{"id":75707,"date":"2017-06-20T18:59:46","date_gmt":"2017-06-20T21:59:46","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/06\/20\/fachin-retira-de-moro-processos-sobre-lula-e-odebrecht\/"},"modified":"2017-06-20T18:59:46","modified_gmt":"2017-06-20T21:59:46","slug":"fachin-retira-de-moro-processos-sobre-lula-e-odebrecht","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=75707","title":{"rendered":"Fachin retira de Moro processos sobre Lula e Odebrecht"},"content":{"rendered":"<p>O ministro Edson Fachin, relator da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), tirou do juiz S\u00e9rgio Moro, da 13\u00aa Vara Federal de Curitiba, tr\u00eas casos contra o ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva que tiveram origem nas dela\u00e7\u00f5es premiadas de executivos e ex-funcion\u00e1rios da Odebrecht.<\/p>\n<p>Um diz respeito ao suposto tr\u00e1fico de influ\u00eancia do ex-presidente, que em troca de vantagens indevidas teria atuado em favor da empresa em negocia\u00e7\u00f5es referentes a Angola, mesmo que em preju\u00edzo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES).<\/p>\n<p>O pedido de investiga\u00e7\u00e3o sobre o assunto teve origem nos depoimentos de Em\u00edlio Odebrecht e Marcelo Bahia Odebrecht, controladores do grupo, e de mais tr\u00eas ex-funcion\u00e1rios da empresa.<\/p>\n<p>Fachin determinou a remessa das provas referentes a esse caso para a Justi\u00e7a Federal do Distrito Federal, por se tratarem \u201cde fatos que supostamente se passaram na capital da Rep\u00fablica\u201d, escreveu o ministro no despacho divulgado nessa ter\u00e7a-feira, 20.<\/p>\n<p>\u201cAssim, do cotejo das raz\u00f5es recursais com os depoimentos prestados pelos colaboradores n\u00e3o constato, realmente, rela\u00e7\u00e3o dos fatos com a opera\u00e7\u00e3o de repercuss\u00e3o nacional que tramita perante a Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Paran\u00e1\u201d, escreveu Fachin. O ministro acatou um recurso da defesa.<\/p>\n<p>Outro caso trata da suposta atua\u00e7\u00e3o de Lula e tamb\u00e9m da ex-presidente Dilma Rousseff em favor da libera\u00e7\u00e3o de recursos do BNDES para a constru\u00e7\u00e3o das Usinas Hidrel\u00e9tricas de Jirau e de Santo Ant\u00f4nio, ambas em Rond\u00f4nia. Eles tamb\u00e9m teriam agido para acelerar licen\u00e7as ambientais, segundo o depoimento de Em\u00edlio Odebrecht e de Henrique Serrano de Prado, ex-executivo da \u00e1rea de energia. A investiga\u00e7\u00e3o foi remetida por Fachin tamb\u00e9m ao Distrito Federal.<\/p>\n<p>Um terceiro caso trata do suposto pagamento de uma mesada pela Odebrecht a Jos\u00e9 Ferreira da Silva, o Frei Chico, l\u00edder sindical e irm\u00e3o de Lula, segundo relatos dos ex-executivos da empresa Hilberto Mascarenhas Filho e Alexandrino Alencar. Os repasses seriam feitos como um modo de prestigiar o ex-presidente, declararam os colaboradores. Fachin determinou que a investiga\u00e7\u00e3o sobre o assunto seja remetida \u00e0 Justi\u00e7a Federal de S\u00e3o Paulo, tamb\u00e9m a pedido da defesa de Lula.<\/p>\n<p>Nas tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es, a Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) se manifestou contra a retirada dos processos de Moro, alegando que guardam rela\u00e7\u00e3o com as investiga\u00e7\u00f5es da Lava Jato conduzidas no Paran\u00e1.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca em que os casos foram remetidos a S\u00e9rgio Moro, no in\u00edcio de abril, o ex-presidente Lula negou qualquer ilegalidade, afirmando que as acusa\u00e7\u00f5es eram \u201cfr\u00edvolas\u201d e \u201csem nenhuma materialidade\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro Edson Fachin, relator da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), tirou do juiz S\u00e9rgio Moro, da 13\u00aa Vara Federal de Curitiba, tr\u00eas casos contra o ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva que tiveram origem nas dela\u00e7\u00f5es premiadas de executivos e ex-funcion\u00e1rios da Odebrecht. 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