{"id":73782,"date":"2017-05-13T01:33:15","date_gmt":"2017-05-13T04:33:15","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/05\/13\/relacoes-bilaterais\/"},"modified":"2017-05-13T01:33:15","modified_gmt":"2017-05-13T04:33:15","slug":"relacoes-bilaterais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=73782","title":{"rendered":"RELA\u00c7\u00d5ES BILATERAIS"},"content":{"rendered":"<p>A palavra bilateral &eacute; bem conhecida dos estudantes de direito e profissionais da &aacute;rea jur&iacute;dica. S&atilde;o bilaterais por excel&ecirc;ncia os contratos que geram direitos e obriga&ccedil;&otilde;es para ambas as partes. E nada mais justo que o equil&iacute;brio contratual, t&atilde;o buscado nas rela&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas: voc&ecirc; pagando o pre&ccedil;o justo pelos servi&ccedil;os que recebe. Ou pelo bem que compra.<\/p>\n<p>&Eacute; muito bom quando voc&ecirc; faz uma compra e sai satisfeito e deixa tamb&eacute;m satisfeito o vendedor. Ou quando recebe um servi&ccedil;o bem feito e deixa tamb&eacute;m feliz o prestador. Agradecer faz parte dessa conviv&ecirc;ncia; pagar n&atilde;o significa que n&atilde;o devamos agradecer.<\/p>\n<p>As rela&ccedil;&otilde;es comerciais devem desenvolver-se de tal forma que o neg&oacute;cio seja bom para ambas as partes. De nada adianta ser bom para apenas uma delas. Quando existe uma desproporcionalidade nas presta&ccedil;&otilde;es entre as partes n&atilde;o h&aacute; equil&iacute;brio contratual. A rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; prazerosa. Assim tamb&eacute;m ocorre nas nossas rela&ccedil;&otilde;es de amizade, nas rela&ccedil;&otilde;es afetivas, no trato profissional e, porque n&atilde;o dizer, na pr&oacute;pria vida.<\/p>\n<p>Embora a gente deve dar sem esperar retorno e fazer o bem mesmo sem receb&ecirc;-lo, n&atilde;o deixa de ser gratificante a rela&ccedil;&atilde;o em que ambas as partes retribuem a afetividade, o apre&ccedil;o, o carinho e a considera&ccedil;&atilde;o. Um bom dia proferido com calor e retribu&iacute;do com a mesma demonstra&ccedil;&atilde;o de carinho faz bem a ambas as partes.<\/p>\n<p>Nas rela&ccedil;&otilde;es profissionais o quanto gratificante &eacute; trabalhar para aqueles que reconhecem o trabalho do outro e o remuneram adequadamente. Assim, levar vantagem n&atilde;o faz bem a ningu&eacute;m. &Eacute; ruim para quem perde, mas tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; bom para quem ganha, porque recebe o que n&atilde;o lhe &eacute; devido.<br \/>Por certo existem leis no universo para promover uma justa redistribui&ccedil;&atilde;o de tudo que n&atilde;o se partilha de forma justa. Mais cedo ou mais tarde o pr&oacute;prio universo se encarrega do ajuste de contas. Assim, seja justo com o outro para que os outros sejam justos com voc&ecirc;. Mas o car&aacute;ter bilateral das rela&ccedil;&otilde;es, a reciprocidade, n&atilde;o significa, de forma alguma, que as presta&ccedil;&otilde;es rec&iacute;procas sejam da mesma forma ou natureza.<\/p>\n<p>Um favor pode ser retribu&iacute;do com um agradecimento sincero. Nem tudo se paga em dinheiro. Quando algu&eacute;m recebe uma d&aacute;diva e n&atilde;o sabe a quem retribuir, retribua ao universo. A reciprocidade depende, tamb&eacute;m, da individualidade de cada um. N&atilde;o exige dos outros aquilo que voc&ecirc; sabe que eles n&atilde;o t&ecirc;m para dar. Retribua, assim, a beleza das plantas regando-as com carinho e n&atilde;o destruindo-as com &oacute;dio. Uma boa reflex&atilde;o tamb&eacute;m para os filhos no dia das m&atilde;es. Abra seus olhos para ver aquela que lhe deu a vida e lhe carregou nos bra&ccedil;os.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A palavra bilateral &eacute; bem conhecida dos estudantes de direito e profissionais da &aacute;rea jur&iacute;dica. S&atilde;o bilaterais por excel&ecirc;ncia os contratos que geram direitos e obriga&ccedil;&otilde;es para ambas as partes. E nada mais justo que o equil&iacute;brio contratual, t&atilde;o buscado nas rela&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas: voc&ecirc; pagando o pre&ccedil;o justo pelos servi&ccedil;os que recebe. 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