{"id":75228,"date":"2017-06-09T19:41:12","date_gmt":"2017-06-09T22:41:12","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/06\/09\/documentario-inedito-narra-a-historia-da-primeira-palhaca-negra-no-brasil\/"},"modified":"2017-06-09T19:41:12","modified_gmt":"2017-06-09T22:41:12","slug":"documentario-inedito-narra-a-historia-da-primeira-palhaca-negra-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=75228","title":{"rendered":"Document\u00e1rio in\u00e9dito narra a hist\u00f3ria da primeira palha\u00e7a negra no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Considerado a principal atra\u00e7\u00e3o do Circo Guarany nas d\u00e9cadas de 1940 a 1960, o palha\u00e7o Xamego era encenado pela atriz Maria Eliza Alves dos Reis. A primeira palha\u00e7a negra no Brasil tem sua hist\u00f3ria contada no document\u00e1rio in\u00e9dito Minha Av\u00f3 Era Palha\u00e7o!, que o SescTV exibe na pr\u00f3xima sexta-feira, 16, \u00e0s 20h, com dire\u00e7\u00e3o de Ana Minehina e Mariana Gabriel, neta de Xamego.<\/p>\n<p>Mariana, que tamb\u00e9m sonha em ser palha\u00e7a,&nbsp;cresceu ouvindo hist\u00f3rias sobre o tempo de sua av\u00f3 no circo.&nbsp;\u201cMem\u00f3rias que n\u00e3o saem da minha cabe\u00e7a e que carrego com os meus guardados mais preciosos\u201d, comenta. No document\u00e1rio, essas lembran\u00e7as v\u00e3o construindo a hist\u00f3ria de Maria Eliza por meio de depoimentos da fam\u00edlia, de representantes do circo e de especialistas.<\/p>\n<p>Daise Gabriel, filha de Xamego, recorda o in\u00edcio da carreira de sua m\u00e3e, com luxo e conforto. Filha do propriet\u00e1rio do Circo Guarany, Jo\u00e3o Alves, Maria Eliza j\u00e1 nasceu no meio art\u00edstico, em 1909. \u201cEra circo itinerante, mas era t\u00e3o grande que para se deslocar de uma pra\u00e7a para outra tinha que fretar vag\u00f5es de trem\u201d, assegura Daise. Antes de ser palha\u00e7o, assim mesmo, no masculino, Maria Eliza foi cantora e formava dupla com sua irm\u00e3 Efig\u00eania, mas foi no circo, como Xamego, que alcan\u00e7ou o sucesso. Sua m\u00fasica tema nas apresenta\u00e7\u00f5es era Xamego, de autoria de um amante do circo, o Rei do Bai\u00e3o Luiz Gonzaga, em parceria com Miguel Lima.<\/p>\n<p>Minha Av\u00f3 Era Palha\u00e7o! destaca a influ\u00eancia dos negros no espet\u00e1culo circense e o preconceito que sofriam nesse meio. Daise fala que seu av\u00f4 Jo\u00e3o Alves era o \u00fanico negro em um seleto grupo de propriet\u00e1rios brancos. Entretanto e felizmente, era respeitado e reconhecido. O machismo era outro rev\u00e9s que predominava na \u00e9poca. Segundo a historiadora Erm\u00ednia Silva, o termo palha\u00e7a nem existia. \u201cPalha\u00e7o era coisa de homem\u201d, afirma. \u201cO feminino de palha\u00e7o s\u00f3 vai existir ap\u00f3s o surgimento das escolas de circo, no final da d\u00e9cada de 1970 e come\u00e7o de 1980\u201d, explica Erm\u00ednia. Seria esse o motivo de Maria Eliza ser um palha\u00e7o? Tabajara Pimenta, o homem-foca, acredita que n\u00e3o. \u201cEra ela que fazia quest\u00e3o de n\u00e3o divulgar, penso eu\u201d.<\/p>\n<p>O document\u00e1rio aborda ainda o momento em que Maria Eliza resolveu ser palha\u00e7o; a participa\u00e7\u00e3o da Caravana do Peru que Fala, do apresentador Silvio Santos, que levava diversos artistas ao circo; e os momentos dif\u00edceis do Circo Guarany. Imagens de arquivos e v\u00eddeos ajudam a narrar a hist\u00f3ria dessa mulher forte e decidida, que morreu em 2007, aos 98 anos.<\/p>\n<p>A obra ser\u00e1 reapresentada no s\u00e1bado, 17, \u00e0s 20h; no domingo, 18, \u00e0s 8h e \u00e0s 16h; e na segunda-feira, 19, \u00e0s 5h e \u00e0s 13h.<\/p>\n<p>Fonte: Assessoria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considerado a principal atra\u00e7\u00e3o do Circo Guarany nas d\u00e9cadas de 1940 a 1960, o palha\u00e7o Xamego era encenado pela atriz Maria Eliza Alves dos Reis. 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