movimento de revitaliza\u00e7\u00e3o do cinema intitulado Polo Audiovisual, por\u00e9m, o atual e definitivo fechamento, segundo ele, se deve a descaracteriza\u00e7\u00e3o da ess\u00eancia daquele espa\u00e7o. \u201cAs atividades do Polo tiveram fundamental import\u00e2ncia para que a exibi\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o do cinema local prosperassem naquele per\u00edodo. O que antes era um espa\u00e7o de conviv\u00eancia e troca de experi\u00eancias deu lugar ao fast-food\u201d, avalia Franco, destacando que a queda derradeira do Palace foi resultado, tamb\u00e9m, da falta de pol\u00edticas p\u00fablicas eficientes para a preserva\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O CineArte Palace se foi, mas um peda\u00e7o dele sobreviver\u00e1 por meio de um projeto em andamento que visa a reconstitui\u00e7\u00e3o do Cine-Theatro Central. Dois projetores do Palace, que rodavam filmes em pel\u00edcula, ser\u00e3o doados para o Central. Os equipamentos ir\u00e3o compor o acervo de um espa\u00e7o de mem\u00f3ria nas depend\u00eancias do teatro. 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