{"id":74749,"date":"2017-06-01T00:00:26","date_gmt":"2017-06-01T03:00:26","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/06\/01\/o-teatro-o-museu-a-fabrica\/"},"modified":"2017-06-01T00:00:26","modified_gmt":"2017-06-01T03:00:26","slug":"o-teatro-o-museu-a-fabrica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=74749","title":{"rendered":"O teatro, o museu, a f\u00e1brica &#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Representativos, hist\u00f3ricos e afetivos. Na quarta reportagem da s\u00e9rie especial Patrim\u00f4nio e Hist\u00f3ria, em comemora\u00e7\u00e3o aos 167 de Juiz de Fora, o Di\u00e1rio Regional regata as mem\u00f3rias de alguns lugares que fizeram e fazem parte do desenvolvimento da cidade: Museu Mariano Proc\u00f3pio, Cine-Theatro Central e Centro Cultural Bernardo Mascarenhas.<\/p>\n<p>Obstinado, o colecionador Alfredo Ferreira Lage dedicou sua vida \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de um dos mais significativos acervos art\u00edsticos, hist\u00f3ricos e de ci\u00eancias naturais. Aberto \u00e0 visita\u00e7\u00e3o em 1915, como museu particular, o Museu Mariano Proc\u00f3pio s\u00f3 foi oficialmente inaugurado no dia 23 de junho de 1921.<\/p>\n<p>O acervo, constitu\u00eddo de cerca de 53 mil objetos de valor hist\u00f3rico, art\u00edstico e cient\u00edfico. Trata-se de uma cole\u00e7\u00e3o nacional e de relev\u00e2ncia internacional, entre pinturas, esculturas, documentos, fotografias, mobili\u00e1rio, prataria, armaria, cristais e pe\u00e7as de Hist\u00f3ria Natural.<\/p>\n<p>Obras de expoentes da pintura europeia, como os franceses Charles Fran\u00e7ois Daubigny e Jean Honor\u00e9 Fragonard e o holand\u00eas Willem Roelofs s\u00e3o destaques no acervo, ao lado de trabalhos de brasileiros como Pedro Am\u00e9rico de Figueiredo e Melo, Rodolfo Amoedo e Belmiro de Almeida.<\/p>\n<h4>O MAIS TRADICIONAL DOS PALCOS&#8230;<\/h4>\n<p>Colocando a cidade na rota da efervesc\u00eancia art\u00edstica, o Cine-Theatro Central foi inaugurado em 30 de mar\u00e7o de 1929 e serviu para as apresenta\u00e7\u00f5es de companhias l\u00edricas italianas, orquestras e companhias dram\u00e1ticas nacionais. Seu palco recebeu talentos do porte de um Proc\u00f3pio Ferreira, um dos mais expressivos nomes do teatro brasileiro.<\/p>\n<p>Criado em 1955, o Teatro Experimental de \u00d3pera de Juiz de Fora fez do Central cen\u00e1rio de seus concertos l\u00edricos at\u00e9 in\u00edcio dos anos 1970. Quando o pa\u00eds inteiro se voltou para os movimentados e inovadores festivais de m\u00fasica, o Central tamb\u00e9m mobilizou torcidas nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970, e o juizforano conheceu alguns dos ent\u00e3o promissores talentos da m\u00fasica brasileira, como Milton Nascimento, Gonzaguinha e Sueli Costa.<\/p>\n<p>Prova da versatilidade do Central s\u00e3o os in\u00fameros e variados espet\u00e1culos de teatro, dan\u00e7a e m\u00fasica que t\u00eam se revezado no local nos \u00faltimos anos, trazendo a cidade alguns dos principais trabalhos realizados por artistas e grupos como Paulo Autran, Bibi Ferreira, Grupo Corpo de Dan\u00e7a, Eva Tudor, Nath\u00e1lia Timberg, Rosamaria Murtinho, Pedro Cardoso e v\u00e1rios outros.<\/p>\n<h4>MASCARENHAS, MEU AMOR<\/h4>\n<p>S\u00edmbolo do pioneirismo industrial, a antiga f\u00e1brica de tecidos Bernardo Mascarenhas, gra\u00e7as \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o de artistas, escritores e jornalistas, foi transformada, em 1987, em um amplo centro cultural. O movimento foi intitulado na \u00e9poca como \u201cMascarenhas, meu amor\u201d. Seguindo a proposta inicial, o espa\u00e7o abriu suas portas para as diferentes manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e culturais de Juiz de Fora e regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Atualmente, inserido na lista dos patrim\u00f4nios mais populares do munic\u00edpio, o Centro Cultural oferece \u00e0 comunidade galerias de arte, anfiteatro, videoteca e salas de aula, al\u00e9m de corredores para realiza\u00e7\u00e3o de eventos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do Centro Cultural, no espa\u00e7o tamb\u00e9m funcionam o Mercado Municipal de Juiz de Fora, a Biblioteca Municipal Murilo Mendes e restaurantes.<\/p>\n<h4>O QUE TEMOS PRA HOJE?<\/h4>\n<p>O superintendente da Funda\u00e7\u00e3o Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), R\u00f4mulo Veiga, diz que por ser uma cidade universit\u00e1ria, Juiz de Fora torna-se refer\u00eancia na regi\u00e3o. \u201cEla configura-se como ponto de encontro para cidades pr\u00f3ximas. Por esse motivo, tamb\u00e9m \u00e9 normal que se tenha uma concentra\u00e7\u00e3o de artistas aqui. Al\u00e9m disso, temos uma proximidade com o Rio de Janeiro que facilita esse interc\u00e2mbio\u201d.<\/p>\n<p>Veiga apontou as dificuldades de se gerir a cultura. \u201c\u00c9 muito dif\u00edcil, com a receita que temos, depender apenas das pol\u00edticas p\u00fablicas para promo\u00e7\u00e3o da Cultura. Por isso, a Funalfa, al\u00e9m de ser uma fomentadora e articuladora, precisa ser uma facilitadora da tomada do espa\u00e7o p\u00fablico pela arte\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O superintendente da Funalfa ressaltou que vem defendendo a execu\u00e7\u00e3o de toda a pol\u00edtica de fomento cultural da institui\u00e7\u00e3o por meio de editais. \u201cA minha proposta \u00e9 de realiza\u00e7\u00e3o de um credenciamento simplificado do artista, que deve obedecer a requisitos m\u00ednimos e uma banca ir\u00e1 avaliar. Foi o que fizemos no Corredor Cultural e deu super certo. Muitos artistas novos que n\u00e3o estavam no radar de atua\u00e7\u00e3o da Funalfa participaram da programa\u00e7\u00e3o deste ano\u201d, finalizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representativos, hist\u00f3ricos e afetivos. Na quarta reportagem da s\u00e9rie especial Patrim\u00f4nio e Hist\u00f3ria, em comemora\u00e7\u00e3o aos 167 de Juiz de Fora, o Di\u00e1rio Regional regata as mem\u00f3rias de alguns lugares que fizeram e fazem parte do desenvolvimento da cidade: Museu Mariano Proc\u00f3pio, Cine-Theatro Central e Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. 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