{"id":74551,"date":"2017-05-29T17:37:26","date_gmt":"2017-05-29T20:37:26","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/05\/29\/o-berco-do-progresso-da-manchester-mineira\/"},"modified":"2017-05-29T17:37:26","modified_gmt":"2017-05-29T20:37:26","slug":"o-berco-do-progresso-da-manchester-mineira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=74551","title":{"rendered":"O ber\u00e7o do progresso da Manchester Mineira"},"content":{"rendered":"<p>Um tempero de estilos do passado, com fortes influ&ecirc;ncias do cl&aacute;ssico e neocl&aacute;ssico, registrado no conjunto arquitet&ocirc;nico da Pra&ccedil;a da Esta&ccedil;&atilde;o. Mas este nome surgiu em algum lugar no tempo n&atilde;o datado, pois refere-se ao popular; ao modo como os juiz-foranos se referem &agrave;quele lugar. Nos registros da hist&oacute;ria, por&eacute;m, o Marco Zero da cidade consta registrado como Pra&ccedil;a Doutor Jo&atilde;o Penido, uma refer&ecirc;ncia e homenagem a Jo&atilde;o Nogueira Penido, o homem de fam&iacute;lia humilde, que, com sua sede de conhecimento, inspirou muitos outros. Na busca pelos efeitos ainda desconhecidos de medicamentos, ele usou seu pr&oacute;prio corpo como cobaia. Penido chegou l&aacute;! Tornou-se m&eacute;dico, exercendo a profiss&atilde;o e fazendo hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m do homem cujo nome ficou marcado com a inser&ccedil;&atilde;o de seu nome na Pra&ccedil;a, vale destacar que o local foi palco de um per&iacute;odo &aacute;ureo para o munic&iacute;pio, pois foi por volta de 1869 que come&ccedil;ou o processo de implanta&ccedil;&atilde;o da ferrovia naquela regi&atilde;o. Nesse sentido, &ldquo;a exist&ecirc;ncia de uma grande rede ferrovi&aacute;ria &eacute; um dos fatores que podem ser apontados como diferenciais da Zona da Mata das demais regi&otilde;es mineiras no que se refere ao seu aspecto f&iacute;sico, &agrave; fisionomia das suas cidades, j&aacute; que as ferrovias trouxeram consigo n&atilde;o apenas novos recursos de constru&ccedil;&atilde;o, mas, sobretudo, uma nova maneira de construir&rdquo;, como revela a estudiosa Milena Andreola de Souza em sua tese de mestrado &ldquo;O Caso da Pra&ccedil;a da Esta&ccedil;&atilde;o de Juiz de Fora&rdquo;.<\/p>\n<p>A constru&ccedil;&atilde;o da Estrada do Paraibuna, tamb&eacute;m conhecida como Estrada Nova, foi realizada em 1836 pelo engenheiro Henrique Halfeld para ligar a regi&atilde;o ao litoral fluminense. Mais tarde, a mesma recebeu o nome de Avenida Bar&atilde;o do Rio Branco. J&aacute; a Estrada de Rodagem Uni&atilde;o Ind&uacute;stria, planejada por Mariano Proc&oacute;pio Ferreira Lage, contribuiu para o desenvolvimento dos transportes na regi&atilde;o. Seu leito deu origem a outra avenida importante do centro da cidade, a Rua do Imperador, hoje Avenida Get&uacute;lio Vargas.<\/p>\n<p>J&aacute; as estradas de ferro D. Pedro II e Leopoldina tiveram suas constru&ccedil;&otilde;es finalizadas em 1871, provocando desenvolvimento no com&eacute;rcio, ind&uacute;stria e agricultura. &ldquo;A Esta&ccedil;&atilde;o Central da Estrada de Ferro D. Pedro II, constru&iacute;da quatro anos mais tarde, delimitou a &aacute;rea de uma pra&ccedil;a e definiu os usos e o parcelamento do solo. No tri&acirc;ngulo formado pelas ruas Direita, do Imperador e Esp&iacute;rito Santo se concentrou toda a efervesc&ecirc;ncia do com&eacute;rcio e ind&uacute;strias, que implantaram-se ali pela proximidade com a esta&ccedil;&atilde;o&rdquo;, ressalta a pesquisadora em sua tese.<\/p>\n<p>O historiador Marcos Olender explicou que a regi&atilde;o foi escolhida para a implanta&ccedil;&atilde;o das ferrovias porque ela era imediatamente perif&eacute;rica ao Centro da cidade. &ldquo;Ali era uma regi&atilde;o pantanosa e teve que ser feito um trabalho de desvio do leito do Rio Paraibuna para instalar as ferrovias. Na atual Rio Branco foram erguidos os primeiros casar&otilde;es dos Bar&otilde;es do Caf&eacute;. Al&eacute;m disso, no entorno da Pra&ccedil;a, sugiram tamb&eacute;m as primeiras f&aacute;bricas. J&aacute; na d&eacute;cada de 1910 e 1930 surgiram os hoteis Pr&iacute;ncipe e S&atilde;o Luis&rdquo;, ressaltou o Olender.<\/p>\n<p>Entre todos eles, o Hotel Renascen&ccedil;a &eacute; o mais antigo da cidade e completou 130 anos em maio deste ano. Nele, j&aacute; se hospedaram os ex-presidentes Get&uacute;lio Vargas, Arthur Bernardes e Eurico Gaspar Dutra. O pr&eacute;dio, tombado, foi um dos locais hist&oacute;ricos do munic&iacute;pio que, em 2016, recebeu o pr&ecirc;mio &ldquo;Amigos do Patrim&ocirc;nio&rdquo;, iniciativa promovida pela Funda&ccedil;&atilde;o Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa).<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m centen&aacute;ria, e perto de completar 121 anos em julho, &eacute; a Associa&ccedil;&atilde;o Comercial e Empresarial de Juiz de Fora (ACEJF). &ldquo;Ela foi a grande porta-voz dos empres&aacute;rios desde a sua funda&ccedil;&atilde;o. &Eacute; a segunda associa&ccedil;&atilde;o mais velha do Brasil e tem no seu escopo de neg&oacute;cios o fortalecimento do segmento empresarial na cidade e regi&atilde;o&rdquo;, ponderou Jo&atilde;o de Matos, Vice-presidente da ACEJF.<\/p>\n<p>Matos ressaltou que, atualmente, a Associa&ccedil;&atilde;o conta com dez funcion&aacute;rios que trabalham de forma direta e mais de 100 parceiros. &ldquo;Estamos sempre presentes nos ambientes de discuss&atilde;o, por meio de palestras e debates, relativos ao desenvolvimento da ind&uacute;stria e do com&eacute;rcio. &Eacute; tamb&eacute;m, por meio de almo&ccedil;os empresariais, que novas rela&ccedil;&otilde;es surgem e onde a nossa rede de networking &eacute; fortalecida&rdquo;, finalizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um tempero de estilos do passado, com fortes influ&ecirc;ncias do cl&aacute;ssico e neocl&aacute;ssico, registrado no conjunto arquitet&ocirc;nico da Pra&ccedil;a da Esta&ccedil;&atilde;o. 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